LUPA ELETRÔNICA

LUPA ELETRÔNICA

DEPOIS DE OPERAR  DE CATARATA OS DOIS OLHOS, ATINGI, AOS 86 OLD, UMA GRANDE  PERDA DE VISÃO  (VEIA DO FUNDO DO OLHO ENTUPIDA). PARTI, ENTÃO PARA A LUPA ELETRÔNICA, VOLTANDO A LER QUE, ATUALMENTE, É O MEU ESPORTE…

http://www.bonavison.com.br/

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LUPA ELETRÔNICA

LUPA ELETRÔNICA

Lupa eletrônica da USP aumenta imagem em 40 vezes para deficientes visuais

Aparelho permite leitura com maior nitidez e ergonomia para pessoas com visão inferior a 5%

SÃO PAULO – O Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes visuais, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Estima-se que três em cada quatro apresentem visão subnormal, ou seja, enxergam em um campo de visão entre 5% e 30% do normal.

Pessoas com baixa visão ou visão subnormal apresentam sérias dificuldades para os afazeres habituais, mesmo após tratamento ou correção dos erros refrativos comuns com o uso de óculos, lentes de contato ou implante de lentes intraoculares.

Pesquisadores da Bonavision Auxílios Ópticos, empresa instalada no Centro de Inovação, Empreededorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), acabam de lançar uma lupa eletrônica para leitura destinada a pessoas com deficiências visuais graves, com visão inferior a 5%.

O produto é o terceiro lançado pela empresa. O primeiro, em 2008, foi uma lupa especial para leitura, que amplia textos em cinco vezes e diminui as distorções, permitindo a visualização das palavras. Em 2009, os pesquisadores lançaram uma prancha de leitura acoplada à lupa.

“A partir da prancha, incorporamos uma nova tecnologia, que foi a câmera de vídeo, colocada no local em que estava uma lente óptica. Conectada a uma televisão de 20 polegadas, a câmara possibilita um aumento da imagem de seis vezes (com a lente) para 40 vezes”, disse José Américo Bonatti, pesquisador da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e um dos diretores da Bonavision, à Agência Fapesp .

Além de permitir a leitura da palavra inteira na linha, uma das vantagens da lupa eletrônica é o conforto. “É o dispositivo disponível no mercado que permite ao usuário ler sentado no sofá ou na cama, sem adaptações, não precisando de cadeira e mesa”, explicou Bonatti.

“A luz ambiente necessária é mínima. A câmara é de alta sensibilidade e tem controle automático de iluminação, mantendo a imagem na tela da TV uniforme e confortável”, afirmou.

Outro aspecto de destaque é a portabilidade. “Por não ter tela própria, o usuário pode levar para qualquer lugar onde seja possível acoplar o equipamento a uma televisão”, disse.

A câmara desliza em um trilho de prancha de leitura. Para mudar de linha, é só movimentar o trilho para cima ou para baixo. “Por isso, a lupa pode ser manipulada também por pessoas com problemas motores, como portadores de Parkinson, uma vez que os tremores não afetam a movimentação da câmara no trilho metálico”, destacou o pesquisador.

Existem atualmente no mercado, segundo Bonatti, dois tipos de lupas eletrônicas: “câmara-mouse” e “bandeja móvel”, que apresentam algumas limitações.

“A câmara-mouse, que pode ter tela própria portátil ou não, apresenta estabilidade dificultada, caso o usuário tenha problemas motores. Já a bandeja-móvel, que também pode ter tela própria ou não, exige grande treinamento e coordenação motora, pois a bandeja se move facilmente ao menor movimento das mãos”, afirmou.

Segundo Bonatti, a lupa eletrônica se diferencia dos equipamentos do mercado porque pode ser usada com treinamento mínimo, além de trazer mais conforto e ergonomia. “O preço desse novo produto é de R$ 1,8 mil, ao passo que um modelo importado está na faixa de R$ 5 mil”, comparou.

