LULA É A CONFIRMAÇÃO INSOFISMÁVEL DE QUE DEUS É UMA BALELA !!!

Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Folhapress

foto de Sinara Polycarpo Figueiredo,analista.

Em 4 de fevereiro de 2016 22:50, Roberto Bevilaqua Rangel  escreveu:

(coluna do Augusto Nunes)

04/02/2016

 

A derrota do reizinho prepotente e do banqueiro sabujo: TRT confirma sentença que condenou o Santander a indenizar a analista demitida por ordem de Lula

Há duas semanas ─ um ano, cinco meses e vinte dias depois de perder por ordem de Lula o emprego no Santander ─, Sinara Polycarpo Figueiredo ganhou a segunda etapa da batalha judicial travada contra o banco que a demitiu. Neste 21 de janeiro, a juíza Cynthia Gomes Rosa, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, manteve a sentença expedida em agosto de 2015 pela juíza Lúcia Toledo Silva Pinto Rodrigues, que condenou a instituição financeira a pagar uma indenização de R$ 450 mil por danos morais infligidos à funcionária castigada por ser honesta.

Ao recorrer da decisão em primeira instância, o Santander apenas adiou a consumação da derrota. Não há como inocentar o comando do banco, grita a reconstituição do monumento à subserviência que começou em 10 de julho de 2014, quando um documento produzido pela área chefiada por Sinara foi distribuído entre um grupo de clientes com renda mensal superior a R$ 10 mil. Na sentença, a juíza Lúcia registrou que o texto se limitara a endossar “constatações uníssonas entre os analistas do mercado financeiro e nas diversas mídias independentes sobre investimentos”.

A fúria da seita lulopetista foi desencadeada pelo trecho do documento segundo o qual “a economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta-corrente”. Linhas adiante, o diagnóstico nada empolgante observa que a onda de previsões sombrias se adensava sempre que Dilma subia nas pesquisas.  Neste início de 2016, passados dezoito meses, a releitura da análise demonstra que a equipe de Cinara se excedeu na timidez. As coisas estavam muito piores. Era questão de tempo o naufrágio consumado em 2015.

Lula e seus sequazes acham que, numa campanha eleitoral, o único crime é perder. O resto pode. Matar a mãe, por exemplo. Ou afanar a poupança da avó. Previsivelmente, o chefão fingiu enxergar num papelório inofensivo a prova material de que até bancos estrangeiros estavam envolvidos na conspiração urdida para encerrar a supremacia do PT. A ofensiva contra o diagnóstico do Santander começou assim que cópias do documento chegaram à imprensa. E atingiu o climax com o ataque em pinça executado por Dilma e Lula em 28 de julho de 2014.

Numa sabatina na Folha, transmitida pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, Dilma puxou o trabuco do coldre: “Sempre que especularam não se deram bem”, apertou o gatilho ao responder a uma pergunta sobre a análise do Santander. “Acho inadmissível um país que está entre as maiores economias aceitar qualquer interferência externa. A pessoa que escreveu a mensagem fez isso sim, e isso é lamentável, é inadmissível”. Os disparos precipitaram a entrada no saloon de Lula, o pistoleiro que primeiro atira e depois pergunta. Quando pergunta.

No mesmo dia, num encontro noturno organizado pela CUT em Guarulhos, Lula acionou o tresoitão. No vídeo, andando de um lado para o outro, o copo até aqui de cólera abre o numerito repulsivo cobrando gratidão do banco presidido pelo amigo Emílio Botín. “Não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil”, rosna o animador de comício, que em seguida recorda conversas e episódios que reduziam o banqueiro espanhol a um bajulador grávido de admiração pelo Lincoln de galinheiro. Por isso mesmo merecia o benefício da dúvida, informa a continuação do palavrório.

