CIVILIZAÇÃO DE DECRÉPITOS

…o homem terminará por ser “caixa dóculos”, franzino e assexuado…

SOLDAD~19

PITBUL

A DIETA DO GUERREIRO

COMA COMO QUEIRA MAS TENHA O FÍSICO DE UM GUERREIRO

Assuntos mais polêmicos, teorias e idéias mais radicais, diferentes do que se ensinam nas academias, escolas e academias dos dias de hoje. Coisas que quase ninguém ouviu falar, seja porque caíram no esquecimento, em razão do que eu chamo de “conspiração das academias” (assunto que já abordei no canal de vídeo do TP no Youtube), ou simplesmente pela ignorância de quem devia estar ensinando direito, em vez de repetir os textos da faculdade como um papagaio. Dentro desse grupo de assuntos, alguns eu já coloquei por aqui, como o caso do Winstrol, que a muito tempo eu estava querendo publicar, e outros ainda esperam a hora certa, a inspiração, para que eu escreva com o tratamento que o assunto merece. Nesses dias, essa inspiração para um deles apareceu. Na verdade, uma soma de fatores contribuiu para fazer com a minha cabeça despertasse para relembrar uma pesquisa antiga.

O primeiro deles aconteceu em Recife, em uma viagem que fiz por lá na semana retrasada. Alguns amigos me levaram a um museu particular, chamado Instituto Ricardo Brennandhttp://www.institutoricardobrennand.org.br – esse senhor é dono, simplesmente, da segunda maior coleção de armamentos medievais do mundo. Só isso. Então resolveu construir um castelo, e expor a sua coleção, que é fantástica. E se o leitor gostar, como eu gosto, de armas e armaduras medievais, vale a visita.

O segundo fator inspirador veio do cinema, mais especificamente do filme 300,  que relata a história de uma das batalhas mais ferozes já travada pelos homens. E contada, brilhantemente, no livro Portões de Fogo, de Steven Pressfield. Alem disso, o filme está totalmente baseado na história-em-quadrinhos (outra paixão que tenho) de Frank Miller, com o mesmo nome, 300.

Juntem essas duas razões, e a vontade de dar uma sacudida na minha rotina com alguma dieta ou método novo de treino, e pronto, lá vou eu escarafunchando minha mente doente em busca de um dos assuntos mais interessantes que já li, voltado para o bodybuilding.

Antes de começar, é bom que todos tentem responder a seguinte pergunta. Porque resolvi levantar pesos? Seja honesto consigo mesmo, e pense com calma. Posso apostar 50 potes de Whey Protein como a grande maioria dos leitores vai citar duas razões: mulher e tamanho. No caso da primeira razão, a vontade de impressionar a gata na rua, e na segunda, a vontade de intimidar, de saber que os outros te respeitam, que qualquer um vai pensar algumas vezes antes de te aborrecer. Verdade o não é ? A sensação de um físico mais desenvolvido deve ser parecida com aquela que a turma das antigas sentia ao vestirem uma armadura. Uma sensação de proteção, de imponência, e até mesmo de arrogância.

Agora que deixamos isso bem claro, vamos tratar de falar sobre o que se trata esse artigo. Na verdade, a dieta que vou apresentar ao leitor do Treino Pesado tem muito mais a ver com os conceitos filosóficos que originaram a idéia, do que no método em si. E por isso mesmo é interessante. Como escrevi acima, a inspiração veio quase toda de coisas relacionadas a guerreiros, a batalhas. E antes que alguma alma infeliz diga que estou plagiando algum autor, já adianto que os conceitos não são meus, e sim de um maluco chamado Ori Hofmekler. Esse cara foi editor durante anos, da parte da revista americana Penthouse que era voltada para saúde e bem estar dos seus leitores.

