PAISANO SÓ FEZ MERDA DEPOIS DE 85

A CRISE DAS CRISES

fAMILIAbURLESCA4

sexta-feira, 31 de julho de 2015

A Crise das Crises

Há crises e crises. Geralmente, quando se fala em crise, imediatamente nos vem a mente a ideia de que ela é econômica. Invariavelmente, este é o seu esteriótipo: aumento do desemprego, aumento da inflação, queda da produção industrial, queda do crescimento do PIB, queda do valor da moeda e inúmeros pedidos de falência. Eis a crise.
Ocorre que o conceito de crise não fica restrito apenas ao aspecto econômico de uma sociedade ou país. Não obstante, qualquer aspecto da vida de um povo pode ser levado a uma situação de colapso, que pode pôr em jogo não apenas sua economia, mas sua própria existência.
O Brasil vive hoje um momento de crise. Não há como negá-la. Mas não é uma crise comum. Ela se estende para além da economia e atinge campos como a cultura, religião, educação, segurança, política e outros. Para que fosse perfeita, bastaria termos uma crise institucional que, ainda, não aconteceu (ou pelo menos não se manifestou).
Culturalmente, somos um país esfacelado. A substituição da alta cultura pela popular fez, com que o cenário intelectual artístico brasileiro se tornasse nada menos que medíocre. A elevação de manifestações populares de valor nulo aos patamares de nossos grandes artistas de outrora é o sintoma mais visível do mergulho ao fundo do poço no qual estamos. Hoje, qualquer pessoa que consiga fazer uma rima  ou escrever corretamente um parágrafo é catapultada à condição de gênio criativo. O mesmo acontece nas artes cênicas e plásticas. Crianças em danças sensuais, homens e mulheres seminuas ao som do funk sendo promovidos em rede nacional e o baixíssimo valor cultural de nossas telenovelas nos dão a dimensão de como estamos deteriorados.
No que tange à religião, nota-se um ataque implacável ao Cristianismo. Estes advém prioritariamente da produção televisiva, notadamente de telenovelas. Após levarem o catolicismo ao descrédito, as armas agora se voltam aos chamados evangélicos. Em contrapartida, há uma verdadeira campanha para a promoção da corrente espiritualista e espírita. Isso não é por acaso. Destruir as crenças religiosas de uma sociedade e substituí-las por outras é condição primordial para que se possa corrompê-la a ponto de se construir, sobre suas ruínas, uma nova realidade.
O sistema educacional brasileiro resume-se a uma única palavra: falido. Do nível primário ao superior, a educação brasileira especializou-se apenas em formar militantes. A pesquisa científica é pífia e a compreensão da língua pelos estudantes em todos os níveis é sofrível. O aluno aprende muita luta de classe, sexo, discriminação, ideologia política enfim, um sem número de “disciplinas” completamente inúteis. O resultado é o desempenho ridículo que temos nas avaliações internacionais. O fim da autoridade do professor em sala de aula (semente construtivista plantada por eles próprios) e a “pedagogia do amor”, onde o aluno não pode ser reprovado, completam as reformas que tornaram o sistema de ensino do Brasil um dos piores do mundo.
Com a segurança, não acontece diferente. Uma legislação branda combinada com a ilusão progressista de que “cadeia ressocializa” transformaram o país em um campo de guerra. O discurso idiota da esquerda, que torna o criminoso uma vítima da sociedade, literalmente sitiou o cidadão comum. As forças policiais, além de mal remuneradas, são colocadas como vilãs do processo, mesmo quando arriscam suas vidas pelas nossas. Virou lugar-comum sair pela cidade e encontrar residências gradeadas, muradas e até com concertina, material usado tipicamente em presídios. A população é prisioneira em sua própria casa e, para completar, o governo retirou-lhe o direito à defesa por intermédio da posse de armas. A certeza da impunidade e a garantia de que a vítima estará indefesa tornaram o crime cada vez mais compensador.
Na área política a crise também é grave. A compra do Poder Legislativo pelo Executivo (mensalão) foi o maior atentado à democracia que já se praticou na História do Brasil. Sua importância, porém, é minimizada; é tratada apenas como mais um ato de corrupção, mas não é. Os escândalos envolvendo a Petrobrás, Correios e, muito provavelmente, o BNDES são motivos muito mais que suficientes para o impedimento da presidente. Collor caiu por muitíssimo menos. Como arremate, temos o Poder Judiciário extrapolando flagrantemente suas atribuições ao se tornar, de fato, legislador. Inúmeras são as Leis que são definidas ou modificadas pelo Supremo Tribunal Federal por intermédio de canetadas de juízes. Quem cria as Leis é o Legislativo, justamente por ele representar a população que elegeu seus integrantes. Transferir esta atribuição a um Judiciário aparelhado como o nosso além de mostrar a covardia de nossos Deputados e Senadores é um passo decisivo rumo a um governo cada vez mais totalitário.
Como se vê, a crise que vivemos não é algo estritamente econômico. Sim, temos uma na economia que vai ficar cada vez mais grave. Entretanto nossa crise é total e abrange, como visto, todo o espectro social. Vivemos em uma situação de grave ameaça à nossa própria identidade como povo e nação porque somos vítimas há, pelo menos, 40 anos de um processo de engenharia social que está nos transformando sem que possamos perceber, em virtude da lentidão dessas mudanças.
Por incrível que pareça, ainda dá tempo de reagirmos e invertermos a situação. O problema é que o conserto de todo este estrago levará, pelo menos, duas gerações.
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Velejador
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Uma resposta a PAISANO SÓ FEZ MERDA DEPOIS DE 85

  1. Verdade verdadeira, paisanos depois dos militares de 64 só fizeram merda, mas não se há de esquecer que tais “fazedores de merda” foram escolhidos a dedo por generais e coronéis da ativa; por exemplo, um general presidente de nome Geisel, e um dito “mago” de nome Golbery, ambos generais foram os que escolheram quais paisanos poderiam fazer grande merda, principiando por Sarney, continuando com Collor, dando seqüência com Fernando Henrique Cardoso, que p. ex. é comuna tal como seus sucessores LullaBebbado e Dillma Louca, estes dois, também comunas; não se há de esquecer que os escolhidos, além de serem doutorados em fazerem merda, também são especialistas em promover corrupção e impunidade, além da destruição do equilíbrio social brasileiro. Ou seja, alguns militares também são especialistas em fazerem merda em grande estilo, tal como vejo agora o cap Lenilton Morato vomitar. Eu também já fiz muita merda, uma delas p.ex. foi já ter admirado este capitão.

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