NOVO LIVRO “esquecidos HEROIS DA FEB”

De Adriano Pires Ribas 


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681.RECADO

Verde oliva

MAX WOLFF

Adriano Pires Ribas

Piressim.67@gmail.com

01 Jan 2017

Divulgando página do livro ‘(esquecidos) HERÓIS DA FEB’ a publicar

2º. Tenente MAX WOLFF Filho

Tivemos muitos, muitos mesmo, gestos de bravura de nossos irmãos brasileiros na frente italiana. Mas, não

se pode falar de nossos heróis da FEB sem citarmos este, o mais conhecido dentre os heróis paranaenses. Nascido

em Rio Negro-PR, em 29 de julho de 1912, alistou-se, aos 18 anos, no 15º Batalhão de Caçadores, Curitiba-PR,

unidade extinta. Então instalada onde hoje está o 20º Batalhão de Infantaria Blindada ("Batalhão Sargento Max

Wolff Filho"). Foi voluntário da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e lá brilhava entre os companheiros pelo

destemor, renúncia e espírito de sacrifício, oferecendo-se para as mais arriscadas missões das quais sempre se saia

triunfante.

São raros e polêmicos os documentos que mostram quem foi Max Wolff Filho. Daí resultou difícil organizar

os dados biográficos dele, cuja história persiste na memória de brasileiros, diz-se. Consta que esse estudo, feito pelo

Cel. Adhemar Rivermar de Almeida (está manuscrito e não foi editado). Diz-se que lá está a mais completa biografia

de Wolff, já escrita. Max Wolff Filho. Posteriormente o encontramos no Rio de Janeiro juntamente com outros

milita res do 3.° R.I, integrando a Polícia Municipal do Distrito Federal convidados a ingressar na instituição pelo

então Maj. Euclides Zenóbio da Costa que naquele momento a organizava. Imagino que pegou uma licença

temporária no Exército, sem vencimentos, ou, penso que mais provável foi, pelo comando da Região, ou do EB,

colocado a disposição para ajudar. De outra forma, como seria possível?

Max foi considerado incapaz temporária mente nos exames médicos, para seguir com a FEB. No entanto

seu desejo de embarcar era tal que se submeteu, com sucesso, a uma cirurgia e pôde seguir para a Itália com o 11.°

Rl. Na frente de combate, estava ele sempre disposto a organizar patrulhas, com o objetivo de reconhecer as linhas

aliadas, e na procura de companheiros feridos ou perdidos. Consta que por isso Max Wolff recebeu o apelido de

“Rei dos Patrulheiros”. Muito admirado pelo trato amável que tinha para com os colegas e particularmente pelos

seus comandados, e pela, continuamente demonstrada bravura, tornou-se popular entre os elementos do 1º/ 11.°

R.l.

Fotos clássicas do Sgt Max Wolff

O dia 12 de abril de 1944 foi fatídico para Max. Havia notícias da grande movimentação dos alemães, sem a

certeza de se tratar de um reforço, ou a retirada total ou parcial deles. Foi determinado que cada batalhão enviasse

patrulhas para a verificação, se possível, trazendo prisioneiros para obtenção de informações. Com eles estavam

correspondentes de guerra com permissão para os acompanhar. Como sabiam que aquele era um momento difícil,

Max convenceu os correspondentes a não seguirem com a patrulha, e acertou. Seu grupamento era composto de 13

homens. Maioria pertenciam ao pelotão especial do 1º/ 11.° R.I. Não é possível afirmar hoje que a população de

Montese conheça em profundidade a história de Max Wolff Filho. Mas seu nome ficou gravado na história da

cidade, e é visto pela população como o principal herói libertador. A intenção da população era homenageá-lo com

um monumento no local onde tombou com componentes de sua patrulha. Fato que aconteceu em 12 de abril de

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  1. A patrulha, com Max e mais 12 homens, parte para averiguar o terreno. Ao se aproximarem de um casario são

atingidos por disparos de metralhadora, a partir do interior de uma das casas. Max Wolff morreu na hora, além

disso o terreno minado, ocasionou a morte de mais soldados. O que marcou profundamente a patrulha, bem como

de seus companheiros do 11.° R.l. e da própria população da cidade.