Além do uso para deficientes visuais, o produto está sendo testado para outras aplicações, tanto técnicas quanto didáticas. “A lupa pode ser utilizada para ver detalhes de um lote de produção em circuito eletrônico e também na área de geologia, por exemplo”, enumerou Bonatti.

O produto poderia também ser aplicado no ensino. “Com a ajuda de uma tela grande, muitos detalhes captados poderiam ser vistos em sala de aula. Caso não haja laboratórios na escola, a lupa eletrônica pode ser um recurso pedagógico importante”, sugeriu o pesquisador da USP.

 

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ESTE CARA NUNCA ME ENGANOU…

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GARRINCHA, A ALEGRIA DO POVO

EU TORCIA POR FUTEBOL ATÉ A MORTE DELE…

LULA LADRÃO AFANA TUDO QUE ESTÁ NA SUA FRENTE E OUTROS – SELVA!

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Anexos10:56 (Há 16 minutos)

para
REPASSANDO !!!
Tenente Vargas (CHICO DÓLAR)-SELVA!-Guerreiro de Selva nº 702, da turma  73/2 COS “C” do COSAC, hoje é CIGS em Manaus-AM. Onde fiz e sempre faz o Curso de GUERRA NA SELVA! E Fui para a  GUERRILHA DO ARAGUAIA para combater os Comunistas do PC do B que queriam impôr o Comunismo no Brasil o quais foram treinados na CHINA, CUBA e RÚSSIA. Foram vencidos por nós Militares.
1.Lula ladrão afana tudo que está na sua frente.
 
Por que teria roubado também os 9.000 livros? Se o vagabundo não sabe nem ler. 
Resposta: Por ser Cleptomaníaco contumaz!
CONFIRA ALGUMAS DAS JOIAS QUE LULA ROUBOU DA PRESIDÊNCIA