Lá por 1997 ou 1998, um amigo me emprestou um livro chamado The Warrior Diet (para você que não ouviu os conselhos da sua mãe, e não fez um curso de inglês, a tradução desse título é A Dieta do Guerreiro). O autor era esse Hofmekler, e logo que comecei a ler não consegui parar. Os conceitos por trás da idéia aparentemente maluca mostravam uma lógica, no mínimo, curiosa. E fizeram com que eu lembrasse de um grande professor do curso de Educação Física que tinha teorias semelhantes ao autor do livro. Para esse professor, não temos grandes diferenças para nossos ancestrais, os cro-magnons e australopitecus do passado. A estrutura básica ainda é a mesma, os mesmos músculos, mesmos órgãos, mesmo esqueleto. A diferença é que hoje somos atrofiados. Não andamos a pé, não caçamos, e até pra ligar e desligar a tv já não levantamos a bunda do sofá, usamos o controle remoto. Mas a estrutura do predador carnívoro está toda aqui, só que como não é utilizada, origina várias das doenças consideradas modernas, e que ninguém ouvia falar a dez, vinte, trinta anos atrás, como pressão alta, colesterol, diabetes, osteoporose, para citar só algumas. Para esse professor, a máquina enferrujada, que é o nosso corpo, sem o desgaste de energia que foi destinada a ter, começa a apresentar defeitos, que se traduzem nessas doenças. Infelizmente para os vegetarianos, para o pessoal do zen-qualquer coisa, precisamos do estresse, dos desafios, do contrário é morte lenta. E quando comecei a ler o Warrior Diet, dei de cara com princípios bem semelhantes. E como já falei, são esses princípios que tornam toda a idéia algo que vale a pena ser estudado, mesmo porque diferem de qualquer outra dieta que algum dos leitores do TP já tenha ouvido falar. Que tal não precisar mais contar calorias ? Poder comer de tudo, seja carboidrato, seja proteína, seja gordura ? E ainda perder tecido adiposo enquanto ganha massa magra ? Parece milagre, e a idéia é tentadora até para que acreditemos nela, só que tem uma cota de sacrifício, claro.

Segundo Hofmekler, os princípios do seu método são consequência de anos de estudo, envolvendo antropologia, biologia e história, principalmente história militar. E aqui é que a coisa começa a ficar bem interessante.

Parem para pensar no modo de vida dos guerreiros antigos, sejam os cavaleiros medievais, sejam os samurais, os mongóis, os espartanos, enfim, qualquer um desses, que na verdade era um membro de uma elite temida e respeitada, a base de qualquer império que precisasse sobreviver, afinal “quem tem as lanças tem o poder“, diziam os filósofos europeus da Idade Média. Esse pessoal, além do extenso e intenso treinamento, aprendiam a seguir uma ferramenta essencial para a sua sobrevivência, o instinto. Segundo o livro, os guerreiros se alimentavam com apenas dois objetivos: saciedade e energia. E as dietas de hoje fogem disso, já que controlam nosso organismo. Nada de liberdade para escolher o que, como e quando comer. Você deve controlar tudo, os horários de comer, as quantidades, as porções dos nutrientes. E assim, as dietas tornam-se mais um meio de “domesticar” o predador que temos no nosso interior. Mais regras no dia-a-dia para serem seguidas, o que, para Hofmekler, adormecem o instinto natural que possuímos. Seja qual for a metodologia escolhida, a dieta Atkins, a Metabólica, Cetogênica, do Grupo Sanguíneo, qualquer uma, todas tem em comum um ponto: o controle. Na Warrior Diet, o autor acredita que nosso corpo sabe, naturalmente, o que deve comer, e em qual parte do dia, e para isso deve-se aprender a ficar em jejum (tava achando que era moleza a dieta…), e coisas interessantes passam a acontecer nos momentos em que a pessoa fica nesse estado, incluindo a manipulação hormonal de GH, Testosterona e Cortisol (ah, agora se interessou né…).

Já estamos cansados de saber que a atividade física pela manhã, em jejum, estimula muito mais a perda de gordura do que se comermos antes. O método da Warrior Diet promete disparar a fabricação de hormônios e enzimas que aceleram a queima de tecido adiposo, durante cerca de 8 horas do nosso dia. A única dieta capaz de igualar esse feito é a Cetogênica, popularizada pelo falecido Dan Duchaine. Mas a grande diferença é que o método de Duchaine pode ser altamente estressante, já que se baseia em privações e falta de liberdade na escolha dos nutrientes, ao contrário da Warrior. O diferencial é que a dieta se baseia em um princípio, atenção nisso, de uma refeição por dia. Pronto, agora o amigo leitor desiste de acompanhar o site “esse Fred destrambelhou de vez” vai pensar… calma amigo, ainda vai piorar… essa refeição dever ser feita a noite, mesmo que seja logo antes de dormir. “É, não tem jeito, o Fred pirou mesmo“. Calma, calma, vamos seguir em frente, porque vou começar a explicar a conceito, a filosofia por trás dessa loucura, e pode acreditar, existe um sentido nela. Mas mantenha a cabeça fria, e vá lendo com calma, porque a coisa é bem revolucionária.