LA FORZA DI SPEDIZIONE BRASILIANA – A FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

Essa localidade recebe muitas denominações, entre as quais: Mazerno, Serreta, Riva di Biscia. Mas para os

brasileiros é a cota 742, que consta das cartas topográficas usadas pelos combatentes na época da guerra. Desse

modo, o monumento ao Max Wolff foi afixado sob uma árvore – diretamente no solo, ao lado de uma estrada

vicinal asfaltada.

Nas proximidades, estão situadas algumas casas esparsas, mais precisamente no local conhecido como Riva

di Biscia, onde também podem ser vistas placas indicativas de outras comunas, como é o caso de Monteforte, onde

ficava o observatório do comando brasileiro durante a invasão de Móntese. Do local do monumento, é possível

observar-se a cidade de Móntese, no alto, e as ravinas onduladas por onde a patrulha passou. A descrição feita pelos

combatentes do 11.° R.l. foram depois transcritas pela historiografia militar brasileira.

Max Wolff é quase lenda também na Itália. Sua morte percorreu toda a frente de com bate brasileira,

repercutindo muito entre os soldados brasileiros, não somente os combatentes do 11.° R.I., ao qual ele pertencia.

Também entre os demais regimentos, visto a admiração que todos tinham por Max. Entre os ex-combatentes

brasileiros, e também na Itália, Max Wolff é visto como herói. Que sentimento é esse, que toca tão profundamente

soldados e civis?

Os expedicionários reuniram em torno de si a responsabilidade de, representando o Brasil, defender o

mundo e libertá-lo do agressor. Isso representava um ato de coragem que só poderia ser incorporado pelos “heróis”.

O herói tem a função de dar segurança e paz aos oprimidos, ele indica o caminho, torna-se um modelo a ser seguido

pelos demais.

Esse fato marcou profundamente a população e permeia o imaginário dos mais jovens, aqueles que ainda

não eram nascidos na época.

Max Wolff recebeu as seguintes condecorações: “Medalha de Campanha”; “Sangue do Brasil”; “Cruz de

Combate de 1.a Classe”; “Medalha Bronze Star”; e a “Medalha Silver Star”, essas duas últimas americanas. É

possível perceber o quanto a imagem de Max Wolff é forte e está ligada à ideia de libertação da cidade de Móntese.

Sobre a inauguração do monumento em homenagem a ele, a imprensa anunciou:

“No âmbito das celebrações do dia 25 de abril em Móntese, Serreto, Riva di Bis cia (fração de Mazerno) foi

inaugurada uma colunata para recordar o bravo herói brasileiro da Segunda Guerra Mundial, sargento da FEB, que

foi morto pelo fogo alemão no 12 de abril de 1945. Dois dias depois os soldados da FEB romperam a defesa alemã e

libertaram Móntese.”

O sentimento da perda daquele valente soldado marcou profundamente brasileiros e italianos. Acreditamos

que as dificuldades encontradas pelos soldados brasileiros já foram demonstradas anteriormente. A linha de defesa

alemã era quase inexpugnável, o último reduto da Linha Gótica, representado por Móntese com seus baluartes

inacessíveis ao redor, gerou pontos de similaridade entre um povo batido e os homens envolvidos na causa

libertadora. Consequentemente, a morte de Wolff é envolvida sob uma luz de um personagem heroico. O mesmo

processo será depois extensivo a outros brasileiros mortos em combate, sentimento expresso pela população

através dos monumentos erigidos nesses locais.

O grupamento de Max Wolff recebeu o apelido de “pelotão SS”, em virtude da dispo sição de luta que

possuía esse grupo. Particularidade que os combatentes viam na tropa da SS alemã. Mas, outro combatente

brasileiro, Leonércio Soares em seu livro Verdades e vergonhas da Força Expedicionária Brasileira, conta

que Wolff não aceitava essa associação.

