O EXÉRCITO, EM SILÊNCIO, VENCEU A QUINTA TENTATIVA DE TOMADA DO PODER

ROBERTO MARINHO E JAIR BOLSONARO

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A gente viveu a juventude nele, 17 anos ou coisa parecida, mas já o encontrou bem fardado, regras rijas, rompendo a marcha com o pé esquerdo no rumo do infinito. Nele, ditando como ele era, do que vivia, do que sonhava, belos companheiros com a marca “instrutor” na camisa, outros usando “chefe”, lado a lado, a vida pela frente, coberta e alinhada, alvoradas festivas, duros acampamentos, comandos prazenteiros, o bom senso apontado no porvir.
Forjados por ele fúlgidos herois ensinaram o modo melhor de amá-lo, o jeito honrado de vivê-lo.
Sob sua égide cumprimos um longo dever, achamos pessoas pelo caminho, mulher, filhos, maturidades, habitamos as suas casa modestas, descansemos o tempo, despertamos alvoradas deslumbrantes e vimos chegar a hora perfilada de despir a farda verde-oliva e toda marcada de continências às autoridades do Pai.
Ele aniversaria hoje porque em outro 19 de Abril, campos abertos, manos heroísmos riscaram pela primeira vez no chão o nome Pátria, Amada porque dona inconteste das dádivas que testemunham os amores da vida da gente.
SALVE O EXÉRCITO BRASILEIRO. (ILO BARRETO – pernambucano da gota-serena…)

Poucos minutos de verdade pelas mãos do jornalista ROBERTO MARINHO, no texto editorial que acabamos de ouvir valem mais que os vinte anos de mentiras proferidas, insistentemente, pelos que hoje estão no poder.

Vivemos a mais completa inversão de valores. Constantemente, são nomeados para cargos de alto escalão do governo “camaradas em armas”. São ex-assaltantes, terroristas, seqüestradores e outros tipos de crimi- nosos que consideram suas atuações legítimas com frágeis justificativas como, por exemplo, o fato de ser a assaltada amante de alguém desones- to.

Assaltos a bancos, seqüestros de autoridades estrangeiras, extor- sões, roubos, execuções estavam entre as atividades preferidas do grupo que dizia lutar por democracia e quando seus integrantes eram detidos intitulavam-se presos políticos.

Roberto Marinho iniciou seu editorial relatando com perspicácia de um grande jornalista as graves ameaças de radicalização ideológica, desordem social, corrupção generalizada e os constantes desrespeitos à lei e à ordem. Qualquer semelhança com o atual governo não é mera coincidência. Quantas vezes ouvimos nesta Casa ou lemos em jornais as acusações de José Dirceu e José Genoíno de que na ditadura, segundo eles, existia muita corrupção e nada era apurado porque os militares não deixavam?

E no atual Governo? Por que não querem apurar, dentre muitos outros, casos como “Valdomiro”, “vampiros da saúde”, “correios” e “mensalões”? O que o povo deseja, Senhor Presidente, mais do que a caça aos corruptos é a identificação dos corruptores, raiz do câncer da democracia.

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Sem contar o caso do seqüestro, tortura e execução do prefeito Cel- so Daniel, que também não se deseja apurar! Seria porque a corrupção em Santo André não poderia ser esclarecida sem atingir o PT?

O país está parado num mar de lama vermelha. A primeira vítima do PT, como sempre, foi a verdade. Seus leais escudeiros de mais de 20 anos, os servidores públicos federais. O governo LULA, não cumpriu qualquer promessa de palanque. Não reviu seu plano de cargos e carrei- ra e não recompôs seus baixos salários e quando, forçado por dispositivo constitucional, os humilhou com pífio reajuste de 0,1%.

Que se abram os arquivos do regime militar, mas sem qualquer censura. Admitir que José Dirceu decida o que pode e o que não pode ser levado ao conhecimento público é um deboche. Não adianta o dire- tor-geral da ABIN, Mauro Marcelo, querer desqualificar parte desses arquivos e, desta forma, censurando-o sob o argumento de que tratam da intimidade daqueles que, com atos terroristas, envergonharam o Bra- sil. Os nomes e o ato dos estupradores também tem que vir a público. Não admitimos o sigilo de nada nesses arquivos.