Lá em cima, no começo do texto, eu citei as similaridades entre alguns pontos da dieta, e os ensinamentos de um grande professor. O livro de Hofmekler bate muito na coisa de termos nos tornado uma civilização adormecida. Ele alega, e com lógica, que nossas mudanças físicas foram muito poucas em comparação aos nossos antepassados de milhões de anos atrás. Só que nos dias de hoje, vivemos em cidades com gente demais, e para controlar todo esse pessoal, são necessárias regras. E o efeito colateral desse processo é que nossos instintos mais primitivos são apagados, esquecidos. E desses, dois são básicos: sobreviver e procriar, que ao serem diminuídos, tornam as pessoas mansas, controláveis. Viajando mais um pouco na idéia, podemos reparar que todas as culturas ensinam os mesmo conceitos básicos, o que é bom, o que é mau, e como devemos nos comportar no nosso dia-a-dia. Mas dentro dessa cultura, as pessoas mais perigosas, mais temidas, são justamente as que conseguem se expressar com independência, exercendo o que diz seu instinto. O cara que quer pular em cima da boazuda que anda na rua. Aquele que fala o que vem a cabeça, ou responde, imediatamente, a uma agressão. Claro, que não falo de tudo isso de uma vez, mas quantos de nós, vez ou outra, não nos expressamos desse modo ? E porque paramos ? O freio da cultura da repressão, ou da civilização, como preferirem. E se você agir desse modo, a maioria das pessoas vai recriminá-lo. O sujeito furou a fila na sua frente, e você, prontamente, dá-lhe uma mãozada. Que absurdo vão dizer, que cara grosso, só porque um mal-educado passou a frente dele. E isso acontece, não pelo ato violento em si, mas porque você ousou romper com amarras, e as pessoas não gostam disso.

Em qual o esporte podemos pensar em instinto, puro e simples ? Todos procuram um objetivo. Você precisa correr ou nadar mais rápido, saltar mais alto, bater mais forte, senão o adversário vai te ultrapassar. Na musculação é diferente. Você é sempre o seu rival. Você sozinho. E além disso, em qual esporte você “veste” o que faz ? Musculação de novo. Quando as pessoas olham para um sujeito com 45 cm de braço, com trapézios pulando acima dos ombros, ou a gata com os glúteos e quadríceps travados, o que comentam ? Que você joga futebol, volley ou peteca ? Claro que não, sabem que você levanta pesos. E isso remonta ao ideal grego e romano de saúde e forçao que é belo é bom, e o que é bom é forte“.

Já dá para perceber a ligação do nosso esporte favorito com as atitudes dos guerreiros antigos?

Com toda essa viagem, Hofmekler conclui que os ironlifty, powerlifters e lutadores são o que temos mais próximo do que ele chama de modern warriors, ou guerreiros modernos. Ori Hofmekler alega que a junção do treino pesado e intenso, com a dieta que defende, é capaz de disparar esses instintos adormecidos, sem a necessidade de ter que ser treinado como um soldado no exército, ou entrar em um ringue de vale-tudo para espancar o seu oponente, ou ser espancado, é claro. O lance é combinar os exercícios, a nova rotina de alimentação, e a suplementação correta. Voltando a questão de culturas do passado, e nem tão antigas assim, sabemos que para que um homem fosse considerado um cavalheiro, além da boa educação, era necessário que soubesse manejar uma espada, ou uma pistola. Se sua honra fosse atacada, sua esposa ou filha ofendidas, você tinha o direito de chamar o ofensor para um duelo. Todos tinham que estar prontos para uma situação assim. E para isso, era óbvio que treinavam. Nada de leis, advogados, polícia. Mexeram com sua mãe, com sua esposa ? Sem problemas, pode chamar o sujeito para um duelo, e depois de furá-lo com a espada, volte para casa com sua honra limpa. Nada de processos na delegacia. Consequência disso? Os malas pensavam algumas vezes antes de sair ofendendo um cavalheiro.

