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Seja um idiota:

a idiotice é vital para a felicidade.

Arnaldo Jabor – cineasta, livre pensador e prova viva de que ainda há vida inteligente no País dos Petralhas.

Caríssimos.

O holocausto de Santa Maria, ao contrário do que apregoam os babacas da subjetividade, não foi a vitória do Imprevisto sobre a Previsibilidade, nem a derrota da Precaução pelo Infortúnio. Foi, sim, a sobreposição da Idiotice sobre o Bom Senso e o triunfo da Ganância sobre a Burocracia.

Primeiro, a Idiotice se fez carne e habitou entre nós. Uma das tarefas mais simples de ser realizada é disseminar a Idiotice.

Se vocês, caros putzeiros, olharem ao redor verão exemplos disso em cada esquina, em cada discurso de político, em cada propaganda de cosmético.

Já assistiram um desfile de moda?

São mulheres anoréxicas caminhando feito saracuras sequeladas de AVC, vestindo roupas desenhadas por bichas loucas que não seriam usadas nem por outras bichas mais loucas.

Já viram o tal carnaval baiano?

São milhares de retardados perseguindo, em ruas apinhadas de seus pares, caminhões carregados de pagodeiros ou seja lá quem forem, distribuindo milhares de decibéis, todos com o único objetivo de ficar bêbados o mais cedo possível e depois da ressaca dizerem que foi o carnaval mais arretado do milênio.

Igual a espetáculo de rock: mais milhares de idiotas movidos a canabis e outras cositas, pulando feito jumentos com buscapés nos rabos, ao som de uma cacofonia infernal produzida por seis ou sete dementes com o uso de quatro acordes, que eles têm o desplante de chamar de música.

Todo esse conjunto de estupidezes tem um único objetivo: convencer as pessoas que o que é moda é o melhor para elas, e que ’’estar por dentro’’ é a suprema felicidade, enquanto eles, os promotores da estupidez, forram a guaiaca com a grana dos felizes consumidores.

E aí chegamos nas baladas.

Originariamente, nos séculos XIV e XV, a palavra referia-se a uma obra musical de um só movimento, na qual uma voz aguda se destacava e duas outras vozes mais graves faziam as vezes de instrumentos musicais, quando não os havia.

No Classicismo eram narrativas folclóricas arranjadas em composições.

No Romantismo, Chopin chamou de baladas quatro de suas peças para piano e foi o primeiro a usar o termo para obras exclusivamente instrumentais, no que foi posteriormente seguido por Brahms, Grieg Liszt e Fauré.

No século XXI, a balada sofreu uma metamorfose, e de expressão puramente artística, passou a designar uma espécie de reunião social hebefrênica, onde ninguém se conhece muito, mas todos usufruem do que de pior a espécie humana produziu um termos de entretenimento.

A balada contemporânea não é apresentada em ambiente de câmara, mas numa edificação chamada boate ou casa noturna, construída segundo os mais modernos conceitos de insalubridade.

Normalmente as paredes são pintadas de negro, dando o clima dark, apreciado por onze entre cada dez frequentadores descerebrados.

Embora a lei proíba o uso de cigarros e assemelhados no seu interior, ambos são consumidos, na proporção de dez assemelhados para cada cigarro.

Caramelos contendo anfetaminas, ecstasy e outros estupefacientes são oferecidos à clientela.

Para evitar as reclamações da vizinhança pelo ruído produzido, as paredes são forradas de espuma de borracha sintética recobertas de papelão, tudo altamente inflamável, como se recomenda a um bom inferninho.

Luz, há pouca. Apenas canhões de laser e alguns spots coloridos, alternando–?se com flashes como os de fotografia, que disparam continuamente, de modo a ninguém perceber pela visão o que se passa a um metro do próprio nariz.

Às vezes, para delírio de todos, o contínuo espocar dos flashes dispara um gatilho neurológico provocando uma convulsão epiléptica num dos baladeiros.

Um outro artefato chamado Sputnik é responsável por uma imitação de fogo de artifício, produzindo faíscas altamente recomendáveis num ambiente inflamável. O tal Sputnik é uma espécie de morteiro que dispara acionado por uma faísca elétrica uma mistura de pólvora com areia refratária, atingindo a temperatura de até 3.000 graus centígrados.