Hoje, os pusilânimes estão no poder. A corrupção é o combustível do seu regime. Quando alguém vai ao açougue é para comprar carne, numa padaria para comprar pão e no Congresso é para comprar votos e consciências. O mensalão é o símbolo do corruptor. Só quem vota incondicionalmente com este governo está na lista de suspeitos dos atos que atualmente envergonham o povo brasileiro aqui e no exterior.

Os direitos humanos são uma das bandeiras da esquerda e, não por acaso, visam quase que exclusivamente o direito de bandidos, pois, afinal, defendem o que sempre foram durante o regime militar.

O MST agradece ao governo o estatuto do desarmamento que lhes facilitará futuras invasões de terras. O MST também rende suas home- nagens ao ministro da justiça pelo incentivo a invasões de prédios. Os movimentos dos “sem-isto” ou “sem-aquilo” acabarão tomando conta do que julgar que for de sua propriedade. Afinal, propriedade particular existe no dicionário cubano ou dos comunistas?

A retaliação imposta aos integrantes das Forças Armadas não pode

passar desapercebida pelos brasileiros. Estes, antes mesmo do estatuto, já foram desarmados. Os militares assistem o seu chefe supremo, Luís Inácio Lula da Silva, não cumprir com a sua palavra de recomposição salarial para o primeiro trimestre deste ano. Um sargento que mente não é promovido ao oficialato, um coronel mentiroso não atinge ao ge- neralato, mas o chefe supremo das Forças Armadas sem palavra ainda fala em reeleição.

Um recruta das FFAA, geralmente filho de desempregado, de hu- milde trabalhador ou ainda de pai não declarado, além de sequer ter alimentação continuada, percebe mensalmente, a título de remuneração bruta, R$ 168,00. As autoridades constituídas não podem continuar se prevalecendo da disciplina dos militares para subjugá-los.

Não há vergonha maior para qualquer militar de fibra do que assis- tir suas esposas irem às ruas para reivindicar o cumprimento da palavra por parte do mandatário maior do seu país. A carreira militar, costumo dizer, tem tantos privilégios que nela não encontramos um só filho de ministro, senador, deputado, prefeito, governador, desembargador, juiz ou empresário.

As evasões de oficiais e praças das Forças Armadas nos últimos 5 anos são assustadoras. Lamentavelmente, 679 oficiais e mais de 1.000 subtenentes e sargentos, mão-de-obra altamente qualificada, foram bus- car dignidade e respeito para suas famílias na iniciativa privada ou em concursos públicos. Dados do próprio Ministério de Orçamento e Ges- tão comprovam que os militares ganham de 3 a 4 vezes menos do que os integrantes das demais carreiras típica de Estado.

Este governo não respeita ninguém em nosso país. Os militares não podem dever obediência cega a um cego de princípios.

Chegamos ao absurdo de buscarmos, via CPI, a aplicação dos valo- res subtraídos dos próprios militares para tratamento de sua saúde. Os recursos dos Fundos de Saúde da Marinha, do Exército e da Aeronáu- tica estão sendo contingenciados na ordem de 75%. Buscamos, há anos, a criação de fundações de saúde específica para cada Força, contudo o governo não quer abrir mão desta receita fácil mesmo que ela represente

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o  sofrimento e a morte de centenas de militares da ativa, inativos, de pensionistas e de seus dependentes.

A última lei de remuneração, ainda em forma de medida provi- sória, completa nesta data 4 anos e 6 meses sem ser votada. Com 822 emendas, merece citação no livro dos recordes. Os Presidentes Severino Cavalcante e Renan Calheiros já sinalizaram que estão prontos para co- locarem em votação esta MP 2215-10, desde que o Ministério da Defe- sa assim o queira.