Obviamente vivemos outros tempos hoje, e esses costumes já foram esquecidos. Ninguém mais tem interesse em estar pronto para defender sua honra, em qualquer momento. A não ser a classe de atletas que foram citadas anteriormente. Ofender a esposa de um sujeito com 100 kgs e 50 de braço, ou mexer com a mãe de um praticante de vale-tudo, não deverá acabar em boa coisa para o infeliz autor da atitude irresponsável. Hofmekler ficou obcecado com as culturas guerreiras da antiguidade, e cita várias comparações em seu livro. Por exemplo, os Egípcios e os Minoanos. Os primeiros foram conhecidos pela riqueza de sua cultura, suas pinturas, estátuas e monumentos. Mas com exceção dos faraós, o povo era composto de homens flácidos e magros, e até com um aspecto afeminado, o que já gerou dúvidas sobre a qual seria o verdadeiro sexo dos faraós, que talvez fossem mulheres, e não homens. Já os Minoanos, que foram ancestrais dos gregos, evoluíram para outro aspecto físico, com corpos mais fortes e definidos, e eram conhecidos pelas horas de práticas no combate corpo-a-corpo e com armas. Mas além disso, outro detalhe diferencia essas civilizações: o uso de grãos nas refeições, especialmente o trigo. As refeições egípcias eram todas à base de cereais, enquanto os minoanos se dedicavam a criação de ovelhas, porque gostavam de carne. Egípcios comiam pães e massas, e os ancestrais dos atenienses e espartanos comiam carne e azeites. Com isso, o autor começa a traçar diferenças relacionadas ao que se comia antigamente.

Outra civilização que chama a atenção são os árabes. Embora se fale muito em gregos, cavaleiros medievais, alguém pode ter alguma dúvida da ferocidade e habilidade dos filhos de Alá em combate ? Durante séculos deram enorme trabalho aos ingleses pela posse das terras do Oriente Médio, e para muitos historiadores modernos, as Cruzadas nunca foram vencidas pelos ocidentais, e sim por eles, os árabes. E mesmo hoje em dia, com a invasão dos americanos aos países do Oriente Médio, temos uma clara mostra do que significa “raça” e “honra” para esse pessoal. O pessoal do Tio Sam, com toda a parafernália tecnológica, não consegue intimidar a turma de lá. Maomé, e seus seguidores, seguiam um hábito antigo, de seus ancestrais, e permaneciam em jejum durante todo o dia, deixando a noite para suas refeições. Acreditavam que assim mantinham seus espíritos sempre em alerta, prontos para uma briga, caso necessário. E podiam ficar em combate durante horas, sob o sol quente. Dando um salto até os dias atuais, Hofmekler estudou profundamente o modo de treino e alimentação dos Navy Seals, unidade da marinha americana conhecida pelo alto grau de eficiência. Notou que a pratica árabe do jejum é usada por todos, e que apenas fazem as refeições a noite. Médicos constataram que isso faz com que as reservas de glicogênio permaneçam abastecidas, e que aconteçam vários picos de testosterona e gh durante os exercícios, que acontecem durante o dia.

Um comparativo entre pessoas normais mostrou que podemos estocar de 200 a 300 calorias na forma de glicogênio, enquanto os soldados que participaram do estudo, apresentavam um estoque de mais de 2.000 calorias na forma de glicogênio muscular, e alguns chegaram a marca de 5.000 ! A teoria dos médicos envolvidos no trabalho, é que na medida que seu organismo vai se acostumando a longos períodos sem refeições, a sensibilidade à insulina e a facilidade na absorção de proteínas aumentam em mais de 30%, no momento em que se ingerem os alimentos, à noite. Isso significa que, após o período de jejum durante o dia, a comida a ser ingerida a noite, desde que rica em proteínas, pode ser muito melhor metabolizada pelo nosso corpo. Você pode comer menos, e absorver a proteína com mais eficiência. Traduzindo, mais massa muscular e menos gordura.

