COMEMORAÇÕES DO 31 DE MARÇO !

BandeiraTremulando

26/03/13 – 31 de Março : Os dois lados da moeda
A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam”
Por Gen Marco Antonio Felício da Silva
A data de 31 de Março próxima é como uma moeda em que numa de suas faces encontramos fatos do passado que devemos comemorar com muito orgulho, pois, as Forças Armadas, respondendo ao chamamento da Nação, nas décadas de 60 e 70, derrotaram a subversão marxista, o terrorismo urbano e rural, apoiados pela então União Soviética, Cuba, China e países da chamada “Cortina de Ferro”, evitando a comunização do País e o jugo tirânico da ditadura do proletariado sobre o povo brasileiro.
Apesar da luta armada, iniciada por organizações subversivas, das agitações de rua, greves, assaltos a bancos, assassinatos, sequestros, terrorismo seletivo e sistemático, ocorridos em todo o Brasil, os governos militares, que se sucederam, ao mesmo tempo em que combateram a luta armada e os desmandos dos comunistas, promoveram a modernização do País, incrementando a educação em todos os níveis, criando universidades e excelente rede de centros de pesquisas, desenvolvendo a agro-pecuária e a industria de base, aumentando a produção de petróleo, construindo inúmeras hidroelétricas e estradas, cobrindo todo o território nacional com moderno sistema de telecomunicações, alcançando o pleno emprego e os maiores índices de crescimento de nossa História. O País, anteriormente agrícola, cuja maior riqueza era o café, foi levado à posição de oitava economia do mundo.
Ao final dos governos militares, dando início à Nova República, o País estava pacificado, a lei da anistia em vigor e a democracia plena.
Infelizmente, o outro lado da moeda nos mostra o que deve ser lamentado profundamente, pois, ESQUECER É TAMBÉM TRAIR!
Enquanto os militares, após a anistia, acreditavam numa reconciliação nacional, as esquerdas derrotadas, raivosas, ressentidas e revanchistas, infiltradas em segmentos vários da população, principalmente nos meios operário e estudantil e na Mídia, intensificavam seu trabalho de agitação e propaganda e de conquista de corações e de mentes, criando uma nova estória em que os militares passaram a ser apresentados como bandidos e violadores dos Direitos Humanos. Aproveitando-se da Democracia, atuando demagogicamente, conquistaram cargos eletivos, infiltrando-se nos governos que se seguiram. No governo FHC, com a criação do Ministério da Defesa, os militares foram afastados da alta cúpula governamental, perdendo influência política e tendo os seus recursos, já escassos, diminuídos.
Dada a passividade e o silêncio obsequioso a que se impuseram os chefes militares, durante todos esses anos, como que acuados pelo discurso mentiroso e revanchista e pelo “Politicamente Correto”, consentiram, calados, a construção e consolidação de uma nova e mentirosa estória. Trocaram agrados e condecorações com ex-terroristas e subversivos, esperando por promessas jamais cumpridas. Aceitaram imposições que ferem as mais caras tradições da Instituição, dentre outras a não comemoração e a retirada do calendário militar do 31 de Março e da Intentona Comunista de 35 e a violação do espaço sagrado da Academia Militar.
Gradativamente, os vitoriosos de ontem, militares e civis, que arriscaram a vida em defesa da Democracia e da liberdade, cumprindo ordens, foram abandonados a própria sorte. Tornaram-se os derrotados, vilipendiados e perseguidos, sem o apoio que mereceriam ter dos chefes militares.
Embora os pilares básicos das Forças Armadas sejam a disciplina e a hierarquia, não podem elas, através de seus chefes, aceitar circunstâncias e situações, venham de onde vierem, que firam os princípios, valores e tradições dessas Instituições, pois, o que, também, traduz afronta à dignidade desses mesmos chefes, pois, líderes e responsáveis pela preparação e emprego das mesmas.
Têm eles, servidores do Estado, e não meros funcionários públicos a serviço de um governo, tomado e aparelhado por um partido, o dever de atuar constitucionalmente, visando a manutenção do Estado de Direito, da paz social e das liberdades individuais e coletivas, próprias do regime democrático. Ainda mais que tal partido usa e abusa da demagogia, da mentira e da corrupção e se mantem no poder pela prática do populismo, manipulando minorias, e pelo assistencialismo, tangendo como gado a grande massa carente, formando verdadeiros currais eleitorais, que asseguram a manutenção prolongada no Poder, castrando a soberania da Nação, em busca do que chamam de “socialismo radical”, nada mais do que uma ditadura do proletariado.
Não podem eles, os chefes, carregando o ônus do comando respectivo e respondendo aos seus deveres constitucionais, coonestar ações ilegais, como as encetadas pela Comissão da Verdade e o uso da intimidação que viola os direitos individuais e coletivos, como os chamados escrachos, que agridem o Estado Democrático de Direito. Não podem convalidar a mentira, subservientes a governos, aceitando a proibição da comemoração da verdade.
Salve o 31 de março de 1964 !
Devido a morte do Padre Enzo, Haroldo Lima escreveu artigo em jornal de Salvador. O Gen Maciel repôs algumas idéias em seus devidos lugares. Marco Balbi

