MORREU UM HERÓI – CORONEL USTRA

BandeiraTremulando
ustraantiga2
 (TRANSCRITO DO JORNAL  INCONFIDÊNCIA)
 
No 220 – Novembro/2015 13

lia em casa e saiam para enfrentar o guerri-
CORONEL USTRA O HERÓICO DOUTOR TIBIRIÇÁ “O VIGILANTE DA TERRA” Viver é lutar. Se o duro combate os fracos abate, aos fortes, aos bravos, só pode exaltar. lheiro violento, radical, disfarçado, mistu- rado ao povo ordeiro e que era preparado para matar, sequestrar lançar ou plantar uma bomba, sem se importar se entre suas vítimas estariam crianças, mulheres e ido- sos não combatentes. Companheiros cien- tes de que o inimigo interno (isso mesmo: o inimigo interno) descobrira seus endereços e ameaçava suas famílias, obrigando-os a constantes mudanças de moradia, com to- das as atribulações decorrentes. Irmãos de armas que viam seus camaradas serem feri- dos ou mortos em emboscadas, atentados e outras operações conduzidas pelos gru- pos da esquerda armada revolucionária. Foi nesse clima de incertezas e inse- gurança que nossos companheiros e famí- lias passaram alguns anos de suas vidas, para que a grande maioria dos brasileiros seguisse vivendo nor- malmente, usufruísse das benesses do milagre econômico, que realmen- te existiu como lembram os cidadãos e cidadãs que o vivenciaram, e vis- se concretizada a redemocratização, pro- pósito sempre anuncia- do e buscado pelos go- vernos militares. Nossos irmãos de armas fizeram o que teríamos que fazer todos nós, soldados, se estivéssemos no lugar deles naqueles anos de- cisivos para o futuro da liberdade no Brasil. Porém, é sabido que Deus e os soldados só são lembrados nos momentos de insegurança e incerteza. Pas- sadas as dificuldades, Deus é esquecido, os soldados são perseguidos e, às vezes, dei- xados para trás pelos companheiros que teriam de protegê-los. Por isso tudo e muito mais, é incon- cebível abandonar irmãos de armas ante a injustiça que correm o risco de sofrer. Por outro lado, é hipocrisia a condenação de governos nos quais tenham ocorrido exces- sos na reação à luta armada, por sucessivos governos que remuneram, apoiam e confra- ternizam com o MST, cujas ações resultam, impunemente, em ameaças, invasões, des- truições e mortes; que idolatram regimes totalitários e lideranças ditatoriais crimino- sas como as de Cuba e do Irã; que concedem asilo político a terroristas estrangeiros con- denados ao mesmo tempo em que entregam a Cuba fugitivos daquela ditadura; e, ainda, pagam indenizações milionárias a assassi- nos, equestradores e terroristas anistiados, e suas famílias, mas não às vítimas de seus crimes2. Em 2013, assisti ao depoimento do Coronel Ustra em audiência pública da ne- fasta, e indevidamente chamada, Comissão Nacional da Verdade. Ustra enfrentou, com indescritível e admirável coragem moral, inteligência, lucidez e segurança, o cenário montado com o propósito de intimidar e enfraquecer o mais relevante símbolo da vitória do Exército contra a luta armada. Seria uma forma de abrir espaços na mídia para a opaca e desacreditada comissão, de maneira a respaldar o prosseguimento de trabalhos vistos como facciosos pela maio- ria da sociedade. Ledo engano daqueles que não sabem do que é capaz um soldado com têmpera de aço e consciência tranquila de ter cumprido dignamente a missão que o Exército e a Nação lhe confiaram. Teu grito de guerra retumbe aos ouvidos dimigos transidos por vil co- moção; e tremam douví-lo pior que o sibilo das setas ligeiras, pior que o trovão (Canto VI da Canção do Tamoio, de Gonçalves Dias). Ao entrar no auditório, a presença do Coronel Ustra transmitiu uma silenciosa mensagem de força interior, que se impôs ao público presente. Iniciada a inquirição, as respostas precisas e a voz do comandante se impuseram à audiência e desarmaram os inquisidores que, surpreendidos, foram fi- cando inseguros e sem argumentos convin- centes para embasar os questionamentos que faziam. Ah, como foi bom ver os membros da comissão, fisionomias espantadas e men- tes desorientadas, na realidade, totalmente perdidos, caírem do pedestal onde preten- diam brilhar sob os holofotes da mídia, tripudiando sobre uma ilusória fragilidade do emblemático alvo da esquerda radical. Arrogância, vaidade, revanchismo, injusti- ça e ambição midiática – uma ausência total de grandeza de propósitos – desmoronaram diante da autoridade moral de quem sempre teve a Nação, o Exército e a família como razões de viver. A audiência foi encerrada, apressadamente, após o tumulto provoca- do por antigo preso da OBAN, nos anos 1970, frustrado pela intervenção de milita- res que assistiam ao evento e cuja reação obrigou a comissão a fazer cumprir as reco- mendações estabelecidas por ela mesma ao início do evento. Por causa desse fracasso, a comissão da omissão da verdade nunca mais fez uma audiência pública durante seus trabalhos, cuja finalidade, de fato, nunca foi revelar a verdade histórica sobre violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988 e promover a reconciliação nacional, propó- sitos surrealistas após centenas de obras escritas sobre o regime militar e mais de trinta anos da redemocratização. Seus obje- tivos, claros desde o início, eram provocar a revisão da Lei de Anistia, para punir ape- nas os agentes do Estado que combateram a luta armada, condenar os governos milita- res e os chefes do passado e imobilizar as Forças Armadas, contribuindo com o proje- to da liderança política no poder de implan- tar o socialismo no Brasil. As Histórias do Brasil e do Exército, inclusive nos anos 1960 e 1970, não hão de ser conhecidas apenas pela versão dessa esquerda socialista radical, derrotada e anis- tiada pelos governos militares, e descompromissada com os feitos históri- cos e os heróis nacionais. A verdade não será sufocada pelos apóstolos de Lênin e Mao, seguidores de Fidel, Lula e Chaves e serventes da atual liderança política, pouco afeita à verdade, mentora dos escândalos do mensalão e do petrolão. O Exército não cometerá tal injustiça com seu passado longínquo e com sua contribuição decisiva para a implantação, condução e consolidação da democracia no Brasil. Não permitirá que neguem sua indissolúvel união e lealdade à Nação, nem que seja vilipendiada a memória de antigos e honrados chefes e camaradas, entre eles o Coronel Ustra, que lideraram e defende- ram a Nação da agressão comunista. Seria o suicídio da autoestima e do autorrespeito, além de uma desonrosa rendição à esquerda radical, em seu propósito de quebrar a coe- são do Exército e promover o rompimento das futuras gerações de soldados com o honroso legado da Instituição. A História do Exército, cuja reputação e credibilidade são irrefutáveis, há de ser contada, também, pelos herdeiros de Caxias, Mascarenhas, Castello e Médici. O Coronel Ustra, um herdeiro dessa nobre linhagem, deixou rele- vante contribuição para as Histórias do Brasil e do Exército com seu livro A Verda- de Sufocada, um cativante e bem docu- mentado relato do combate à luta armada. A saga vivida por Ustra, como líder e testemu- nha ocular, nos faz lembrar o trecho final do célebre poema I-Juca Pirama, de Gonçal- ves Dias: Assim o Timbira, coberto de gló- ria, guardava a memória do moço guer- reiro, do velho Tupi. E à noite nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, tornava prudente: Meninos, eu vi!”. * General de Brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva 1 Tibiriçá (1440? 1562) – O Vigilante da Terra na língua Tupi: era um cacique tupiniquim e foi o primeiro indígena a ser catequizado pelo Padre Anchieta. Liderou com bravura a sua tribo na defesa da povoação de São Paulo, em seu nascedouro, quando atacada por uma confederação de tribos indígenas. 2 A Viúva do Che: artigo deste autor, publicado em vários sites da internet em 2009, inclusive no site A verdade Sufocada. * Professor Emérito e ex Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil Doutor Tibiriçá