Adriano Magalhães
O que pouca gente sabe é que LULA RATO, O GRANDE LADRÃO que é, após deixar a Presidência da República levou para sua casa um pouquinho da… Presidência da República. Entre as peças que carregou (ROUBOU), há objetos de joalheria de alto valor, como uma ADAGA em OURO AMARELO e BRANCO e cravejada com  pedras preciosas  presenteada por MUAMMAR KADAFFI da LÍBIA e umPUNHAL também de OURO cravejado com pedras preciosas recebido do REI MOHAMMED de MARROCOS , Estátua de CAMELOS em OURO MACIÇO e CRISTAL dos EMIRADOS ÁRABES, Um JADE (réplica da COROA) em OURO do Presidente da CORÉIA do SUL, entre diversos outros.
Segundo o blog Reaçonaria, são ao todo mais de OITO (8) MIL PRESENTES que foram transportados em 11 caminhões com um ACERVO de 1.403.427 itens, um deles com CONTAINER REFRIGERADO para o transporte de sua ADEGA de VINHO, adquirido com DINHEIRO PÚBLICO.
O Ministério Público Federal tem poderes para requisitar junto à seguradora o inventário de todos os objetos transportados.
A mudança, claro, foi toda paga com dinheiro público.
Entre os objetos já mencionados, LULA também levou INDEVIDAMENTE para casa DUAS (2) BICICLETAS, DUAS (2) ESTEIRAS ERGOMÉTRICAS, a CAMA do Palácio do Alvorada, uma PEÇA de CRISTAL com o primeiro artigo da Constituição Americana doada por Obama, UM (1) CONJUNTO de TAÇAS de PRATA doado pela RAINHA ELIZABETH da INGLATERRA, uma coleção de JÓIAS  doadas pela família Real dos Emirados Árabes e 9 MIL LIVROS e obras de arte diversas.
OBS:
Vale lembrar que o CRUCIFIXO que ficava no gabinete do PRESIDENTE, o mesmo que anteriormente se encontrava no gabinete de ITAMAR FRANCO e também de FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, (comprovado em fotos existentes do GABINETE) também foi SURRUPIADO sob a alegação MENTIROSA de que tinha sido um PRESENTE recebido pelo LARÁPIO LULA da SILVA.
A CONDUTA MORAL e ÉTICA prevista por LEI FEDERAL determina que o PRESIDENTE da REPÚBLICA só pode receber PRESENTES, de quem quer que seja, que não ultrapassem o VALOR de CEM REAIS  (R$ 100,00).
Os presentes recebidos que forem de maior VALOR, não devem ser repudiados por questões DIPLOMÁTICAS, mas deverão ser obrigatoriamente incorporados ao PATRIMÔNIO da UNIÃO.
Nenhum PRESIDENTE antes de LULA se apossou ou levou para casa nenhum dos PRESENTES que RECEBEU como CHEFE de ESTADO durante o período de GOVERNO.  O SAFADO é LADRÃO.MESMO.
2.Exército explode granada de 5 kg que era usada como tranca em portão de galinheiro no RS
  Uma situação inusitada que por muito pouco poderia ter provocado uma tragédia para um trabalhador rural. O homem de 45 anos mora no Caverá, 20 Km de Alegrete e há cerca de quatro anos encontrou, no campo, um objeto. Sem saber do que se tratava e por achar “diferente” levou para casa.
  Durante aproximadamente 40 dias o artefato ficou no interior do Fusca e, neste período, ele veio até a cidade muitas vezes.
  Passado uns dois anos o cunhado Amilton Vassalo foi fazer uma limpeza geral devido à uma festa que teria no local. Seria o aniversário de 15 anos da filha, denominado “quinzãorural”. Durante a faxina ele encontrou uma granada de 5kg, na porta do galinheiro. Quando necessário era usada para segurar o portão.
  Imediatamente Amilton sabendo do que se tratava retirou a granada do local e deixou longe da casa. Cerca de 15 dias depois, num contato com a Unidade Militar do 10° Blog, eles decidiram explodir a granada.
  O Major Fabrício Santos que, coordenou a ação, explicou que a granada era de uso de tanque de guerra e que ela teria capacidade de destruir um blindado . Portanto, foi muita sorte do agricultor ela estar com uma pequena avaria no sistema de detonação o que dificultou a explosão com o movimento do carro.
“Se detonasse no carro não sobraria um pedacinho se quer” – destaca.
  A manobra para detonação foi preparada com muita cautela e cuidado. O processo incluiu desde formilho de aproximadamente 2 metros de profundidade que foi feito para colocá-la, junto a mais um explosivo para facilitar a explosão, além dos sacos de areia que foram colocados para amortecer o impacto.
  Mesmo assim, Amilton que assistiu de longe, mais de 1km, disse que sentiu o tremor da terra.
  No final ficou apenas uma grande cratera com mais de dois metros de diâmetro. Major Fabrício salientou que se alguém encontrar algo semelhante ou alguma outra granada deve imediatamente comunicar às unidades militares. Não se deve colocar esses artefatos em veículos ou levar para casa, devido ao risco de explosão.
  De acordo com o Major, a granada, pelo aspecto, deveria ter no mínimo 40 anos. Ele acredita que deve ter sido durante treinamento naquela região. Alguns moradores comentaram que há 50 anos aquela área era usada para treinamentos das Unidades Militares de Alegrete.
Acompanhe o vídeo do momento da explosão.

    3.Excelente análise! 

 

4.Para adquirir meus livros Bacaba e  Bacaba II sobre a Guerrilha do Araguaia (1972/74) da qual eu participei, era 3º Sargento Infante, Guerreiro de Selva nr 702, com Curso de Guerra na Selva (COSAC hoje CIGS), comandando 10 homens, junto com o Cel CURIÓ (era Capitão) e Cel LÍCIO MACIEL (era Major), este é o procedimento:
Os meus livros custam: BACABA R$ 30,00 e BACABA II R$ 40,00, Total, 70,00.
Depositar no BANCO DO BRASIL, Agência nr 1997-6, conta corrente nr 63.292-9, 
CPF nr 004196481-00 em meu nome JOSÉ VARGAS JIMÉNEZ.
  SE QUISER ADQUIRIR OS LIVROS BACABA, MANDE SUA SOLICITAÇÃO PELOS SEGUINTES EMEILS, são dois(2):

chicodolar60@yahoo.com.br,  chico.dolar@hotmail.com, 
 Em CAMPO GRANDE-MS. 