Levem em consideração que a platina funde a 1.750 graus e o carbono a 3.485, e verão a potência destrutiva do artefato usado por brincadeirinha.

O encarregado do barulho é um profissional altamente valorizado, conhecido pelas iniciais DJ. Nenhum dos frequentadores sabe o significado da sigla, mas todos sabem a função do DJ – produzir decibéis em quantidades amazônicas, de modo a saturar a audição dos prezados frequentadores e impedir qualquer tentativa de comunicação através da palavra.

No mister de fazer barulho, conjuntos pseudomusicais chamados bandas apresentam-se quando o DJ vai esvaziar o joelho ou descolar um baseado nas coxias. Como sói acontecer, tais bandas escondem sua absoluta falta de talento entoando a milhão músicas que ofenderiam a inteligência de uma marmota com tumor cerebral e apresentando efeitos luminosos e pirotécnicos que desviam a atenção de sua infeliz parafernália cacofônica.

A segurança dos inferninhos é feita por uns caras enormes, vestidos de preto, alguns usando óculos de sol às três da matina. São ex-policiais normalmente expulsos das corporações, ex-presidiários ou lutadores de qualquer coisa. Sua função é a segurança, quer dizer, é segurar os consumidores que pretendem escafeder-se sem pagar a conta (que aqui chamam de comanda).

Por isso, as casas noturnas tem uma só saída, que é também a entrada, quando todas as legislações municipais obrigam a existência de saídas de emergência. Algumas chegam a ter uma sala para onde os fujões são levados e obrigados a pagar a conta na base da porrada ou coisa pior.

Proprietários de casa noturnas são uns caras da pior espécie. Como os banqueiros (de banco ou de bicho), seu negócio é ganhar dinheiro fácil e rápido, o que significa investir pouco e aplicar na bolsa (na bolsa dos outros, é claro).

Investir pouco quer dizer pagar barato por materiais de terceira categoria e burlar ou comprar a fiscalização. Por isso, o revestimento da Kiss era de papelão e espuma de poliuretano, muitíssimo mais barato, por exemplo, do que o isolamento termoacústico não inflamável baseado em nanotecnologia. E revisar periodicamente os extintores de incêndio, nem pensar.

Assim, a Ganância triunfou sobre a Burocracia.

A espuma de poliuretano, quando queimada, libera uma mistura letal de cianetos, ácido clorídrico e monóxido de carbono. Nem os executores de Auschwitz fariam melhor.

A mesma ganância impulsiona os donos dessas arapucas a admitirem a entrada de quantas pessoas couberem no recinto.

No caso da Kiss, a boate tinha uma área de 615 m2. E, segundo as estimativas havia no seu interior entre 1.500 e 2.000 pessoas.

Façam a conta, por baixo: 615 : 1500 = 0,41

…ou seja, cada pessoa dispunha de 0,41m2 para “divertir-se”. Quer dizer um quadrado de 64 cm de lado!!! Se fossem 2.000 pessoas, o quadrado baixaria para 55 cm de lado.

Longe de mim criminalizar as vítimas, mas, pelas barbas do Profeta, o que leva alguém a frequentar um lugar onde dispõe de menos de meio metro quadrado, no escuro, sem poder falar, ter a audição lesionada por decibéis incontáveis, sem saída de emergência, respirando ar viciado e pagando 15 reais pela vagabunda e quente cerveja nacional?

A consumação da tragédia deu-se por mais um ato de idiotice sem precedentes: acender um sinalizador num ambiente fechado.

O resultado final foi o que se viu.

Na contramão da tragédia, a petezada não se fartou de faturar.

Dilma veio ao Rio Grande com a respectiva comitiva de sicofantas e apaniguados e exigiu “providências urgentes” no atendimento aos feridos. Imediatamente apareceram como por milagre respiradores, oxigenadores, médicos, enfermeiros, leitos hospitalares e tudo o mais que falta rotineiramente aos pacientes do SUS, bem como grana grossa à bolapé.

Dilma não conteve abundantes lágrimas ao lado de Tarso et caterva, ao ver os até então 231 corpos atirados no chão de um estádio. Dilma é assim, tri-emotiva.

Dilma choraria até desidratar-se em lágrimas se visse alinhados como os imolados de Santa Maria:

– os 50.000 cidadãos que morrem por ano em acidentes de trânsito;

– os 40.000 brasileiros que morrem por assassinato; e

– os 8.000 jovens que morrem por overdose.