Em 15 de outubro do corrente, no

velório do herói que partia, foi esse trecho

do final da Canção do Tamoio, de Gonçal-
ves Dias, que, emocionados, ouvimos recitar a valorosa viúva, D. Joseíta, acompanhada por suas filhas e família. Na capela paira-
va o espírito imortal do Exército de Caxias,

encarnado naqueles que, assim como o

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra,

sempre colocaram a Instituição e a Pátria

acima de interesses e ambições e, por isso,

se tornaram exemplos lembrados pelas ge-
rações que lhes seguiram. Ao som do Toque de Silêncio e sob a sagrada Bandeira

Nacional, o Exército entregou seu ilustre

soldado ao comando do Arcanjo São Gabriel,

Príncipe da Milícia Celeste. A Bandeira do

Brasil, símbolo da Pátria a quem ele tanto

amou e honrou, foi entregue à guarda de D.

Joseíta pelo Comandante Militar do Planalto. Ao velório

compareceram centenas militares da ativa, fardados, inclu-
sive oficiais-generais servindo em Brasília, além de outros

tantos companheiros da re-
serva e civis.

Em São Paulo, no início

dos anos 1970, o então Major

Ustra conduziu as ações que

iniciaram o desmantelamento

dos grupos da esquerda radi-
cal e a neutralização de sua

tentativa de implantar o terror

e criar a guerrilha urbana no

País. Ustra se tornou um dos

símbolos da vitória da Nação

sobre os que pretenderam estabelecer o

sanguinário regime socialista no Brasil, ide-
ologia do atraso e da violência fratricida,

hoje, reconhecidamente fracassada. Ele era

o Doutor Tibiriçá1, comandante deste-
mido e líder da gloriosa Operação Bandei-
rante a OBAN honraria que o fez alvo de

permanente perseguição revanchista, ali-
mentada por representantes da antiga esquerda revolucionária, encastelados nos

altos escalões da República após o início

dos anos 1990.

Nos idos de 1970, havia uma grande

incerteza sobre o futuro da democracia no

País, pois as ações da luta armada vinham

em uma escalada difícil e, para muitos, im-
possível de se deter. Foram tempos de ele-
vada insegurança, que não podem ser avaliados, seja por analistas sentados em confortáveis poltronas, diante do computador

e no ar refrigerado; seja no papo amigável e

descontraído em uma mesa de bar, sem a

devida contextualização; e muito menos por

pretensos historiadores que, ideológicos e

facciosos, são mestres em distorcer a verdade. É preciso imaginar o cenário vivido

pelos irmãos de armas que deixavam a famí-

No 220 – Novembro/2015 148

Meu irmão

Carlos Alberto Brilhante Ustra

O tempo é inexorável. Voltar ao

passado e lembrar passagens de nosso

convívio, desde a infância, mostra-nos

trajetórias da vida com momentos ines-
quecíveis e inabaláveis com o passar

dos anos.

Esta vida é uma passagem. O im-
portante é deixar aqui o nosso rastro e

com a satisfação de ter cumprido a nos-
sa missão.

Meu irmão! Soubeste ser em todos os momentos, em todas as épocas,

o irmão presente, o irmão amigo. Graças

a tua estirpe e têmpera, exerceste a arte

de esgrimir palavras e condutas que te fizeram respeitado e admirado pelos nossos

pais, irmãos e teus familiares, assim como todos os amigos que tiveram a alegria de

teu convívio. O reconhecimento ultrapassou barreiras e as

Forças Armadas, em especial o Exercito Brasileiro e a sociedade brasileira souberam aplaudir teus feitos.

de combater o bom combate na defesa de causa justa, redun-
dou na incompreensão de teus algozes que levados a derrota,

sempre marcados pelo inconformismo, mostraram-se covardes, odiosos e caluniadores.

Volta-me a lembrança de tua juventude quando sonha-
vas objetivos particulares e também profissionais, sem que

pudéssemos imaginar quantas adversidades estariam em teu caminho tão árduo, mas

também eivado de alegrias e realizações.

Por tudo e por todos deixaste marcante legado de tua paixão

por este Brasil de todos nós. Agora, cabe-nos dizer que a saudade

é a felicidade que ficou.

Meu irmão! Descanse em paz, pois continuaremos lutando

pela causa e pelos teus ideais, para que possas, ainda que num

sussurro, nos dizer:

Confesso que vivi!

Se servistes à Pátria que vos foi ingrata,

vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma

Ao formalizar a minha solidariedade a família enlutada pela irreparável perda do

Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, denodado combatente do bom combate que

impediu que o Brasil se tornasse um país comunista, quero ressaltar o exemplar

cumprimento do dever para com a Pátria que o Ustra deixa como legado na memória

do Exército brasileiro.

Nas minhas orações pedindo a Deus que acolha no seu reino, a injuriada, mas

sempre digna alma desse denodado guerreiro, ao qual faltou apoio daqueles que, por

indeclinável dever de ofício deviam respaldá-lo, mais uma vez repito o que transmiti

ao Ustra em novembro de 2006: a assertiva do padre Antônio Vieira, na oportunidade

do sermão da terceira quarta-feira da Quaresma, na Capela Real, em 1669: Se servistes

à Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Em tempo, Joseíta, a sua velha companheira dos bancos escolares, minha

esposa, Maria Léa, associa-se a sua dor e envia-lhe um forte abraço, ao mesmo tempo

em que lhe cumprimenta por representar o paradigma da perfeita mulher de um soldado.

Tua competência, tua coragem, aliadas a determinação

Meu irmão! Assim como o vento, o tempo passa e

sempre passará. O Carlos Alberto Brilhante Ustra existiu e

sempre existirá.

Rena to

Brilhante Ustra

Coronel Jorge Baptista Ribeiro

ABEMIFA

queria sim que a Instituição, como res-
ponsável maior pelo combate à subver-
ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE DOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS DE BELO HORIZONTE CERIMÔNIA EM HOMENAGEM AO CORONEL USTRA são que buscava implantar no País o Comunismo, assumisse a responsabili- dade pelos atos praticados no período dos Governos Militares, e falasse em nome de todos os profissionais que, cum- prindo ordens, arriscaram suas vidas e morreram no cumprimento da heróica mis- são. A seguir, este orador leu um docu- mento confeccionado pelo Cel Menezes, provando que a subversão não surgiu como uma resposta à repressão dos DOI- COD, mas que foram atos terroristas leva- dos a efeito na década de 1960, a causa da promulgação do AI-5, que continha em seu bojo a contraposição à violência marxista. Citou, como exemplo, inúmeras ações terroristas perpretadas pelos co- munistas, elencando-as uma a uma. Encerrando a homenagem, o Cel Menezes ressaltou que a figura do Cel Ustra constitui-se em um farol a ser seguido pelos integrantes da Ativa e da Reserva do Exército, e um exemplo vigoroso da- queles que nunca permitirão que a ideo- logia comunista domine nosso Brasil. Finalizando a cerimônia, foi dado um grito de guerra: VIVA O BRASIL e cantado com entusiasmo e muita vibra- ção o Hino Nacional Brasileiro!