Me mande seu endereço completo, Rua, Bairro, Cidade,CEP e lhe enviarei 

os livros BACABA autografados e depois me informe o pagamento no BANCO
DO BRASIL.-OK!

POR FAVOR REPASSEM E DIVULGUEM OS MEUS LIVROS BACABA – SELVA!!

Tenente Vargas – (Chico Dólar) – SELVA!
OBS: Fiz Guerra na Selva COSAC (Centro de Operações na Selva e Ações de Comando) em 1973 e nesse ano fui para a Guerrilha do Araguaia para combater os Comunistas do PC do B. 

Se quiser saber mais sobre o Tenente VARGAS (CHICO DÓLAR), acesse no saite: http://www.google.com.br e PESQUISE:
1.Livro Bacaba
2. Chico Dolar
3. José Vargas Jiménez
 E vera que eu já faço parte da história do BRASIL, contando a verdade contra os Comunistas que hoje estão poder dizendo para a população brasileira  que lutaram contra nós militares para impôr a democracia. Por isso nos meus livros BACABA eu conto a verdade com documentos confidencias e secretos informando que  os Comunistas (DILMA e todos os outros) queriam e querem impôr o COMUNISMO NO BRASIL - SELVA!!!!!
Há pouco mais de 34 anos, exatamente em 20 de janeiro de 1983, morria Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, um dos nomes maiores do futebol brasileiro de todos os TEMPOS.|
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TURBRAN – AMAN 52 – Paraninfo JARBAS PASSARINHO – TURMA BARÃO DO RIO BRANCO – 65 ANOS DE FORMATURA DE ASPIRANTADO

UMA FANTÁSTICA TURMA DE OFICIAIS DO EXÉRCITO

Para conhecimento:

 

NOTA – verifique  na sua mq como usar a lupa (para ler os arquivos aqui postados)

 

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ORVIL – O CANHÃO DO ARRUDA

TIÃO – O CANHÃO DO ARRUDA – FALECEU NO RECIFE, AOS 85 ANOS.

VEJA NO ORVIL   OS DETALHES DA VIDA DO SEBASTI]AO, COM FOTOS.

enquanto ISSO, O GENOINO ERA CONDECORADO COM A MEDALHA DE CAXIAS !!!!!!

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PROGRAMAÇÃO – …no mínimo 2 linguagens (uma será do Microsoft Visual Studio, outra, atualmente, será Python…)

Khi 3 :

Este programa (baixado da Internet) é geral: matemática, física, mecânica, eletricidade, astronomia, química e etc.etc.etc. (procure no Google ou no Youtube…).

“Completíssima calculadora integrada com centenas de classe de funções.”

Khi3 3.2.4 é uma das calculadoras científicas mais completas que você podeemos encontrar, pois vem integrada com um infinidade de funções de todo tipo para resolver toda classe de problemas matemáticos  e científicos.

Além disso, está equipada com seus próprios problemas de álgebra, servindo também como uma espécie de tutorial que vai apresentando problemas e exercícios para resolver (alguns deles inclusive são pequenos jogos do tipo sudoku), não só de álgebra mas também de física, química, geometria, estatística, eletricidade, astronomia, ou seja, uma completa e eficiente coletânea para resolver qualquer situação científica que necessite de cálculos matemáticos.

Pelo Visual Basic 2010:

 

Pacitti, um grande professor, pioneiro do Fortran no Brasil (1945)

Depois de mais de 67 anos calculando com auxílio de traquitanas inclusive eletrônicas (sem falar nas réguas de cálculo Keuffel&Esser Log Log Duplex Decitrig,  permito-me fazer alguns comentários, deixando de lado a criatividade para o assunto.

Em www.tiobe.com/tpci.htm encontramos um resumo muito útil.