“Ô Botín, é o seguinte, querido: olha, eu tenho consciência que não foi você que falô”, concede Lula na abertura do mais sórdido momento de uma trajetória atulhada de infâmias: o antigo líder sindicalista vai ordenar ao dono do Santander que demita uma trabalhadora cujo único pecado fora contar a verdade aos clientes. “Mas essa moça tua que falô, ô, essa moça não entende porra nenhuma de Brasil e não entende nada de governo Dilma. Me desculpe… Mantê… mantê uma mulher dessa num cargo de chefia é, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim que eu sei como é que eu falo”.

Assim se fez. Dois dias depois de formulada a exigência, Sinara foi demitida com outras duas pessoas de sua equipe. “Enviamos uma carta à presidente”, rastejou Botín em 30 de julho. “A pessoa tinha que ser demitida porque fez coisa errada”. O banqueiro espanhol não viveu para festejar a reeleição de Dilma. Morreu em setembro, um mês antes de completar 28 anos no cargo. Substituído pela filha e herdeira Ana Botín, o campeão da sabujice escapou de ler as considerações incluídas na sentença exarada em primeira instância e agora ratificada pelo Tribunal Regional do Trabalho.

A juíza Lúcia Toledo Silva Pinto Rodrigues entendeu que o banco maculou a carreira profissional de Sinara ao retratar-se publicamente pelo ocorrido. Concluiu, também, que o Santander foi longe demais ao agachar-se diante de Lula. Confira um trecho da sentença:

“O Banco reclamado foi sim submisso às forças políticas ao demitir a reclamante. Somente demonstrou a parcialidade da instituição em atender os interesses políticos que estavam em jogo na época por conta da eleição e a falta de comprometimento perante seus clientes investidores que, se acreditassem na assertiva de que a economia seguiria a ‘bem-sucedida trajetória de desenvolvimento’, fatalmente amargariam prejuízos financeiros, dada a retração da economia e a desvalorização do nosso câmbio e dos ativos negociados na bolsa de valores”.

Nesta primeira semana de fevereiro, o documento que resultou na degola da analista foi transformado num monumento ao otimismo pelas apavorantes dimensões da crise econômica. Isolada em seu labirinto, Dilma Rousseff luta para adiar o enterro em cova rasa. Emilio Botín é só um quadro nas paredes do Santander. Lula, enredado em maracutaias urbanas e rurais, caminha para a morte política. Apenas Sinara está liberada para divertir-se no Carnaval. Ela derrotou seus algozes. O banqueiro poltrão e o reizinho prepotente perderam.

COM REPORTAGEM DE NAOMI MATSUI

**********************************************************************************

R E L I G I Ã O O U M A G I A ?