Às 14 horas de 14 de outubro, teve

lugar na sede da Associação Beneficente

dos Militares das Forças Armadas de

Belo Horizonte (ABEMIFA), uma cerimô-

nia em homenagem ao valoroso herói Cel

Carlos Alberto Brilhante Ustra, recém-
falecido.

Presentes os Capitães Carlos

Roberto Duarte e José de Barros Filho,

Presidente e Vice-Presidente da Entidade, o Cel Reynaldo De Biasi Silva Rocha

e Cel Adalberto Guimarães Menezes, Pre-
sidente e Vice-Presidente do Grupo In-
confidência, reservistas João Armani e J.

Vieira, representando a AREB/BH, e mili-
tares e civis que integraram-se ao justo

preito.

O Cel Menezes fez uso da palavra

destacando a coragem e o valor moral do

Cel Ustra, um verdadeiro mártir que sou-
be resistir por anos à pressão dos gover-
nos comunistas do PT, mesmo abando-
nado pelos chefes militares da Ativa.

O Cap Barros prosseguiu lendo ini-
cialmente uma declaração do homenage-
ado, em que defendia-se dos ataques

adversários e frisava que nunca desejou

a proteção do Exército à sua pessoa, mas

Coronel

Brilhante Ustra

é Brilhante no nome

e na ação.

Enfrentou terroristas

e calabares

jorjagulha@uol.com.br

CORONEL USTRA

Recebido pelo Senhor dos Exércitos

Somos uma Nação multirracial, ín-
dole pacífica , sem ambições de conquis-
tas ou de poder fora de nossas

fronteiras.O país passou por sucessivos

períodos em que responsáveis pela Re-
pública exerceram governos fortes, vigilantes, em defesa do povo e da

Pátria.Coube ao Estado, por intermédio

de seus representantes, cumprir a difícil

missão de resistir e dar combate àqueles

que, travestidos de idealistas, pretendi-
am uma insurreição visando lograr a es-
cravidão dos brasileiros. Dentre os inú-

meros defensores da honra e da vida dos

cidadãos, encontramos um soldado, te-
mente a Deus, Carlos Alberto Brilhante

Ustra, coronel do invícto Exército Brasileiro, que em sua desprendida coragem

jurada na Academia Militar das Agulhas

Negras, orientando e liderando servido-
res assalariados pelo povo trabalhador,

logrou barrar a investida de armados

profanadores da ordem e da segurança da

sociedade, sistematizando ações de

enfrentamento que se tornou modelo no

território brasileiro e em outros países

sul-americanos, vítimas da sanha ideoló-

gica e sangrenta.

Apaziguada a Nação, pela Lei da

Bem aventurado o homem que suporta,

com perseverança, a provação.Thiago I -12.

foi perseguido e vilipendiado de to-
MORRE UM HERÓI General de Brigada Marco Antonio Felício da Silva das as formas por seus algozes que não perdoaram a sua serenidade, a sua pertinácia e a robustez de sua verdade ao enfrentá-los. A todos derrotou, tornando- se um ícone para os seus camara- das, amigos e irmãos de escolha. Aos que o abandonaram em ho- ras difíceis, ferido no campo de ba- talha, e que gozam da liberdade pela qual lutou, o nosso eterno desprezo. Que o bom Deus o acolha em seus braços, enviando-o para o para- íso dos guerreiros, recebido pelos arti- lheiros que o antecederam com uma salva da Artilharia Revolver Celestial. Saibam todos que os seus cama- radas, amigos e irmãos de escolha lamentam profundamente a sua partida e não deixam de afirmar que se orgu- lham de tê-lo como um exemplo a seguir, cultuando os mesmos valo- res e ideais.

Morreu um herói que merece a

nossa continência, devidamente perfilados, pelo seus feitos contra a canalha

comunista em defesa da liberdade

que todo o Povo brasileiro hoje desfruta.

Lutou o bom combate em tempos

de guerra e de paz.

Ao analisar a sua trajetória, tor-
na-se difícil encontrar palavras para

traduzir a dimensão de sua figura

como Homem nos diferentes papéis

que viveu. Como chefe de família

exemplar ao lado de D.Joseita, sua

fiel companheira de todas as ho-
ras, guerreira impar; como cidadão leal a sua Pátria e como guer-
reiro de grande coragem moral e

física ao enfrentar terroristas,

tresloucados ideológicos, iniciado-
res de uma guerra fratricida.

Por sua tenacidade e sucesso,

MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO

CMS – 3a DE

(3a E 4a Bda Estrt/1908)

“DIVISÃO ENCOURAÇADA”

No 220 – Novembro/2015 15

Santa Maria, RS, 23 de outubro de 2015

* Ney de Araripe Sucupira

Anistia, Ustra, bravo soldado de Caxias,

desfrutou de merecida vida retirada do

serviço ativo, ao lado da sua família.O

indormido e brilhante comandante, reco-
nhecido por uma legião de brasileiros,

inclusive pelo seu calado Exército, pois,

se não fosse missionário na tarefa

hercúlea de dissuadir a aventura de cida-
dãos de impróprias insanidades de vio-
lência, agentes da destruição do

patrimônio moral e material, teríamos a

mancha de infindável história de um conflito fratricida com milhares de mortos

que macularam países vizinhos.

A história, isenta de ódios e pai-
xões, deverá fazer justiça e entender que

o Cel USTRA, na conjuntura do seu tem-
po, foi o artífice que salvou milhares de

brasileiros de se entorpecerem e perde-
rem suas preciosas vidas, sustando-os

da aventura política e anticristã, diante

da defesa dos postulados da segurança

constitucional da nação,lamantando os

que pereceram no clima de confrontos.

Resta o conforto e a certeza de que o

Senhor dos Exércitos acolherá o soldado

que cumpriu os deveres para com a sua

Pátria.

O Comandante da 3a Divisão de Exército “Divisão Encouraçada”

tem a satisfação de convidar V. Sa. para solenidade militar em homena-
gem póstuma ao Cel. Brilhante Ustra.

Data: 26 de outubro de 2015 (segunda-feira)

Local: Pátio de Formaturas da 6a Bda Inf Bd.

Hora: 11h

Uniforme/Traje: Militares: 4o A1

Civis: esporte

SOLENIDADE IN MEMORIAN

Coronel Frederico Guido Bieri

* Advogado

A cerimônia, no pátio de formaturas do Comando da 6a

Brigada de Infantaria Blindada, constou de: Recebimento de auto-
ridades militares: l Canto da Canção do Exército l Leitura do

Curriculum Vitae do Cel Ustra l Palavras do General de Divisão

José Carlos Cardoso, Comandante da 3a Divisão de Exército l

Toque de Silêncio l Convite para a Reserva abrir o desfile l Desfile

da tropa representativa da 3a DE.