Aí apareceriam verbas para as estradas, dinheiro para as cadeias e pena de morte para os traficantes.

Enquanto nada acontece, só resta dizer …

Postado por Magal

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M É D I C I

Nelson Rodrigues

Não há nome intranscendente e repito:  qualquer nome insinua um vaticínio.

Todo o destino de Napoleão Bonaparte está no seu cartão de visitas.

Ao passo que um J. B. Martins da Fonseca não tem nenhum destino especial e vou mais longe:  não tem destino.  Quando baptizaram William Shakespeare, o padre poderia perguntar-lhe:  “Como vão tuas Obras completas?”.  No simples “William Shakespeare” estava implícita a música verbal do seu teatro.

Mas um certo nome exige uma certa cara.  Napoleão Bonaparte pedia um perfil napoleónico.  Um Gengis Khan precisa de fotogenia.  Ou então um John Kennedy.  O que era o presidente assassinado senão o queixo forte, plástico, histórico?  Ele venceu Stevenson e depois Nixon porque tinha as mandíbulas crispadas do Poder.  Por isso, o tiro arrancou-lhe o queixo.

Outro:  Churchill, com a sua maravilhosa cara de buldogue.  Em todos os citados, cara e nome, justapostos, explicam uma nítida pre-destinação. Fiz essa pequena introdução para chegar ao nosso presidente.  Quando começou o jogo de candidaturas, disse eu:  “Ganha esse, pelo nome e pela cara”.  Não é impunemente que um homem se chama Emílio Garrastazu Médici.

Tiremos o Emílio e fica Garrastazu.  Tiremos o Garrastazu e ficará o Médici.  Bem sei que essa meditação sobre o nome pode parecer arbitrária e até delirante.  Não importa, nada importa.  Depois vi a sua fotografia.

Repeti, na redacção, para todo o mundo ouvir:  “É esse o presidente”. Ora, numa redacção há sempre uns três ou quatro sarcásticos.  Um deles perguntou:  “Só pelo nome?”.  Respondi:  “Pelo nome e pela cara”.

Como já disse, a história e a lenda também exigem uma certa fotogenia. E senti que Emílio Garrastazu Médici tinha um perfil de moeda, de cédula, de selo.  Organizem uma retrospectiva presidencial e verão que os nossos presidentes são baixos.  Getúlio era baixíssimo, embora tivesse um perfil histórico e, digamos, cesariano.  Epitácio foi fisicamente pequeno.  Era a pose que o fazia mais presidencial.  Garrastazu Médici é o nosso primeiro presidente alto.

Dirão vocês que eu estou valorizando o irrelevante, o secundário, o fantasista. Desculpem o meu possível equívoco.  E se me perguntarem porque estou dizendo tudo isso, eu me justificarei explicando:  conheci, domingo, o presidente Emílio Garrastazu Médici.  E o pretexto para o nosso encontro foi um jogo de futebol.

Outra singularidade do chefe da nação:  gosta de futebol e sabe viver, como o mais obscuro, o mais anónimo torcedor, todas as peripécias dos clássicos e das peladas.  Isso é raro, ou melhor dizendo, isso é inédito na história dos presidentes brasileiros.  Imaginem um Delfim Moreira, ou um Rodrigues Alves, ou um Wenceslau Brás entrando no estádio Mario Filho.

Qualquer um desses perguntaria:  “Em que time joga o Fla-Flu?”, “Quem é a bola?” ou “O córner já chegou?”.

O nosso presidente sabe tudo de futebol.  Eu diria que hoje nenhum brasileiro será estadista se lhe faltar a sensibilidade para o futebol.

Mas dizia eu que foi um jogo  – São Paulo X Porto –  que nos aproximou. Na sexta-feira passada, o Palácio das Laranjeiras começou por me procurar. Se eu fosse terrorista, não seria tão perseguido.  Finalmente, falo pelo telefone com o Palácio.  O secretário de Imprensa queria me transmitir um convite.  Onde e a que horas poderia falar comigo?  Marcamos o encontro.

Simplesmente, o presidente Médici me convidava para assistir, a seu lado, na inauguração do Morumbi, o jogo internacional.  Eu iria, com S. Exa., no avião presidencial.  O presidente fazia o maior empenho em que o acompanhasse.