Entendo que, a exemplo dos funcionários da RFFSA que por 2 se- manas trabalharam nesta Casa para a rejeição das MPs que extinguiam aquela Empresa, os militares da ativa deveriam ter comportamento idêntico, buscando o Congresso para a rejeição da MP da LRM ou, no mínimo, obtivessem a justa transição para todos os direitos que lhes foram subtraídos de forma covarde.

O que a Marinha, o Exército e a Aeronáutica escreveram nas pági- nas da nossa história só nos orgulha. Quanto ao presente, no entanto, nos causa muita apreensão dado à passividade das autoridades militares e pela completa incapacidade de cumprir com o seu papel constitucio- nal. Seu desaparelhamento, beirando ao sucateamento, aliado à desmo- tivação de seus integrantes, além de interessar ao atual governo revan- chista, atendem aos interesses de países do 1º mundo que, há muito, se articulam pela internacionalização da rica e cobiçada Amazônia.

Aos amigos das Forças Armadas e das Polícias Militares, na pessoa do coronel Licio, que bravamente lutaram no Araguaia, nossos reconhe- cimento e agradecimento. Aos militares que morreram, nossa homena- gem. Os senhores, a exemplo dos ex-combatentes da segunda guerra mundial, combateram o bom combate. Na Itália livraram o mundo do nazifacismo. No Araguaia livraram o Brasil do comunismo. A Colômbia não soube combater seus guerrilheiros e hoje tem em seu território os narcotraficantes e terroristas das FARC.

CaboOdilioCruzRosa

 

Nossos mortos

 O cabo Odílio Cruz Rosa foi morto traiçoeiramente pelo grupo do Genoíno no Araguaia, em 1972. O Exército deu uma mariola para seus descendentes…enquanto os bandidos receberam o reconhecimento pecuniário de heróis… (Genoíno, onde estás???, fdp!)

Cabo Odílio Cruz Rosa

Hás de voltar, meu filho! E não voltaste.

Pelo bem do País que tanto amaste o teu corpo caiu, morreu teu passo.

De tua mocidade generosa ficou somente a farda gloriosa

tinta de sangue. E o capacete de aço.

 

Tua mãe chora sempre a tua falta. Árvore frágil para ser tão alta,

a precisão de um tiro traiçoeiro te cortou as promessas risonhas de fartura,

o desejo de glória ou de ventura, o civismo sem par que te abrasou

– Oliveira Ribeiro Neto –

 

Os nomes dos nossos mortos estão bem guardados. No momento oportuno, teremos a relação completa devidamente publicada.

Foram assassinados muitos militares e civis.

Sobre liciomaciel

Velejador
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Uma resposta a O EXÉRCITO, EM SILÊNCIO, VENCEU A QUINTA TENTATIVA DE TOMADA DO PODER

  1. Tony diz:

    Venceu? Venceu nada! Eles continuam controlando corações e mentes. Prova disso é a celeuma em torno da fala do Bolsonaro. Tem gente, inclusive gente que se diz hoje de direita, que acha um absurdo a homenagem que ele fez a Ustra. Para se ver o nível de corrupção moral e desinformação a que chegamos dando crédito à inocência e pureza de terroristas e acreditando que lutaram por democracia. As Fraquezas Desmoralizadas não cumpriram seu dever corretamente no passado e vejo – pela covardia, canalhice e obtusidade de muitos milicos, inclusive vários hoje na reserva – que continuarão nos discursos patéticos e nada farão. Não há como negar que eles são mais espertos. Já criaram partidos satélites (PSOL, REDE e outros) e não levarão 20 anos para se reorganizar. O país continuará refém dessa ideologia nefasta por falta-lhe onde não deveria faltar homens de bem e de coragem, dispostos mesmo a dar a vida pela pátria. Um juramento em vão. A subversão se aprofundará. As hostes militares cedo ou tarde serão contaminadas, sobretudo ao ver os calhordas hoje no generalato batendo continência a toda espécie de bandido. Já era! Saída? Aeroporto internacional. Estou ultimando meus preparativos para isso.

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