Estiveram presentes militares da Ativa e da Reserva e familiares (inclusive sua irmã Glaucia) do Cel Ustra, residentes em Santa

Maria. O General Cardoso

No 220 – Novembro/2015 16

O CUMPRIMENTO DO DEVER

Faleceu nesta madrugada, em

Brasília, o coronel CARLOS ALBERTO

BRILHANTE USTRA. Foi comandante

do DOI/ II Exército, vítima de acusações

infundadas por parte dos governos do

PT, que falsamente o acusaram e proces-
saram como torturador de presos políti-
cos durante os governos militares. As

razões sabidamente injustas dessas acu-
sações podem ser entendidas por instru-

ções que os presos recebiam dos coman-
dos comunistas para declararem que ha-
viam sido torturados, mesmo que tives-
sem sido bem tratados o que, de fato,

aconteceu, no comando de USTRA . É

sabido que MÁRIO LAGO, um ator

engajado, assim procedia, incentivando

NOSSO AMIGO USTRA

Um pouco sobre o falecimento do nosso amigo Ustra. Infelizmente quando ela

me avisou, recentemente, o tempo foi curto para encontra-lo com vida. As solenidades programadas pelo Comandante do Exército, Gen Villas Bôas foram todas de

reconhecimento aos trabalhos prestados pelo Ustra, ao nosso Exército e à Pátria.

O velório muito concorrido com a presença de muitos generais fardados, coronéis

e outros militares e civis. Os comandantes de área enviaram coroas de flores

enaltecendo as suas qualidades e a dedicação na defesa da Brasil contra o

comunismo. O pessoal da velha guarda estava muito radiante pelo tratamento do

Exército para com o Ustra e a família. O corpo foi cremado com o presença dos

familiares e amigos próximos. Foi emocionante.

VELÓRIO DO CORONEL USTRA

Militares de ontem e de hoje home-
nageiam o Cel Ustra, arquiteto da derrota

da guerrilha urbana comunista ocorrida

em São Paulo, nos prósperos e honestos

tempos dos Governos Militares.

Por isso, foi perseguido e caluniado pelos derrotados, depois da decreta-

ção da Lei da Anistia.

Em seu velório, após a missa de

c o r p o p re se nte, além d o bel o e

comovente discurso do Gen Paulo Cha-
gas, o Cel Ustra foi homenageado e

Coronel Rodolpho Hegendorn Donner

falsas delações de torturas. Relatos posteriores de presos eximiram-no das acu-
sações que falsamente armaram contra

ele. Sofreram muito, muito mesmo, USTRA

e sua família, moralmente e em gastos com

sucessivos processos, histórico que hoje

se presta com clareza para desmoralizar

ainda mais os políticos que falsamente o

acusaram, os mesmos que estão levando

o país à falência. Agora na eterna paz,

respeitado por quem o conheceu, tanto

no exercício profissional quanto por lidar

bravamente contra falsas acusações, leva

enorme reconhecimento público por mé-

rito extraordinário. Suficiente aos soldados de brio, para quem basta apenas o

cumprimento do dever.

Coronel Mayrseu Cople Bahia

Coronel Juvencio Saldanha Lemos

honrado OFICIAL E FORMALMENTE,

pelo Exército Brasileiro, com a presen-

ça maciça de comandantes militares,

inclusive do Comandante Militar do

Planalto, que comandou pessoalmente

as honras militares (toque de silêncio e

entrega da Bandeira Nacional à viúva

do Cel Ustra).

Em tempo: o comandante do Exér-
cito não se encontrava em Brasília. Es-
tava em visita à AMAN e outras Escolas

do Exército.

A VERDADE SUFOCADA

HISTORIA QUE A ESQUERDA

NAO QUER QUE O BRASIL CONHEÇA

Autor: · USTRA,

CARLOS ALBERTO BRILHANTE

10a Edição / 2014

619 Páginas

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ARMAS EM FUNERAL

CARLOS ALBERTO

BRILHANTE USTRA

H 28.07.1932 V 15.10.2015

Nascido em Santa Maria/RS, faleceu aos 83anos em Brasília,

onde residia.

Fez o curso Primário e Ginasial no Colégio Marista de Santa Maria e em março

de 1949, após prestar concurso público, ingressou no 1o ano da Escola Preparatória

de Cadetes, em Porto Alegre.

No início de 1952, foi matriculado na AMAN /Academia Militar das Agulhas

Negras, sendo declarado Aspirante a Oficial na Arma de Artilharia em 8 de maio de

1954, e classificado no tradicional Regimento Mallet, sediado na sua terra natal.

Como tenente, cursou a Escola de Defesa Anti-Aérea, tendo sido nomeado

instrutor. Posteriormente, cursou a EsAO/Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e a

ECEME/Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, sendo designado para servir

em São Paulo, no Comando do II Exército.

Comandou o DOI-CODI/II Exército de 1969 a 1973, quando foi nomeado instrutor

da EsNI/Escola Nacional de Informações, em Brasília. Foi convidado para servir no

gabinete do Ministro do Exército, onde permaneceu até 1977, sendo designado

Comandante do 16o Grupo de Artilharia de Campanha, em São Leopoldo/RS. Exerceu

as funções de Adido militar, junto à Embaixada do Brasil, na República Oriental do

Uruguai.

Ao retornar, foi classificado na 2a Sub-Chefia do EME-Estado-Maior do Exér-
cito, onde encerrou a sua brilhante carreira, sendo transferido para a Reserva.

Deixa a esposa Joseita Brilhante Ustra, as filhas Patrícia e Renata, o neto João

Carlos, assim como os irmãos Glaucia e Renato, aos quais, em nome do Inconfidência

e de todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele, apresentamos os

nossos sentimentos e condolências. Que Santa Bárbara o acompanhe e que Deus

o tenha. Assim seja!

CEL. CARLOS ALBERTO

V BRILHANTE USTRA

Faleceu em Brasília, onde residia, o Coronel do Exército Carlos Alberto

Brilhante Ustra figura polêmica, revenciado como Herói nacional por grande

parcela da sociedade e demonizado por militantes da esquerda subversiva

pela maneira enérgica como reprimiu o terrorismo e as células comunistas

durante o período dos governos militares. Autor de livro sobre sua atuação,

onde repudiava as calúnias e infâmias de seus detratores, Brilhante Ustra foi

ferozmente perseguido por Comissões e entidades civis revanchistas que

procuravam, manchando-lhe a farda, atingir todo o Exército. Inabalável,

convicto da correção de seu procedimento e que apenas cumpriu o dever, a

História, por certo lhe fará justiça.

(Publicado na Revista Acadêmica – Órgão Oficial da Academia Brasileira de Estudos e

Pesquisas Literárias – no 37 de novembro/dezembro de 2015)

HONRA MILITAR

Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da

agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se

oporem à agitadores e terroristas de armas na mão, para que a

Nação não fosse levada à anarquia.

Brasília, 31 de março de 1981

General-de-Exército Walter Pires de Carvalho e Albuquerque

Cel. Carlos Alberto

Brilhante Ustra

Ministro do Exército

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No 220 – Novembro/2015 13

Em 15 de outubro do corrente, no velório do herói que partia, foi esse trecho do final da Canção do Tamoio, de Gonçalves Dias, que, emocionados, ouvimos recitar a valorosa viúva, D. Joseíta, acompanhada por suas filhas e família. Na capela pairava o espírito imortal do Exército de Caxias,

encarnado naqueles que, assim como o

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra,

sempre colocaram a Instituição e a Pátria

acima de interesses e ambições e, por isso,

se tornaram exemplos lembrados pelas ge- rações que lhes seguiram. Ao som do Toque de Silêncio e sob a sagrada Bandeira

Nacional, o Exército entregou seu ilustre

soldado ao comando do Arcanjo São Gabriel,

Príncipe da Milícia Celeste. A Bandeira do

Brasil, símbolo da Pátria a quem ele tanto

amou e honrou, foi entregue à guarda de D.