Confesso, sem nenhuma vergonha, que o convite me fascinou.  O que têm sido as nossas relações com os presidentes da República?  Nada.  Sim, há entre nós e o presidente uma distância infinita, espectral.  E o Supremo Magistrado, como se diz, é um ser misterioso, inescrutável, sinistro. No meu caso, o presidente se dispunha a acabar com a distância e me receber na áspera solidão presidencial.

De mais a mais, o Brasil vive o seu grande momento.  Eis o nosso dilema: o Brasil ou o caos.  O diabo é que temos a vocação e a nostalgia do caos.

É o momento de fazer o Brasil ou perdê-lo.  Esse Garastazu Médici é, neste instante, uma das figuras vitais do país.  Eu ia vê-lo, ia ouvi-lo.

Sim, ouvir os ruídos da sua alma profunda.  Todo o mundo tem, no bolso do colete, o seu projecto de Brasil.  Garrastazu tem o seu e pode realizá-lo.

Ao passo que nós não temos força para tapar um cano furado.  Bem.  Aceitei o convite, ressalvando:  iria de tudo, menos de avião. “De automóvel?”, perguntou o secretário de Imprensa.  E eu:  “De qualquer coisa”  – e repeti –  “nunca de avião”.

Sábado, o meu filho Nelson levou-me para São Paulo no seu Fusca.  Durante a viagem, uma pequena mas intolerável inibição instalou-se em mim:

“Chamarei o presidente de ‘excelência’ ou simplesmente de ‘senhor’?”. Ao mesmo, imaginava que o Poder desumaniza o homem.  Seria Garrastazu uma figura áspera, hierática, enfática?  Pensava, ao mesmo tempo, num episódio recente.  No jogo do Grémio, e antes de ser presidente, e antes da definição das candidaturas, o general Garrastazu Médici desce ao vestiário.

Vejam se vocês conseguem imaginar um Delfim Moreira, ou um Epitácio num vestiário de futebol.  Pois o general chega e pergunta:  “Como é, Alcino, que você vai me perder aquele gol?”.  No Fusca do meu filho Nelson, eu queria crer que um homem assim é um brasileiro vivo e não uma pose, e não uma casaca, e não uma faixa, e não uma condecoração.

No dia seguinte, estava eu no aeroporto.  Tivemos uma primeira conversa e, durante o dia, uma outra, e uma terceira, e uma quarta.  Vi a seu lado a inauguração (ou a décima inauguração do Morumbi).  Ora, no momento não há nada mais importante do que saber o que pensa, o que sente, o que imagina, o que quer um presidente da República, investido de tantos poderes.  No meio do jogo, ele insistia para que eu voltasse no seu jacto.  Digo, por fim:  “Está certo, presidente.  Vou voar pela primeira vez”.

É preciso não esquecer o que houve nas ruas de São Paulo e dentro do Morumbi.  No estádio Mário Filho, ex-Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio e, como dizia o outro, vaia-se até mulher nua.  Vi o Morumbi lotado, aplaudindo do presidente Garrastazu. Antes do jogo e depois do jogo, o aplauso das ruas.  Eu queria ouvir um assobio, sentir um foco de vaia.  Só palmas.  E eu me perguntava:  “E as vaias?  Onde estão as vaias?”.  Estavam espantosamente mudas. Até Domingo, às seis e meia, sete da noite, eu não entrara jamais num avião pousado, num avião andando, num avião voando.  Lá em cima, não há paisagem;  e, se não há paisagem, estamos fazendo a antiviagem. Conversámos longamente.  Houve um momento em que ele me disse:  “Sou um presidente sem compromissos.  Só tenho compromissos com a minha pátria”.

Eis um homem que fala em pátria, em “minha pátria”.  Para a maioria absoluta dos civis, “pátria” é uma palavra espectral, “patriota” é uma figura espectral.  E as nossas esquerdas fizeram toda a sorte de manifestações.  Não berravam, não tocavam na “pátria”.  Nas passeatas, berravam, em cadência:  “Vietnã, Vietnã, Vietnã”.  Pichavam os nossos muros com vivas aos vietcongs, a Cuba.  Nenhuma alusão à pátria, nenhuma referência ao Brasil.  E, no entanto, vejam vocês:  o Amazonas tem menos população do que Madureira.  Aquilo é uma gigantesca sibéria florestal. E as esquerdas só pensavam no Vietnã, e só pensavam pelo Vietnã e só bebiam pelo Vietnã.