No começo, de um lado era o FORTRAN (FormulaTranslator System) . Do outro lado,  o  COBOL (COmmon Business Oriented Language). Bons tempos (mas insuficientes…).

Hoje, temos uma infinidade de linguagens para construir apps à vontade do freguês…

 

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AOS QUE NÃO VIVERAM O 31 DE MARÇO DE 1964

Carlos Alberto Brilhante Ustra e esposa Joseíta

sexta-feira, 31 de março de 2017

Aos Que Não Viveram a Contra-Revolução de 31 de Março de 1964

 (cloque na foto, para abrir o texto)
.
Texto de 2004, do saudoso Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra
No dia 31 de março próximo faz 40 anos que foi deposto o Presidente da República, João Goulart.
Uns chamam esse acontecimento de golpe militar, outros de tomada do poder, alguns outros de Revolução de 1964. Eu prefiro considerá-lo como a Contra-Revolução de 31 de março de 1964.
Vou lhes explicar o meu ponto de vista ao longo deste artigo. Espero que ao final vocês tenham dados suficientes para julgar se estou certo.
Vocês foram cansativamente informados por seus professores, jornais, rádios, TV e partidos políticos:
– que os militares tomaram o poder dos civis para impedir que reformas moralizantes fossem feitas; 
– que para combater os “generais que usurparam o poder” os jovens da época uniram-se e lutaram contra a ditadura militar e que muitos deles morreram, foram mutilados, presos e torturados na luta pela “redemocratização” do país;
– que os militares assim agiram a mando dos Estados Unidos, que temiam o comunismo instalado no Brasil; 
– que jovens estudantes, idealistas, embrenharam-se nas matas do Araguaia para lutar contra a ditadura e pela redemocratização do país.
Com quantas inverdades fizeram a cabeça de vocês! E por que essas mentiras são repetidas até hoje? Foi a maneira que eles encontraram para tentar justificar a sua luta para implantar um regime do modelo soviético, cubano ou chinês no Brasil.
Por intermédio da mentira, eles deturparam a História e conseguiram o seu intento. Vocês que não viveram essa época acreditam piamente no que eles dizem e se revoltam contra os militares.
Vamos aos fatos, pois eu vivi e participei dessa época.
Em março de 1964 eu era Capitão e comandava uma bateria de canhões anti-aéreos do 1º Grupo de Artilharia Anti-Aérea, em Deodoro, no Rio de Janeiro.
A maioria dos oficiais que servia no 1º Grupo de Artilharia AAe, entre eles eu, teve uma atitude firme para que o Grupo aderisse à Contra-Revolução.
Eu era um jovem com 31 anos. O país vivia no caos. Greves políticas paralisavam tudo: transportes, escolas, bancos, colégios. Filas eram feitas para as compras de alimentos. A indisciplina nas Forças Armadas era incentivada pelo governo. Revolta dos marinheiros no Rio; revolta dos sargentos em Brasília. Na minha bateria de artilharia havia um sargento que se ausentava do quartel para fazer propaganda do Partido Comunista, numa kombi, na Central do Brasil.
Isto tudo ocorria porque o governo João Goulart queria implantar as suas reformas de base à revelia do Congresso Nacional. Pensava, por meio de um ato de força, em fechar o Congresso Nacional com o apoio dos militares “legalistas”.
Vocês devem estar imaginando que estou exagerando para lhes mostrar que a Contra-Revolução era imperativa naqueles dias. Para não me alongar, vou citar o que dizem dois conhecidos comunistas:
– depoimento de Pedro Lobo de Oliveira no livro “A esquerda Armada no Brasil” – “muito antes de 1964 já participava na luta revolucionária no Brasil na medida de minhas forças. Creio que desde 1957. Ou melhor, desde 1955“. “Naquela altura o povo começava a contar com a orientação do Partido Comunista“.
– Jacob Gorender – do PCBR, escreveu no seu livro “Combate nas Trevas“: “Nos primeiros meses de 1964, esboçou-se uma situação pré-revolucionária e o golpe direitista se definiu, por isso mesmo, pelo caráter contra-revolucionário preventivo. A classe dominante e o imperialismo tinham sobradas razões para agir antes que o caldo entornasse“.