Ao definir a religião como o ópio do povo, Karl Marx enfatizou o aspecto social e político da religião, deixando de enfatizar sua dimensão existencial. Animal consciente de que vai morrer, um ser para a morte (na linguagem existencialista), o homem ­ como espécie ­ talvez nunca possa prescindir da religião. Há diferenças individuais, é claro. Alguns indivíduos têm mais facilidade do que outros para “pôr de lado” a consciência da morte. Algumas pessoas podem viver sem a idéia de uma sobrevivência post-mortem. Outras não podem. Em todas as sociedades até hoje existentes, uma parcela de indivíduos ­ maior ou menor não abre mão do conceito de eternidade pessoal. Onde buscar tal noção de eternidade? Na tradição cultural da sociedade em que se vive. Aquele que é um cristão fervoroso no Brasil provavelmente seria um sunita fanático na Arábia Saudita, um xiita ardente no Irã, um hindu ardoroso na Índia, um budista praticante na Tailândia, um judeu conservador ou ortodoxo em Israel. Ser um católico integrista, um fundamentalista protestante, um judeu ortodoxo, um muçulmano ou hindu fundamentalista são atitudes semelhantes em seus aspectos psíquicos e fisiológicos. Em sua edição especial nº 2, de julho de 2003, a revista Galileu publica uma reportagem, denominada De onde vem a fé, que apresenta um quadro chamado “neurônios que crêem”. O quadro mostra (p. 29) que há regiões específicas do cérebro responsáveis por sensações comuns a freiras católicas, monges budistas e qualquer um que reze, ore, faça preces ou medite com um sentido religioso. Sensações como “falar com Deus”, “ser tocado pelo Espírito Santo” ou “vislumbrar o Nirvana” têm a mesma origem neurológica. Marx, pelo menos nisso, não estava totalmente errado, porém. Há uma relação estreita entre o religioso e o social. A revista Veja, na edição de 24 de setembro de 2003, informa (p. 47): Um centro de pesquisa americano entrevistou cidadãos de 44 países para saber a importância da religião na vida deles. Eis o resultado da enquete: Os países pobres mostraram-se mais religiosos que os países ricos. A exceção entre os países ricos são os Estados Unidos, onde seis em cada dez americanos disseram que a religiosidade é fundamental em sua vida. A população da África é a que tem mais fé. No Senegal, 97% responderam que religião é muito importante. Em média, 65% dos latinos [latino-americanos?] são muito religiosos. No Brasil, 77% da população dá grande importância à religião. A religião está em baixa em lugares como a Alemanha, a Holanda e os países escandinavos. Está em alta na África. Onde há muita riqueza, razoavelmente distribuída, e mecanismos de proteção social, a religião vai mal. Onde há muita pobreza e insegurança, concentração de renda e competição desenfreada, a religião vai bem. A força da religião é, portanto, inversamente proporcional ao bem-estar social. Os Estados Unidos são uma exceção no mundo desenvolvido porque são uma nação fundada por fanáticos religiosos. Mas não somente por causa disso. Eles têm mais concentração de renda, mais pobreza e insegurança social do que países ________________________________ ricos de renda per capita mais baixa que a dos americanos. São também um país intensamente neurótico, em que há uma pressão brutal sobre o indivíduo para que não seja um loser (“perdedor”), mas um winner (“vencedor”). Os índices de violência nos Estados Unidos são incrivelmente mais altos do que na Europa Ocidental, no Canadá, na Austrália, na Nova Zelândia e no Japão, que formam o restante do mundo desenvolvido. Além da criminalidade comum, os Estados Unidos são o país dos serial killers (matadores em série) e dos mass murderers (assassinos em massa ­ os matadores em série matam um pessoa por vez; os assassinos em massa matam várias pessoas numa mesma ocasião). A importância da religião por lá faz parte desse contexto.