Certa vez, conversei com um membro da esquerda católica.  Exortei-o a desembarcar no Brasil.  Disse-lhe que, na pior das hipóteses, temos paisagem.  Citei o Pão de Açucar, o Corcovado.  Mas ele batia na tecla obsessiva e fatal:  “O Vietnã, o Vietnã, o Vietnã” etc. etc.  Ainda no meu élan paisagístico, fiz a apologia da Vista Chinesa, recanto ideal para matar turista argentino.  Mas havia entre mim e ele a distância que nos separa do Sudeste Asiático.  Eis o que o meu amigo propõe:  que os brasileiros bebessem o sangue uns dos outros como groselha.

Antes de se despedir, o membro da esquerda católica concentrou sua ira nas Forças Armadas.  Acusou-as de incapazes, de ineptas, de relapsas.  “Os militares nunca fizeram nada”, afirmou.  Desta vez, perdi a minha paciência.  Tratei de demonstrar-lhe que os militares fizeram tudo.  No Sete de Setembro (e Pedro Américo não me deixa mentir) foram sujeitos de esporas e penacho que deram o grito do Ipiranga;  e, se os militares não fizeram nada, que faz a espada de Deodoro na estátua de Deodoro?  Foi a inépcia militar que fez a República, assim como fizera a independência.

Em 22 e 24, era o sangue militar que jorrava como a água, a água da boca dos tritões de chafariz.  Em 30, em 32, em 35, foram os militares.  Assim em 89.  Retirem as Forças Armadas e começará o caos, o puro, irresponsável e obtuso caos.

Há anos e anos que eu não digo “pátria”.  E quando o presidente Garrastazu falou em “minha pátria”, experimentei um sentimento intolerável de vergonha.  Esse soldado é de uma natureza simples e profunda.  Está disposto a tudo para que não façam do Brasil o anti-Brasil.  Seja como for, deixará este nome, para sempre:  Emílio Garrastazu Médici.”

Nelson Rodrigues

Postado por Magal

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Fascista

Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

 

No caderno dos leitores no jornal O Globo (nesta semana), o leitor Jayme Ferrari foi direto ao ponto: “O pastor Feliciano foi eleito com 200 mil votos e escolhido para a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Por que o escarcéu? Jamais votaria nele, mas me causa mais indignação os deputados João Paulo Cunha e José Genuíno, condenados a penas somadas de 17 anos de cadeia, integrarem a Comissão de Justiça (!) da Câmara. Cadê a militância barulhenta gritando contra esse absurdo? Cadê a UNE? E a turba “progressista”? Progressismo bom é dos amigos”.

 

Ninguém precisa ter um pingo de simpatia pelo pastor Feliciano (meu caso) para compreender o perigo que estamos vivendo. Há uma minoria, uma patota muito organizada, que pensa que pode mandar no grito! São fascistas em potencial ou já formados. Não aceitam as regras do jogo, não toleram a democracia. O jornalista Reinaldo Azevedo escreveu um importante artigo sobre o assunto, mostrando o desrespeito dessa gente ao Estado Democrático de Direito. São os “fascistas do bem”, e precisam ser contidos antes que seja tarde demais.

 

Não chama a atenção do prezado leitor o fato de que toda essa grita é voltada apenas para o pastor Feliciano, e não haja um único movimento organizado contra os petistas condenados no Congresso, ocupando comissões importantes como a de Justiça? Se o leitor assinou aquela petição contra Renan Calheiros pela Avaaz, saiba que essa ONG, liderada por um esquerdista convicto, não faz campanha contra um único petista! Onde estão as petições pela prisão de Dirceu, pela derrubada de Genoíno e Cunha? Ninguém sabe, ninguém viu.

 

Atentai para este fato, estimado leitor! O duplo padrão “moral” é evidente. Há um grupelho minoritário, porém muito bem orquestrado e barulhento, que pretende solapar as instituições democráticas e governar no grito. Onde foi que já vimos isso antes? Sim, naquele nefasto regime: o fascismo!

Rodrigo Constantino é economista.

Postado por Magal do Blogger.

Sobre liciomaciel

Velejador
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