Diariamente eu lia os jornais da época: O Dia, O Globo, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa,Diário de Notícias, etc… Todos eram unânimes em condenar o governo João Goulart e pediam a sua saída, em nome da manutenção da democracia.Apelavam para o bom senso dos militares e até imploravam a sua intervenção, para que o Brasil não se tornasse mais uma nação comunista.
Eu assistia a tudo aquilo com apreensão. Seria correto agirmos para a queda do governo? Comprei uma Constituição do Brasil e a lia seguidamente. A minha conclusão foi de que os militares estavam certos ao se antecipar ao golpe de Jango. 
Às Forças Armadas cabe zelar para a manutenção da lei, da ordem e evitar o caos. Nós não tínhamos que defender o governo; tínhamos que defender a nação.
O povo foi às ruas com as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, no Rio, São Paulo e outras cidades do país. Todos pedindo o fim do governo João Goulart, antes que fosse tarde demais.
E, assim, aconteceu em 31/03/1964 a nossa Contra-Revolução.
Os jornais da época (Estado de São Paulo, O Globo,Jornal do Brasil; Tribuna da Imprensa e outros)publicaram, nos dias 31/03/64 e nos dias seguintes, editoriais e mais editoriais exaltando a atitude dos militares. Os mesmos jornais que hoje combatem a nossa Contra- Revolução.
Os comunistas que pleiteavam a tomada do poder não desanimaram e passaram a insuflar os jovens, para que entrassem numa luta fratricida, pensando que lutavam contra a ditadura. E mentiram tão bem que muitos acreditam nisso até hoje. Na verdade, tudo já estava se organizando. Em 1961, em pleno governo Jânio Quadros, Jover Telles, Francisco Julião e Clodomir dos Santos Morais estavam em Cuba acertando cursos de guerrilha e o envio de armas para o Brasil. Logo depois, alguns jovens eram indicados para cursos na China e em Cuba. Bem antes de 1964 a área do Araguaia já estava escolhida pelo PCdoB para implantar a guerrilha rural.
Em 1961 estávamos em plena democracia. Então para que eles estavam se organizando? Julião já treinava as suas Ligas Camponesas nessa época, que eram muito semelhantes ao MST de hoje. Só que sem a organização, o preparo, os recursos, a formação de quadros e a violenta doutrinação marxista dos atuais integrantes do MST.
E foi com essa propaganda mentirosa que eles iludiram muitos jovens e os cooptaram para as suas organizações terroristas.
Então, começou a luta armada.
Foram vários atos terroristas: o atentado ao aeroporto de Guararapes, em Recife, em 1966; a bomba no Quartel General do Exército em São Paulo, em 1968; o atentado contra o consulado americano; o assassinato do industrial Albert Boilesen e do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler; sequestros de embaixadores estrangeiros no Brasil .
A violência revolucionária se instalou. Assassinatos, ataques a quartéis e a policiais aconteciam com freqüência.
Nessa época, eles introduziram no Brasil a maneira de roubar dinheiro com assaltos a bancos, a carros fortes e a estabelecimentos comerciais. Foram eles os mestres que ensinaram tais táticas aos bandidos de hoje. Tudo treinado nos cursos de guerrilha em Cuba e na China.
As polícias civil e militar sofriam pesadas baixas e não conseguiam, sozinhas, impor a lei e a ordem.
Acuado, perdendo o controle da situação, o governo decretou o AI-5, pelo qual várias liberdades individuais foram suspensas. Foi um ato arbitrário mas necessário. A tênue democracia que vivíamos não se podia deixar destruir.
Para combater o terrorismo, o governo criou uma estrutura com a participação dos Centros de Informações da Marinha (CENIMAR), do Exército (CIE) e da Aeronáutica (CISA). Todos atuavam em conjunto, tanto na guerrilha rural quanto na urbana. O Exército, em algumas capitais, criou o seu braço operacional, os Destacamentos de Operações de Informações (DOI). Para trabalharem nos diversos DOI do Brasil, o Exército selecionou do seu efetivo alguns majores, capitães e sargentos. Eram, no máximo, 350 militares, entre os 150 mil homens da Exército.