Não falei que a coisa ia começar a ficar interessante ?

Na Dieta do Guerreiro, o grande tempo de estomago vazio também pode ser benéfico para o uso de alguns suplementos, como a glutamina, por exemplo. A ingestão de 3 a 5 gramas, em jejum, pode causar um pico de GH de 30 a 50 % em menos de uma hora. Como na dieta você ficará em jejum por mais de 10 horas, pense em quantos picos na produção do seu GH poderá conseguir com ingestões regulares de glutamina por dia. Sem contar o acúmulo de ácido lático, que se persistir por um longo período, também eleva os pulsos de GH. Mas esse período em longo jejum vai levantar um problema. O cortisol. Sabemos que horas sem comida podem levar a picos desse hormônio, que é altamente catabolizante. E a saída para isso será a ingestão de vitamina C durante todo o dia, o que, aliás, deverá ser feito independente da dieta escolhida.

Mas se falamos tanto em instinto, não seria uma contradição pensar que isso deveria nos levar a comer toda a hora, e não apenas a noite ? Para Hofmekler, após 15 dias seguindo a dieta, perdemos a fome durante o dia, e passamos a ser dominados pelo instinto natural de comer apenas a noite. E isso vai acontecer por que esse é nosso impulso natural, e não porque está escrito em um manual de dietas. Essa é a razão da grande dificuldade em pararmos de comer a noite, porque é para isso que nosso organismo foi programado, desde que passamos a andar sobre duas pernas há milênios.

Isso me levou a pensar em uma reportagem que vi sobre felinos predadores. Esses animais só caçam e comem quando tem fome, ao contrário de nós, humanos, que podemos comer o tempo todo. Quando essas feras são capturadas, ou criados em cativeiro, passam a ter fome o tempo todo, ficando com o organismo totalmente desregulado pela falta do instinto natural. Deixaram a classe de predadores para virarem presas. Halfmekler acredita que somos do mesmo jeito. Em tempos passados, quando vivíamos em alerta, ocupados em estarmos prontos para defender nossa família ou território, nossa mente trabalhava no máximo, nossos instintos todos em alerta, os níveis hormonais no alto, nós caçávamos e sobrevivíamos, éramos fortes e definidos, e a noite, após a tranquilidade de que tudo estava certo, relaxávamos e comíamos. A dieta é baseada na idéia de que precisamos estar sempre em alerta. E que quando chegar a hora de sentar e comer, ainda nesse momento, você mantém seus instintos acordados, sem precisar fazer força para isso.

Outro exemplo interessante do livro, e que também chamou minha atenção em razão de usar a raça de cachorros que crio. Pitbulls, cães de 25 a 45 kgs, mas muito mais fortes de que raças com o dobro disso. Nada de gordura, só músculos. Crie esse cães em um área em que possam se mexer a vontade, se exercitar, e deixe a vasilha da ração sempre cheia. Eles só comerão uma vez, e provavelmente a noite.

E agora, estudando a civilização romana, nos áureos tempos de Júlio César, vamos constatar uma das máquinas de guerra mais perfeitas que já existiu. Legionários famosos pelas táticas e disciplinas em combate. Adivinhem quantas vezes por dia esse pessoal comia. Uma, e a noite. E o curioso é que, quando chegou o período decadente, quando já quase não havia mais nada a conquistar, os romanos passaram ao hábito de 3 refeições por dia. Seus conquistados se revoltaram, tomaram o que perderam de volta, recuperaram a liberdade, e os romanos, agora gordinhos, viraram história. Comeram demais, e passaram de predadores a presas.

*Fred Azevedo (referência)

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Uma resposta a CIVILIZAÇÃO DE DECRÉPITOS

  1. Percebo, observando a mim mesmo, também vivencia em indústrias de grade porte ouvindo relatos de operários, relatos científicos, que um almoço abundante reduz durante um tempo considerável a volição, faculdades psíquicas e inclusive surgindo letargia física. Excelente artigo que está me levando a diminuir as quantidades em lanches e refeição durante o dia, pois que já a um bom tempo aqui em casa só fazemos uma refeição diária. Penso que seria o caso de levar tal tipo de prática -salutar- no meio militar brasileiro, pelo menos às forças especiais.

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