Joseíta pelo Comandante Militar do Planalto. Ao velório

compareceram centenas militares da ativa, fardados, inclu- sive oficiais-generais servindo em Brasília, além de outros

tantos companheiros da re- serva e civis.

Em São Paulo, no início

dos anos 1970, o então Major

Ustra conduziu as ações que

iniciaram o desmantelamento

dos grupos da esquerda radi- cal e a neutralização de sua

tentativa de implantar o terror

e criar a guerrilha urbana no

País. Ustra se tornou um dos

símbolos da vitória da Nação

sobre os que pretenderam estabelecer o

sanguinário regime socialista no Brasil, ide- ologia do atraso e da violência fratricida,

hoje, reconhecidamente fracassada. Ele era

o Doutor Tibiriçá1, comandante deste- mido e líder da gloriosa Operação Bandei- rante a OBAN honraria que o fez alvo de

permanente perseguição revanchista, ali- mentada por representantes da antiga esquerda revolucionária, encastelados nos

altos escalões da República após o início

dos anos 1990.

Nos idos de 1970, havia uma grande

incerteza sobre o futuro da democracia no

País, pois as ações da luta armada vinham

em uma escalada difícil e, para muitos, im- possível de se deter. Foram tempos de ele- vada insegurança, que não podem ser avaliados, seja por analistas sentados em confortáveis poltronas, diante do computador

e no ar refrigerado; seja no papo amigável e

descontraído em uma mesa de bar, sem a

devida contextualização; e muito menos por

pretensos historiadores que, ideológicos e

facciosos, são mestres em distorcer a verdade. É preciso imaginar o cenário vivido

pelos irmãos de armas que deixavam a família em casa e saiam para enfrentar o guerri- CORONEL USTRA, O HERÓICO DOUTOR TIBIRIÇÁ “O VIGILANTE DA TERRA” Viver é lutar. Se o duro combate os fracos abate, aos fortes, aos bravos, só pode exaltar. lheiro violento, radical, disfarçado, mistu- rado ao povo ordeiro e que era preparado para matar, sequestrar lançar ou plantar uma bomba, sem se importar se entre suas vítimas estariam crianças, mulheres e ido- sos não combatentes. Companheiros cien- tes de que o inimigo interno (isso mesmo: o inimigo interno) descobrira seus endereços e ameaçava suas famílias, obrigando-os a constantes mudanças de moradia, com to- das as atribulações decorrentes. Irmãos de armas que viam seus camaradas serem feri- dos ou mortos em emboscadas, atentados e outras operações conduzidas pelos gru- pos da esquerda armada revolucionária. Foi nesse clima de incertezas e inse- gurança que nossos companheiros e famí- lias passaram alguns anos de suas vidas, para que a grande maioria dos brasileiros seguisse vivendo nor- malmente, usufruísse das benesses do milagre econômico, que realmen- te existiu como lembram os cidadãos e cidadãs que o vivenciaram, e vis- se concretizada a redemocratização, pro- pósito sempre anuncia- do e buscado pelos go- vernos militares. Nossos irmãos de armas fizeram o que teríamos que fazer todos nós, soldados, se estivéssemos no lugar deles naqueles anos de- cisivos para o futuro da liberdade no Brasil. Porém, é sabido que Deus e os soldados só são lembrados nos momentos de insegurança e incerteza. Pas- sadas as dificuldades, Deus é esquecido, os soldados são perseguidos e, às vezes, dei- xados para trás pelos companheiros que teriam de protegê-los. Por isso tudo e muito mais, é incon- cebível abandonar irmãos de armas ante a injustiça que correm o risco de sofrer. Por outro lado, é hipocrisia a condenação de governos nos quais tenham ocorrido exces- sos na reação à luta armada, por sucessivos governos que remuneram, apoiam e confra- ternizam com o MST, cujas ações resultam, impunemente, em ameaças, invasões, des- truições e mortes; que idolatram regimes totalitários e lideranças ditatoriais crimino- sas como as de Cuba e do Irã; que concedem asilo político a terroristas estrangeiros con- denados ao mesmo tempo em que entregam a Cuba fugitivos daquela ditadura; e, ainda, pagam indenizações milionárias a assassi- nos, equestradores e terroristas anistiados, e suas famílias, mas não às vítimas de seus crimes2. Em 2013, assisti ao depoimento do Coronel Ustra em audiência pública da ne- fasta, e indevidamente chamada, Comissão Nacional da Verdade. Ustra enfrentou, com indescritível e admirável coragem moral, inteligência, lucidez e segurança, o cenário montado com o propósito de intimidar e enfraquecer o mais relevante símbolo da vitória do Exército contra a luta armada. Seria uma forma de abrir espaços na mídia para a opaca e desacreditada comissão, de maneira a respaldar o prosseguimento de trabalhos vistos como facciosos pela maio- ria da sociedade. Ledo engano daqueles que não sabem do que é capaz um soldado com têmpera de aço e consciência tranquila de ter cumprido dignamente a missão que o Exército e a Nação lhe confiaram. Teu grito de guerra retumbe aos ouvidos dimigos transidos por vil co- moção; e tremam douví-lo pior que o sibilo das setas ligeiras, pior que o trovão (Canto VI da Canção do Tamoio, de Gonçalves Dias). Ao entrar no auditório, a presença do Coronel Ustra transmitiu uma silenciosa mensagem de força interior, que se impôs ao público presente. Iniciada a inquirição, as respostas precisas e a voz do comandante se impuseram à audiência e desarmaram os inquisidores que, surpreendidos, foram fi- cando inseguros e sem argumentos convin- centes para embasar os questionamentos que faziam. Ah, como foi bom ver os membros da comissão, fisionomias espantadas e men- tes desorientadas, na realidade, totalmente perdidos, caírem do pedestal onde preten- diam brilhar sob os holofotes da mídia, tripudiando sobre uma ilusória fragilidade do emblemático alvo da esquerda radical. Arrogância, vaidade, revanchismo, injusti- ça e ambição midiática – uma ausência total de grandeza de propósitos – desmoronaram diante da autoridade moral de quem sempre teve a Nação, o Exército e a família como razões de viver. A audiência foi encerrada, apressadamente, após o tumulto provoca- do por antigo preso da OBAN, nos anos 1970, frustrado pela intervenção de milita- res que assistiam ao evento e cuja reação obrigou a comissão a fazer cumprir as reco- mendações estabelecidas por ela mesma ao início do evento. Por causa desse fracasso, a comissão da omissão da verdade nunca mais fez uma audiência pública durante seus trabalhos, cuja finalidade, de fato, nunca foi revelar a verdade histórica sobre violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988 e promover a reconciliação nacional, propó- sitos surrealistas após centenas de obras escritas sobre o regime militar e mais de trinta anos da redemocratização. Seus obje- tivos, claros desde o início, eram provocar a revisão da Lei de Anistia, para punir ape- nas os agentes do Estado que combateram a luta armada, condenar os governos milita- res e os chefes do passado e imobilizar as Forças Armadas, contribuindo com o proje- to da liderança política no poder de implan- tar o socialismo no Brasil. As Histórias do Brasil e do Exército, inclusive nos anos 1960 e 1970, não hão de ser conhecidas apenas pela versão dessa esquerda socialista radical, derrotada e anis- tiada pelos governos militares, e descompromissada com os feitos históri- cos e os heróis nacionais. A verdade não será sufocada pelos apóstolos de Lênin e Mao, seguidores de Fidel, Lula e Chaves e serventes da atual liderança política, pouco afeita à verdade, mentora dos escândalos do mensalão e do petrolão. O Exército não cometerá tal injustiça com seu passado longínquo e com sua contribuição decisiva para a implantação, condução e consolidação da democracia no Brasil. Não permitirá que neguem sua indissolúvel união e lealdade à Nação, nem que seja vilipendiada a memória de antigos e honrados chefes e camaradas, entre eles o Coronel Ustra, que lideraram e defende- ram a Nação da agressão comunista. Seria o suicídio da autoestima e do autorrespeito, além de uma desonrosa rendição à esquerda radical, em seu propósito de quebrar a coe- são do Exército e promover o rompimento das futuras gerações de soldados com o honroso legado da Instituição. A História do Exército, cuja reputação e credibilidade são irrefutáveis, há de ser contada, também, pelos herdeiros de Caxias, Mascarenhas, Castello e Médici. O Coronel Ustra, um herdeiro dessa nobre linhagem, deixou rele- vante contribuição para as Histórias do Brasil e do Exército com seu livro A Verda- de Sufocada, um cativante e bem docu- mentado relato do combate à luta armada. A saga vivida por Ustra, como líder e testemu- nha ocular, nos faz lembrar o trecho final do célebre poema I-Juca Pirama, de Gonçal- ves Dias: Assim o Timbira, coberto de gló- ria, guardava a memória do moço guer- reiro, do velho Tupi. E à noite nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, tornava prudente: Meninos, eu vi!”. * General de Brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva 1 Tibiriçá (1440? 1562) – O Vigilante da Terra na língua Tupi: era um cacique tupiniquim e foi o primeiro indígena a ser catequizado pelo Padre Anchieta. Liderou com bravura a sua tribo na defesa da povoação de São Paulo, em seu nascedouro, quando atacada por uma confederação de tribos indígenas. 2 A Viúva do Che: artigo deste autor, publicado em vários sites da internet em 2009, inclusive no site A verdade Sufocada. * Professor Emérito e ex Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil Doutor Tibiriçá