O que mais revolta um verdadeiro democrata é a meia verdade. A meia verdade contém parte da verdade, assim, é difícil contestá-la. A omissão de dados é a principal ferramenta deste engôdo.
Não duvido das boas intenções do Padre Renzo, ativista da equivocada Teologia da Libertação, tão equivocada que foi reprimida e extirpada da igreja, levando à evasão de teólogos cristãos materialistas (como se isto fosse possível) como Boff, Beto e outros.
O artigo cita, nominalmente, apenas um dos enclausurados apoiados por Renzo, um pobre garoto de 18 anos, chamado Theodomiro. Theodomiro era conduzido preso, sem qualquer possibilidade de fuga, mas, algemado, conseguiu tirar a arma de um dos seus condutores e pelas costas e friamente, assassinou-o. A sua fuga era inviável, havia outros agentes presentes, assim continuou preso. Seus condutores poderiam, com razão, tê-lo matado, mas não o fizeram. Este é o fato.
Haroldo Lima não é apenas um ex-deputado como se identifica no artigo; e sequer era estudante universitário ao criar a JUC e depois a AP, que, em 1971, transformou-se em Ação Popular Marxista Leninista. Desde o início a AP era um movimento revolucionário armado; ele era, pois, um terrorista. Está na Wickpédia, basta ir ao google.
E COMO ANDA TODA ESTA GENTE?
Haroldo Lima está vivo, vivíssimo aliás, por conta da sinecura da ANP que ajuda a enterrar a Petrobrás (desconfio, que, como Marighela, foi contra a campanha “O PETRÓLEO É NOSSO”).
Theodomiro, juiz aposentado, quer mais que se esqueçam dele.
O Padre Renzo morreu agora, de morte natural.
O agente assassinado era um sargento da Aeronáutica cuja viúva deve ter lutado muito para educar os filhos com o miserável salário com que o governo contempla as Forças Armadas. Talvez a Comissão da Verdade devesse ouví-la para esclarecer o tamanho da sua dor e das dificuldades por que passou.
E ainda exigem que os milicos se calem neste 31 de março. Pelo amor de Deus, nos deixem chorar os nosso pobres mortos! Em todos os aspectos, pobres!
Gen Ref Roberto Maciel
VEJA BEM!

O artigo cita, nominalmente, apenas um dos enclausurados apoiados por Renzo, um pobre garoto de 18 anos, chamado Theodomiro. Theodomiro era conduzido preso, sem qualquer possibilidade de fuga, mas, algemado, conseguiu tirar a arma de um dos seus condutores e pelas costas e friamente, assassinou-o. A sua fuga era inviável, havia outros agentes presentes, assim continuou preso. Seus condutores poderiam, com razão, tê-lo matado, mas não o fizeram. Este é o fato.
Haroldo Lima não é apenas um ex-deputado como se identifica no artigo; e sequer era estudante universitário ao criar a JUC e depois a AP, que, em 1971, transformou-se em Ação Popular Marxista Leninista. Desde o início a AP era um movimento revolucionário armado; ele era, pois, um terrorista. Está na Wickpédia, basta ir ao google.
E COMO ANDA TODA ESTA GENTE?
Haroldo Lima está vivo, vivíssimo aliás, por conta da sinecura da ANP que ajuda a enterrar a Petrobrás (desconfio, que, como Marighela, foi contra a campanha “O PETRÓLEO É NOSSO”).
Theodomiro, juiz aposentado, quer mais que se esqueçam dele.
O Padre Renzo morreu agora, de morte natural.
O agente assassinado era um sargento da Aeronáutica cuja viúva deve ter lutado muito para educar os filhos com o miserável salário com que o governo contempla as Forças Armadas. Talvez a Comissão da Verdade devesse ouví-la para esclarecer o tamanho da sua dor e das dificuldades por que passou.
E ainda exigem que os milicos se calem neste 31 de março. Pelo amor de Deus, nos deixem chorar os nosso pobres mortos! Em todos os aspectos, pobres!

