ARAGUAIA – A REALIDADE ESTAMPADA



TRANSCRITO DE VÁRIOS ARTIGOS DA INTERNET:
O delito de Studart foi mencionar em seu livro algumas realidades
incontestáveis e incômodas para os interessados em manter de pé lendas
e mitos sobre o que entendem ser o heroísmo dos “combatentes” da
aventura do Araguaia. Basicamente, o jornalista escreve que diversos
membros da guerrilha trocaram rapidamente de lado, assim que foram
acossados pela tropa do governo ─ e fizeram acordos com os militares
para delatar os companheiros e ajudar os militares na sua captura e
destruição. Refere-se, também, à uma lista de “guerrilheiros” que, em
troca da delação, receberam identidades falsas e se beneficiaram de
programas de proteção a testemunhas operados pelos serviços de
repressão; encontram-se, até hoje, entre os “desaparecidos” do
Araguaia. Studart cita ainda uma das líderes do movimento que, na
verdade, era amante de um agente das Forças Armadas e agia a seu
serviço na guerra contra os companheiros. Registra assassinatos
cometidos entre eles ─ as chamadas “execuções” ou “justiçamentos”.
Enfim, no que talvez seja o ponto no qual mais irrita os inimigos do
seu livro, o autor demonstra que o longo culto ao Araguaia pela
esquerda é, em grande parte, uma questão de DINHEIRO. Tem a ver com a
operação do sistema de indenizações e benefícios que o contribuinte
brasileiro paga até hoje, e Continuará Pagando Pelo Resto Da Vida,
para pessoas que conseguiram se certificar como “vítimas do regime
militar”.

“Borboletas e Lobisomens” é um livro de 658 páginas, com uma lista de
101 obras consultadas pelo autor, tanto sobre o episódio do Araguaia
em si como sobre História em geral; entra na relação até a
“Metafísica” de Aristóteles. Studart ouviu depoimentos de 72
participantes e familiares, consultou 29 documentos de militantes da
operação e teve acesso a cinco documentos militares, inclusive de
classificação confidencial e secreta. Ao logo de todo o livro, trata
os envolvidos, respeitosamente, como “guerrilheiros” ou “camponeses”.
O relato de delações, homicídios e colaboração com os militares ocupa
apenas uma porção modesta do vasto conjunto da obra. Mas a Polícia do
Pensamento que opera na esquerda brasileira não admite a publicação de
nenhum fato que possa contrariar sua visão oficial de que houve no
Araguaia um conflito entre heróis do PCdoB e carrascos das Forças
Armadas ─ principalmente se esse fato é verdadeiro. Este é o único
tipo de liberdade de expressão que entendem.