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No 220 – Novembro/2015 148

O tempo é inexorável. Voltar ao

passado e lembrar passagens de nosso

convívio, desde a infância, mostra-nos

trajetórias da vida com momentos ines- quecíveis e inabaláveis com o passar

dos anos.

Esta vida é uma passagem. O im- portante é deixar aqui o nosso rastro e

com a satisfação de ter cumprido a nos- sa missão.

Meu irmão! Soubeste ser em todos os momentos, em todas as épocas,

o irmão presente, o irmão amigo. Graças

a tua estirpe e têmpera, exerceste a arte

de esgrimir palavras e condutas que te fizeram respeitado e admirado pelos nossos

pais, irmãos e teus familiares, assim como todos os amigos que tiveram a alegria de

teu convívio. O reconhecimento ultrapassou barreiras e as

Forças Armadas, em especial o Exercito Brasileiro e a sociedade brasileira souberam aplaudir teus feitos.

Tua competência, tua coragem, aliadas a determinação

de combater o bom combate na defesa de causa justa, redun- dou na incompreensão de teus algozes que levados a derrota,

sempre marcados pelo inconformismo, mostraram-se covardes, odiosos e caluniadores.

Meu irmão! Assim como o vento, o tempo passa e

sempre passará. O Carlos Alberto Brilhante Ustra existiu e

sempre existirá.

Volta-me a lembrança de tua juventude quando sonha- vas objetivos particulares e também profissionais, sem que

pudéssemos imaginar quantas adversidades estariam em teu caminho tão árduo, mas

também eivado de alegrias e realizações.

Por tudo e por todos deixaste marcante legado de tua paixão

por este Brasil de todos nós. Agora, cabe-nos dizer que a saudade

é a felicidade que ficou.

Meu irmão! Descanse em paz, pois continuaremos lutando

pela causa e pelos teus ideais, para que possas, ainda que num

sussurro, nos dizer:

Confesso que vivi!

Meu irmão

Carlos Alberto Brilhante Ustra

Ao formalizar a minha solidariedade a família enlutada pela irreparável perda do

Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, denodado combatente do bom combate que

impediu que o Brasil se tornasse um país comunista, quero ressaltar o exemplar

cumprimento do dever para com a Pátria que o Ustra deixa como legado na memória

do Exército brasileiro.

Nas minhas orações pedindo a Deus que acolha no seu reino, a injuriada, mas

sempre digna alma desse denodado guerreiro, ao qual faltou apoio daqueles que, por

indeclinável dever de ofício deviam respaldá-lo, mais uma vez repito o que transmiti

ao Ustra em novembro de 2006: a assertiva do padre Antônio Vieira, na oportunidade

do sermão da terceira quarta-feira da Quaresma, na Capela Real, em 1669: Se servistes

à Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Em tempo, Joseíta, a sua velha companheira dos bancos escolares, minha

esposa, Maria Léa, associa-se a sua dor e envia-lhe um forte abraço, ao mesmo tempo

em que lhe cumprimenta por representar o paradigma da perfeita mulher de um soldado.

jorjagulha@uol.com.br

Se servistes à Pátria que vos foi ingrata,

vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma

Coronel Jorge Baptista Ribeiro

ABEMIFA

Às 14 horas de 14 de outubro, teve

lugar na sede da Associação Beneficente

dos Militares das Forças Armadas de

Belo Horizonte (ABEMIFA), uma cerimô-

nia em homenagem ao valoroso herói Cel

Carlos Alberto Brilhante Ustra, recém- falecido.

Presentes os Capitães Carlos

Roberto Duarte e José de Barros Filho,

Presidente e Vice-Presidente da Entidade, o Cel Reynaldo De Biasi Silva Rocha

e Cel Adalberto Guimarães Menezes, Pre- sidente e Vice-Presidente do Grupo In- confidência, reservistas João Armani e J.

Vieira, representando a AREB/BH, e mili- tares e civis que integraram-se ao justo

preito.

O Cel Menezes fez uso da palavra

destacando a coragem e o valor moral do

Cel Ustra, um verdadeiro mártir que sou- be resistir por anos à pressão dos gover- nos comunistas do PT, mesmo abando- nado pelos chefes militares da Ativa.

O Cap Barros prosseguiu lendo ini- cialmente uma declaração do homenage- ado, em que defendia-se dos ataques

adversários e frisava que nunca desejou

a proteção do Exército à sua pessoa, mas

queria sim que a Instituição, como res- ponsável maior pelo combate à subver- ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE DOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS DE BELO HORIZONTE CERIMÔNIA EM HOMENAGEM AO CORONEL USTRA são que buscava implantar no País o Comunismo, assumisse a responsabili- dade pelos atos praticados no período dos Governos Militares, e falasse em nome de todos os profissionais que, cum- prindo ordens, arriscaram suas vidas e morreram no cumprimento da heróica mis- são. A seguir, este orador leu um docu- mento confeccionado pelo Cel Menezes, provando que a subversão não surgiu como uma resposta à repressão dos DOI- COD, mas que foram atos terroristas leva- dos a efeito na década de 1960, a causa da promulgação do AI-5, que continha em seu bojo a contraposição à violência marxista. Citou, como exemplo, inúmeras ações terroristas perpretadas pelos co- munistas, elencando-as uma a uma. Encerrando a homenagem, o Cel Menezes ressaltou que a figura do Cel Ustra constitui-se em um farol a ser seguido pelos integrantes da Ativa e da Reserva do Exército, e um exemplo vigoroso da- queles que nunca permitirão que a ideo- logia comunista domine nosso Brasil. Finalizando a cerimônia, foi dado um grito de guerra: VIVA O BRASIL e cantado com entusiasmo e muita vibra- ção o Hino Nacional Brasileiro!