No Brasil, à medida que vai ficando cada vez mais difícil ganhar a vida, vai crescendo o que parece religião, mas na verdade é magia. As pessoas não se submetem ao sobrenatural. Pelo contrário: tentam manipular o sobrenatural, submetê-lo aos seus desejos e necessidades. Quase não se fala em salvação. Toda a ênfase recai sobre “milagres”: prosperidade, cura e “vitória sentimental”. Há exceções, mas são poucas e não crescem. A Igreja Presbiteriana, fundada no Brasil em 1859, põe quase toda a sua ênfase na salvação, na vida após a morte. Resultado: passou de 498.000 membros em 1991 para 500.000 dez anos depois. Cresceu muito menos do que a população do país. Ou seja, caiu em termos proporcionais. No outro extremo, a Igreja Universal do Reino de Deus, o reduto mais visível da teologia da prosperidade, uma igreja que só fala em ganhos terrenos, pulou de 268.000 para dois milhões de membros. Cresceu quase dez vezes em dez anos. O pedagogo e escritor Rubem Alves, evangélico free lance e ex-pastor presbiteriano, critica (revista Enfoque Gospel, fevereiro de 2004, p. 87): O protestantismo é profundamente ético, rigorosamente intelectual e não é o que vemos hoje: promessa de milagres. Onde o que os homens querem não é Deus, mas uma coisa mística que resolva os seus problemas. Pedir para Deus atender a um pedido é pura magia. A religião (qualquer religião) pode, realmente, melhorar a vida de algumas pessoas. Imagine alguém que bebe, fuma, toma drogas e gasta muito dinheiro com jogo e prostitutas. Se ele parar de beber, fumar e drogar-se, seja qual for a motivação para isso, sua saúde vai de fato melhorar. Se largar os vícios dispendiosos, sua vida financeira vai se fortalecer. Ele pode até conseguir poupar algum dinheiro, investi-lo bem e tornar-se próspero. Quanto às curas, a fé pode de fato curar, em alguns casos. Mas não necessariamente a fé no Deus dos cristãos. A fé em qualquer coisa. Você pode entregar sua vida a Cristo ou a Shiva. Os efeitos terrenos são os mesmos. Se a teologia “correta” opera milagres, a teologia “falsa” também os opera. Para os católicos e os protestantes, os mórmons formam uma seita herética. Mas entrar para a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias pode ser tão útil quanto entrar para a Igreja Batista ou para a Renovação Carismática Católica, a reação da Igreja Romana ao crescimento dos evangélicos (“derrotar o inimigo com suas próprias armas”). Até mesmo acreditar em pílulas de farinha pode às vezes curar. É o chamado efeito placebo. Você acredita que está tomando um remédio eficaz e fica bom, embora o “remédio” seja feito de farinha. Há milagres, entretanto, que até hoje se mostraram totalmente impossíveis. Nem Jesus Cristo os realizou. Nenhuma igreja os realiza. A regeneração de membros amputados é um bom exemplo (regenerar um membro é diferente de fazer andar pernas completas que não funcionam). Que igreja faz isso? Há que se considerar também a falácia conhecida como seleção de observações. Uma pessoa reza (católico) ou ora (protestante) sempre que vai fazer um concurso público. Estuda também; estuda muito. Mas não deixa de pedir a ________________________________ Deus por sua aprovação. Depois de vários reveses, um dia consegue passar. Pronto. Foi Deus! A vitória é ressaltada, as derrotas são esquecidas, mesmo que os empregos melhores não tenham sido alcançados. Um fato é iluminado; outros ficam na sombra. Muitas doenças ­ até mesmo vários tipos de câncer ­ podem ter cura espontânea. É raro, mas acontece. Milhões de pessoas com câncer pedem a Deus a sua cura. Muitas morrem. Algumas são curadas pela medicina. Umas poucas são beneficiadas pela regressão espontânea. Estas são selecionadas e apontadas: milagre. As outras são esquecidas. Seleção de observações. Esta falácia é uma das principais armas da dupla religião e magia. (Um dos melhores livros sobre este assunto é O Mundo Assombrado pelos Demônios ­ A Ciência Vista como uma Vela no Escuro, do astrônomo americano Carl Sagan, escritor de divulgação científica, conhecido também por seus trabalhos de ficção). De qualquer modo, por religião ou por magia, há milhões de pessoas brandindo bíblias no Brasil, transformando-as em armas de intervenção social, cultural e política, muitas vezes no sentido de impor padrões que a sociedade secularizada tende a rejeitar. Cabe-nos, portanto, examinar as bases e os fundamentos de tais crenças. * * * ************************************************ Uma bela passagem sobre religiões foi escrita por Ludwig Feuerbach, filósofo alemão, citado por Rubem Alves em O que é Religião (p. 71): Sonhos são as religiões dos que dormem. Religiões são os sonhos dos que estão acordados. Isso pode ser explicado por outra citação de Alves (p. 11). Diz o escritor franco-argelino Albert Camus: O homem é a única criatura que se recusa a ser o que é. =========== D a B í b l i a a o s M ú l t i p l o s U n i v e r s o s Velhas e Novas Visões da Eternidade G. M Gondim ­
 

Sobre liciomaciel

Velejador
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s