Eu era major, estagiário da Escola de Estado Maior. Tinha na época 37 anos e servia no II Exército, em São Paulo. Num determinado dia do ano de 1970, fui chamado ao gabinete do Comandante do II Exército, General José Canavarro Pereira, que me deu a seguinte ordem: “Major, o senhor foi designado para comandar o DOI/CODI/II Ex. Vá, assuma e comande com dignidade“.
A partir desse dia minha vida mudou. O DOI de São Paulo era o maior do país e era nesse Estado que as organizações terroristas estavam mais atuantes. O seu efetivo em pessoal era de 400 homens. Destes, 40 eram do Exército, sendo 10 oficiais, 25 sargentos e 5 cabos. No restante, eram excelentes policiais civis e militares do Estado de São Paulo. Esses foram dias terríveis! Nós recebíamos ameaças freqüentemente.
Minha mulher foi de uma coragem e de uma abnegação total. Quando minha filha mais velha completou 3 anos de idade, ela foi para o jardim da infância, sempre acompanhada de seguranças. Minha mulher não tinha coragem de permanecer em casa, enquanto nossa filha estudava. Ela ficava dentro de um carro, na porta da escola, com um revólver na bolsa.
Não somente nós passamos por isso! Essa foi a vida dos militares que foram designados para combater o terrorismo e para que o restante do nosso Exército trabalhasse tranqüilo e em paz.
Apreendemos em “aparelhos” os estatutos de praticamente todas as organizações terroristas e em todos eles estava escrito, de maneira bem clara, que o objetivo da luta armada urbana e rural era a implantação de um regime comunista em nosso país.
Aos poucos o nosso trabalho foi se tornando eficaz e as organizações terroristas foram praticamente extintas, por volta de 1975.
Todos os terroristas quando eram interrogados na Justiça alegavam que nada tinham feito e só haviam confessado os seus crimes por terem sido torturados. Tal alegação lhes valia a absolvição no Superior Tribunal Militar. Então, nós passamos a ser os “torturadores”. 
Hoje, como participar de sequestros, de assaltos e de atos de terrorismo passou a contar pontos positivos para os seus currículos eles, posando de heróis, defensores da democracia, admitem ter participado das ações. Quase todos continuam dizendo que foram torturados e perseguidos politicamente. Com isso recebem indenizações milionárias e ocupam elevados cargos públicos. Nós continuamos a ser seus “torturadores” e somos os verdadeiros perseguidos políticos. As vítimas do terrorismo até hoje não foram indenizadas. 
O Brasil com toda a sua população e com todo seu tamanho teve, até agora, 120 mortos identificados, que foram assassinados por terroristas, 43 eram civis que estavam em seus locais de trabalho (estima-se que existam mais cerca de 80 que não foram identificados); 34 policiais militares; 12 guardas de segurança; 8 militares do Exército; 3 agentes da Polícia Federal; 3 mateiros do Araguaia; 2 militares da Marinha; 2 militares da Aeronáutica; 1 major do Exército da Alemanha; 1 capitão do Exército dos Estados Unidos; 1 marinheiro da Marinha Real da Inglaterra.
A mídia fala sempre em “anos de chumbo”, luta sangrenta, noticiando inclusive que, só no cemitério de Perus, em São Paulo, existiriam milhares de ossadas de desaparecidos políticos. No entanto oGrupo Tortura Nunca Mais reclama um total de 284 mortos e desaparecidos que integravam as organizações terroristas. Portanto, o Brasil, com sua população e com todo o seu tamanho, teve na luta armada, que durou aproximadamente 10 anos, ao todo 404 mortos.