Coronel

Brilhante Ustra

é Brilhante no nome

e na ação.

Enfrentou terroristas

e calabares

Rena to

Brilhante Ustra

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No 220 – Novembro/2015 15

Somos uma Nação multirracial, ín- dole pacífica , sem ambições de conquis- tas ou de poder fora de nossas

fronteiras.O país passou por sucessivos

períodos em que responsáveis pela Re- pública exerceram governos fortes, vigilantes, em defesa do povo e da

Pátria.Coube ao Estado, por intermédio

de seus representantes, cumprir a difícil

missão de resistir e dar combate àqueles

que, travestidos de idealistas, pretendi- am uma insurreição visando lograr a es- cravidão dos brasileiros. Dentre os inú-

meros defensores da honra e da vida dos

cidadãos, encontramos um soldado, te- mente a Deus, Carlos Alberto Brilhante

Ustra, coronel do invícto Exército Brasileiro, que em sua desprendida coragem

jurada na Academia Militar das Agulhas

Negras, orientando e liderando servido- res assalariados pelo povo trabalhador,

logrou barrar a investida de armados

profanadores da ordem e da segurança da

sociedade, sistematizando ações de

enfrentamento que se tornou modelo no

território brasileiro e em outros países

sul-americanos, vítimas da sanha ideoló-

gica e sangrenta.

Apaziguada a Nação, pela Lei da

CORONEL USTRA

Recebido pelo Senhor dos Exércitos

* Ney de Araripe Sucupira

Anistia, Ustra, bravo soldado de Caxias,

desfrutou de merecida vida retirada do

serviço ativo, ao lado da sua família.O

indormido e brilhante comandante, reco- nhecido por uma legião de brasileiros,

inclusive pelo seu calado Exército, pois,

se não fosse missionário na tarefa

hercúlea de dissuadir a aventura de cida- dãos de impróprias insanidades de vio- lência, agentes da destruição do

patrimônio moral e material, teríamos a

mancha de infindável história de um conflito fratricida com milhares de mortos

que macularam países vizinhos.

A história, isenta de ódios e pai- xões, deverá fazer justiça e entender que

o Cel USTRA, na conjuntura do seu tempo, foi o artífice que salvou milhares de

brasileiros de se entorpecerem e perde- rem suas preciosas vidas, sustando-os

da aventura política e anticristã, diante

da defesa dos postulados da segurança

constitucional da nação,lamantando os

que pereceram no clima de confrontos.

Resta o conforto e a certeza de que o

Senhor dos Exércitos acolherá o soldado

que cumpriu os deveres para com a sua

Pátria.

* Advogado

Bem aventurado o homem que suporta,

com perseverança, a provação.Thiago I -12.

Morreu um herói que merece a

nossa continência, devidamente perfilados, pelo seus feitos contra a canalha

comunista em defesa da liberdade

que todo o Povo brasileiro hoje desfruta.

Lutou o bom combate em tempos

de guerra e de paz.

Ao analisar a sua trajetória, tor- na-se difícil encontrar palavras para

traduzir a dimensão de sua figura

como Homem nos diferentes papéis

que viveu. Como chefe de família

exemplar ao lado de D.Joseita, sua

fiel companheira de todas as ho- ras, guerreira impar; como cidadão leal a sua Pátria e como guer- reiro de grande coragem moral e física ao enfrentar terroristas,

tresloucados ideológicos, iniciado- res de uma guerra fratricida.

 MORRE UM HERÓI

(por General de Brigada Marco Antonio Felício da Silva)

Por sua tenacidade e sucesso, foi perseguido e vilipendiado de todas as formas por seus algozes que não perdoaram a sua serenidade, a sua pertinácia e a robustez de sua verdade ao enfrentá-los. A todos derrotou, tornando- se um ícone para os seus camara- das, amigos e irmãos de escolha. Aos que o abandonaram em ho- ras difíceis, ferido no campo de ba- talha, e que gozam da liberdade pela qual lutou, o nosso eterno desprezo. Que o bom Deus o acolha em seus braços, enviando-o para o para- íso dos guerreiros, recebido pelos arti- lheiros que o antecederam com uma salva da Artilharia Revolver Celestial. Saibam todos que os seus cama- radas, amigos e irmãos de escolha lamentam profundamente a sua partida e não deixam de afirmar que se orgu- lham de tê-lo como um exemplo a seguir, cultuando os mesmos valo- res e ideais.

MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO

CMS – 3a DE

(3a E 4a Bda Estrt/1908)

“DIVISÃO ENCOURAÇADA”

O Comandante da 3a Divisão de Exército “Divisão Encouraçada”

tem a satisfação de convidar V. Sa. para solenidade militar em homena- gem póstuma ao Cel. Brilhante Ustra.

Data: 26 de outubro de 2015 (segunda-feira)

Local: Pátio de Formaturas da 6a Bda Inf Bd.

Uniforme/Traje: Militares: 4o A1

Civis: esporte

Santa Maria, RS, 23 de outubro de 2015

SOLENIDADE IN MEMORIAN

Coronel Frederico Guido Bieri

A cerimônia, no pátio de formaturas do Comando da 6a

Brigada de Infantaria Blindada, constou de: Recebimento de auto- ridades militares: l Canto da Canção do Exército l Leitura do

Curriculum Vitae do Cel Ustra l Palavras do General de Divisão

José Carlos Cardoso, Comandante da 3a Divisão de Exército l

Toque de Silêncio l Convite para a Reserva abrir o desfile l Desfile

da tropa representativa da 3a DE.

Estiveram presentes militares da Ativa e da Reserva e familiares (inclusive sua irmã Glaucia) do Cel Ustra, residentes em Santa

Maria. O General Cardoso

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No 220 – Novembro/2015 16

Um pouco sobre o falecimento do nosso amigo Ustra. Infelizmente quando ela

me avisou, recentemente, o tempo foi curto para encontra-lo com vida. As solenidades programadas pelo Comandante do Exército, Gen Villas Bôas foram todas de

reconhecimento aos trabalhos prestados pelo Ustra, ao nosso Exército e à Pátria.

O velório muito concorrido com a presença de muitos generais fardados, coronéis

e outros militares e civis. Os comandantes de área enviaram coroas de flores

enaltecendo as suas qualidades e a dedicação na defesa da Brasil contra o

comunismo. O pessoal da velha guarda estava muito radiante pelo tratamento do

Exército para com o Ustra e a família. O corpo foi cremado com o presença dos

familiares e amigos próximos. Foi emocionante.