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HISTÓRICO DO MONUMENTO

A cidade de Montese, para celebrar os 56 anos do fim da Segunda Guerra, quis homena gear um dos

responsáveis pela sua libertação. A pessoa escolhida foi o sargento Max Wolff Filho, que pertenceu ao 11.° R.l. da

Força Expedicionária Brasileira. Pelas ações de guerra das quais participou, o sargento brasileiro deixou seu nome

gravado na história de Montese, e a figura de Max Wolff, lá como no Brasil, é lembrada nos dias de hoje como o

herói que lá per deu sua vida. Os italianos chamam esse monumento ao sargento Max Wolff Filho de cippo, o

mesmo que colunata. É feito em pedra e, na concepção dos seus autores, procurou – se manter a rusticidade da

pedra. Ela é mais larga na base e afina na extremidade, como um marco inserido no solo a indicar o local. A altura é

de aproximadamente 1,30 m e a largura da base é de 0,80 m. A pedra possui o corte irregular e está assentada

diretamente no terreno.

. Max Wolff, um símbolo, quase uma lenda.

Próximo à ponta da colunata, foi afixada uma placa de bronze com os seguintes dizeres:

“Qui cadde combatiendo per la Liberazione di Móntese el 12 aprile. Max Wolff Filho 2°

sergen te della Força Expedicionária Brasileira – FEB. Serreta de Mazerno, 12 aprile 2001.

Ambasciata Del Brasile, ufficio militare e Amministrazione común ale di Móntese”.

Tradução: aqui morreu combatendo pela libertação de Montese, no dia 12 de abril, o 2.° Sargento Max

Wolff Filho, da Força Expedicionária Brasileira – FEB. Serreta de Mazerno, 12 de abril de 2001. Embaixada

Brasileira, adi do militar e administração da cidade de Montese.

Sua morte. Consta que naquele dia, o primeiro objetivo de sua patrulha eram três casas a menos de um

quilômetro. Consta que Wolf havia partido com seus homens, por sebes e ravinas, percorrendo a denominada

¨terra de ninguém¨. O grupo cercou as três construções em ruínas  e o sargento empurrou com o pé a porta de uma

delas, nada encontrando.

Às duas e meia da tarde a patrulha estava a menos de cem metros do último objetivo a ser atingido e

ocupado em definitivo, novo grupo de casas sobre uma lombada. Os alemães começaram a atirar bloqueando a

progressão dos brasileiros com uma chuva de projéteis de metralhadoras e granadas-de- mão. Wolf deu poucos

passos e uma rajada o derrubou de bruços. Soltaram em seguida foguetes luminosos, pedindo fogo de suas baterias

na retaguarda e os projéteis da artilharia nazista assobiaram no ar explodindo no caminho da patrulha. Os homens

que sobraram, só conseguiram retornar ao PC do 11º.RI com a noite fechada.

Em reconhecimento aos seus predicados de herói da Força Expedicionária Brasileira, foi promovido

postmortem ao posto de 2º Tenente e foi agraciado com as seguintes medalhas: Cruz de Campanha, Sangue do

Brasil, Combate de 1ª Classe e Bronze Star (americana). Em 2010, o Exército Brasileiro criou a Medalha Max Wolff

Filho, como forma de premiar os subtenentes e sargentos da Força Terrestre, do serviço ativo ou na inatividade,

agraciando àqueles que demonstrem características e/ou atitudes evidencia das pelo herói Max Wolff, destacando-

se pela dedicação à profissão e pelo interesse no seu aprimora mento. De modo a manter viva a memória deste

valoroso herói da 2ª Guerra Mundial, o Exército Brasileiro dignificou as seguintes Organizações Militares com a

Denominação Histórica “Sargento Max Wolff Filho”:

– Escola de Sargentos das Armas (EsSA), localizada em Três Corações (MG), estabelecimento de ensino

voltado para a formação dos futuros sargentos combatentes do Exército;

– 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB), em Curitiba (PR), Organização Militar que teve a honra

de incorporá-lo.

Ali no pátio interno do 20º Batalhão de Infantaria Blindado, em Curitiba (PR), foi inaugurada a Praça

Sargento Max Wolff Filho mostrando-o em conjunto de estátuas a frente de sua patrulha no que seria a entrada do

grupo em Montese, Itália.

Em 2010, o Exército Brasileiro criou a Medalha Max Wolff Filho, como forma de premiar os subtenentes e

sargentos da Força Terrestre, do serviço ativo ou na inatividade, agraciando àqueles que demonstrem

características e/ou atitudes evidenciadas pelo herói Max Wolff, destacando-se pela dedicação à profissão e pelo

interesse no seu aprimoramento.

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