Na Argentina as mortes ultrapassaram 30.000 pessoas; no Chile foram mais de 4.000 e no Uruguai outras 3.000. A Colômbia, que resolveu não endurecer o seu regime democrático, luta até hoje contra o terrorismo. Ela já perdeu mais de 45.000 pessoas e tem 1/3 do seu território dominado pelas FARC.
Os comunistas brasileiros são tão capazes quanto os seus irmãos latinos. Por que essa disparidade?
Porque no Brasil dotamos o país de leis que permitiram atuar contra o terrorismo e também porque centralizamos nas Forças Armadas o combate à luta armada. Fomos eficientes e isso tem que ser reconhecido. Com a nossa ação impedimos que milhares de pessoas morressem e que esta luta se prorrogasse como no Peru e na Colômbia.
No entanto, algumas pessoas que jamais viram um terrorista, mesmo de longe, ou preso, que jamais arriscaram as suas vidas, nem as de suas famílias, criticam nosso trabalho. O mesmo grupo que só conheceu a luta armada por documentos lidos em salas atapetadas e climatizadas afirma que a maneira como trabalhamos foi um erro, pois a vitória poderia ser alcançada de outras formas.
Já se declarou, inclusive, que: “a ação militar naquele período não foi institucional. Alguns militares participaram, não as Forças Armadas. Foi uma ação paralela”.
Alguns também nos condenam afirmando que, como os chefes daquela época não estavam acostumados com esse tipo de guerra irregular, não possuíam nenhuma experiência. Assim, nossos chefes, no lugar de nos darem ordens, estavam aprendendo conosco, que estávamos envolvidos no combate. Segundo eles, nós nos aproveitávamos dessa situação para conduzir as ações do nosso modo e que, no afã da vitória, exorbitávamos .
Mas as coisas não se passavam assim. Nós que fomos mandados para a frente de combate nos DOI, assim como os generais que nos chefiavam, também não tínhamos experiência nenhuma. Tudo o que os DOI faziam ou deixavam de fazer era do conhecimento dos seus chefes. Os erros existiram, devido à nossa inexperiência, mas os nossos chefes eram tão responsáveis como nós.
Acontece que o nosso Exército há muito tempo não era empregado em ação. Estava desacostumado com a conduta do combate, onde as pessoas em operações têm que tomar decisões, e decisões rápidas, porque a vida de seus subordinados ou a vida de algum cidadão pode estar em perigo.
Sempre procurei comandar liderando os meus subordinados. Comandei com firmeza e com humanidade, não deixando que excessos fossem cometidos. Procurei respeitar os direitos humanos, mas sempre respeitando, em primeiro lugar, os direitos humanos das vítimas e, depois, os dos bandidos. Como escrevi em meu livro “Rompendo o Silêncio“, terrorismo não se combate com flores. A nossa maneira de agir mostrou que estávamos certos, porque evitou o sacrifício de milhares de vítimas, como aconteceu com os nossos vizinhos. Só quem estava lá, frente a frente com o terroristas, dia e noite, de arma na mão, pode nos julgar.
Finalmente, quero lhes afirmar que a nossa luta foi para preservar a democracia. Se o regime implantado pela Contra -Revolução durou mais tempo do que se esperava, deve-se, principalmente, aos atos insanos dos terroristas. Creio que, em parte, esse longo período de exceção deveu-se ao fato de que era preciso manter a ordem no país.
Se não tivéssemos vencido a luta armada, hoje estaríamos vivendo sob o tacão de um ditador vitalício como Fidel Castro e milhares de brasileiros teriam sido fuzilados no “paredón” (em Miami em fevereiro, foi inaugurado por exilados cubanos, um Memorial para 30.000 vítimas da ditadura de Fidel Castro).
Hoje temos no poder muitas pessoas que combatemos e que lá chegaram pelo voto popular e esperamos que eles esqueçam os seus propósitos de 40 anos passados e preservem a democracia pela qual tanto lutamos.
O autor (1932-2015), Coronel do Exército, foi
 Comandante do DOI/CODI/ II Ex;
 Instrutor Chefe do Curso de Operações da Escola Nacional de Informações

 e Chefe da Seção de Operações do CIE

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