Faleceu nesta madrugada, em

Brasília, o coronel CARLOS ALBERTO

BRILHANTE USTRA. Foi comandante

do DOI/ II Exército, vítima de acusações

infundadas por parte dos governos do

PT, que falsamente o acusaram e proces- saram como torturador de presos políti- cos durante os governos militares. As

razões sabidamente injustas dessas acu- sações podem ser entendidas por instru-

ções que os presos recebiam dos coman- dos comunistas para declararem que ha- viam sido torturados, mesmo que tives- sem sido bem tratados o que, de fato,

aconteceu, no comando de USTRA . É

sabido que MÁRIO LAGO, um ator

engajado, assim procedia, incentivando

Militares de ontem e de hoje home- nageiam o Cel Ustra, arquiteto da derrota

da guerrilha urbana comunista ocorrida

em São Paulo, nos prósperos e honestos

tempos dos Governos Militares.

Por isso, foi perseguido e caluniado pelos derrotados, depois da decreta-

ção da Lei da Anistia.

Em seu velório, após a missa de

c o r p o p re se nte, além d o bel o e

comovente discurso do Gen Paulo Cha- gas, o Cel Ustra foi homenageado e

O CUMPRIMENTO DO DEVER

Coronel Rodolpho Hegendorn Donner

falsas delações de torturas. Relatos posteriores de presos eximiram-no das acu- sações que falsamente armaram contra

ele. Sofreram muito, muito mesmo, USTRA

e sua família, moralmente e em gastos com

sucessivos processos, histórico que hoje

se presta com clareza para desmoralizar

ainda mais os políticos que falsamente o

acusaram, os mesmos que estão levando

o país à falência. Agora na eterna paz,

respeitado por quem o conheceu, tanto

no exercício profissional quanto por lidar

bravamente contra falsas acusações, leva

enorme reconhecimento público por mé-

rito extraordinário. Suficiente aos soldados de brio, para quem basta apenas o

cumprimento do dever.

NOSSO AMIGO USTRA

Coronel Mayrseu Cople Bahia

VELÓRIO DO CORONEL USTRA

Coronel Juvencio Saldanha Lemos

honrado OFICIAL E FORMALMENTE,

pelo Exército Brasileiro, com a presen-

ça maciça de comandantes militares,

inclusive do Comandante Militar do

Planalto, que comandou pessoalmente

as honras militares (toque de silêncio e

entrega da Bandeira Nacional à viúva

do Cel Ustra).

Em tempo: o comandante do Exér- cito não se encontrava em Brasília. Es- tava em visita à AMAN e outras Escolas

do Exército.

Autor: · USTRA,

CARLOS ALBERTO BRILHANTE

10a Edição / 2014

619 Páginas

Pode ser adquirido pelo

E-mail: averdadesufocada@terra.com.br

Telefone: (61) 3468-6576

E em todas as livrarias Cultura

Cel. Carlos Alberto

Brilhante Ustra

ARMAS EM FUNERAL

CARLOS ALBERTO

BRILHANTE USTRA

H 28.07.1932 V 15.10.2015

Nascido em Santa Maria/RS, faleceu aos 83anos em Brasília,

onde residia.

Fez o curso Primário e Ginasial no Colégio Marista de Santa Maria e em março

de 1949, após prestar concurso público, ingressou no 1o ano da Escola Preparatória

de Cadetes, em Porto Alegre.

No início de 1952, foi matriculado na AMAN /Academia Militar das Agulhas

Negras, sendo declarado Aspirante a Oficial na Arma de Artilharia em 8 de maio de

1954, e classificado no tradicional Regimento Mallet, sediado na sua terra natal.

Como tenente, cursou a Escola de Defesa Anti-Aérea, tendo sido nomeado

instrutor. Posteriormente, cursou a EsAO/Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e a

ECEME/Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, sendo designado para servir

em São Paulo, no Comando do II Exército.

Comandou o DOI-CODI/II Exército de 1969 a 1973, quando foi nomeado instrutor

da EsNI/Escola Nacional de Informações, em Brasília. Foi convidado para servir no

gabinete do Ministro do Exército, onde permaneceu até 1977, sendo designado

Comandante do 16o Grupo de Artilharia de Campanha, em São Leopoldo/RS. Exerceu

as funções de Adido militar, junto à Embaixada do Brasil, na República Oriental do

Uruguai.

Ao retornar, foi classificado na 2a Sub-Chefia do EME-Estado-Maior do Exér- cito, onde encerrou a sua brilhante carreira, sendo transferido para a Reserva.

Deixa a esposa Joseita Brilhante Ustra, as filhas Patrícia e Renata, o neto João

Carlos, assim como os irmãos Glaucia e Renato, aos quais, em nome do Inconfidência

e de todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele, apresentamos os

nossos sentimentos e condolências. Que Santa Bárbara o acompanhe e que Deus

o tenha. Assim seja!

A VERDADE SUFOCADA

HISTORIA QUE A ESQUERDA

NAO QUER QUE O BRASIL CONHEÇA

Faleceu em Brasília, onde residia, o Coronel do Exército Carlos Alberto

Brilhante Ustra figura polêmica, revenciado como Herói nacional por grande

parcela da sociedade e demonizado por militantes da esquerda subversiva

pela maneira enérgica como reprimiu o terrorismo e as células comunistas

durante o período dos governos militares. Autor de livro sobre sua atuação,

onde repudiava as calúnias e infâmias de seus detratores, Brilhante Ustra foi

ferozmente perseguido por Comissões e entidades civis revanchistas que

procuravam, manchando-lhe a farda, atingir todo o Exército. Inabalável,

convicto da correção de seu procedimento e que apenas cumpriu o dever, a

História, por certo lhe fará justiça.

(Publicado na Revista Acadêmica – Órgão Oficial da Academia Brasileira de Estudos e

Pesquisas Literárias – no 37 de novembro/dezembro de 2015)

CEL. CARLOS ALBERTO

V BRILHANTE USTRA

Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da

agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se

oporem à agitadores e terroristas de armas na mão, para que a

Nação não fosse levada à anarquia.

Brasília, 31 de março de 1981

General-de-Exército Walter Pires de Carvalho e Albuquerque

Ministro do Exército

HONRA MILITAR

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https://accounts.google.com/o/oauth2/postmessageRelay?parent=https%3A%2F%2Fdocs.google.com#rpctoken=1260379531&forcesecure=1https://clients6.google.com/static/proxy.html?jsh=m%3B%2F_%2Fscs%2Fapps-static%2F_%2Fjs%2Fk%3Doz.gapi.pt_BR.XvT89PQ_0mQ.O%2Fm%3D__features__%2Fam%3DEQ%2Frt%3Dj%2Fd%3D1%2Ft%3Dzcms%2Frs%3DAGLTcCMaKkAFuqV0Mvdj6Z4LLppvhq-rdg#parent=https%3A%2F%2Fdocs.google.com&rpctoken=201657655

Exibindo exaltacaoaocelustra.pdf…
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Sobre liciomaciel

Velejador
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2 respostas a MORREU UM HERÓI – CORONEL USTRA

  1. William Vilanova diz:

    Só Uma pergunta, se ele não cometeu crimes ou ilegalidades, pq aceitou a anistia? do que foi anistiado?

    pense nisto, quem não deve , não aceita anistia , aceitá-la , implica em que você cometeu algo ilegal e criminoso, pois ele mesmo alegou ter sido anistiado, e portanto não responderia, que coisa não? nem vocês acreditam nesta história de que “Não houve Tortura”, vejam as fotos que foram encontradas no DOPS, são públicas, e estão a disposição de todos,

  2. Uma pessoa que partiu, mas deixou um grande legado. Que é a nossa genuína democracia, pq se ñ fosse sua brilhante atuação hj as coisa estaria muito pior.

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