Por que a Comissão Nacional da Verdade não publica em seu site o verdadeiro autor da morte de Edson Luís, ocorrido em 1968 no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro?
O cronista Felix Maier cobra que os comissários bolcheniquins informem que o crime foi cometido por Antônio Carlos Pinto Faria Peixoto, falecido em 15 de Julho de 2012 e, na época do crime, militante do PCB.
Meier lembra que o nome do executor de Edson Luiz foi revelado pelo historiador Carlos Ilich Santos Azambuja, no texto A parcialidade escancarada, que critica a reticência de Elio Gaspari sobre o assunto que confirma as atrocidades da esquerda radicalóide que desejava implantar o comunismo no Brasil pela via armada e pelo terrorismo:
“Por que Gaspari, um historiador, evita dizer o nome desse seu colega, de Faculdade e de partido, que disparou a arma? Esse é um segredo de polichinelo, embora jamais o autor da morte tenha sido processado por esse crime”.
A República da Vassoura, de Erenice a Rosemary
( Guilherme Fiuza )

Guilherme Fiuza é jornalista. Publicou os livros Meu nome não é Johnny, que deu origem ao filme, 3.000 dias no bunker e Amazônia, 20º andar. Escreve quinzenalmente em ÉPOCA gfiuza@edglobo.com.br (Foto: Reprodução)

O Brasil que aprova Dilma Rousseff quis esquecer Erenice Guerra. Quis esquecer a pessoa que Dilma preparou para comandar seu governo – e caiu antes da hora, ao transformar o Ministério da Casa Civil em bazar de interesses particulares. O Brasil quis esquecer que Erenice era braço direito de Dilma, ou mais que isso, era o estilo Dilma de administração pública. De nada adiantou o esquecimento, porque o espírito está em Dilma – e, se não é Erenice, é Rosemary.

Chega a ser patético o sobressalto dos brasileiros com o escândalo na representação da Presidência da República em São Paulo. O gigante adormecido, decididamente, não presta atenção no filme. Rosemary Noronha, chefe de gabinete de Dilma na capital paulista, protegida da presidente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de José Dirceu, é apanhada com a boca na botija. O que fazia Rosemary? Exatamente o mesmo que Erenice. E também que Dirceu e mensaleiros associados: tráfico de influência. Uso do Palácio para a montagem de negócios privados.

A ficha ainda não caiu. O público continua meio confuso, já querendo aplaudir a presidente pela demissão da delinquente. Chegará o dia em que Dilma demitirá solenemente a si mesma – e chegará aos 100% de aprovação popular.

Lula criou a representação da Presidência em São Paulo, e Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, nomeou Rosemary como chefe de gabinete. Eleita presidente, Dilma manteve Rosemary no cargo. Alto zelo com a titular de um gabinete que, segundo o líder do governo no Senado, Eduardo Braga, “não é usado”. Por que a proteção por tantos anos a uma funcionária de uma
repartição que não serve para nada?

Aí está o engano. O tal gabinete era muito útil. Ali se fechavam excelentes negócios particulares. A venda de pareceres das agências reguladoras para empresários ampliou a função desses órgãos técnicos. Como se sabe, eles foram criados no governo Fernando Henrique, para acabar com a interferência política dos ministérios nas decisões sobre infraestrutura. No governo Lula,
as agências se tornaram importantíssimas para abrigar companheiros e seus afilhados. Criadas para acabar com a politicagem, elas se tornaram a própria politicagem. Continuaram seguindo estritamente critérios técnicos – a técnica do cabide.

A venda de pareceres – R$ 300 mil um laudo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – tornou esses órgãos técnicos ainda mais lucrativos. Por coincidência, Erenice também intermediava bons negócios com a Anac, onde seu filho trabalhara. A filha de Rosemary também estava empregada nessa agência, dirigida por um comparsa da chefe de gabinete da Presidência, segundo a
Polícia Federal. Dilma está demitindo todo mundo, horrorizada. Ela nem podia imaginar quantas maldades essa turma andava fazendo. É bem verdade que Rosemary falava quase diariamente com Lula. Mas Dilma nem se lembra direito quem é Lula.

Não se lembra que nomeou Rosemary, nem que a manteve no cargo, assim como o Brasil não se lembra de Erenice. A memória dos brasileiros só alcança o momento em que Dilma resolveu extinguir a representação da Presidência em São Paulo. Afinal, ela não servia para nada mesmo. Quase nada.

No embalo, a faxineira poderia extinguir também a Advocacia-Geral da União, cujo subchefe está entre os suspeitos no caso Rosemary. Quem sabe Dilma não devesse extinguir também o Ministério do Desenvolvimento, cuja principal finalidade hoje é abrigar Fernando Pimentel, o consultor fantasma? Pimentel arrecadou R$ 2 milhões por seus belos olhos de amigo da presidente e estava
em reuniões intermediadas por Rosemary no gabinete fantasma. A única coisa palpável entre tantos fantasmas é o lucro privado dos guerrilheiros estatais.

A demissão do diretor da Anac, flagrado no esquema de Rosemary, mostra como o governo Dilma está preparando bem os aeroportos para a Copa do Mundo, daqui a um ano e meio. Pode-se imaginar a festa que foram as concessões para as empresas que administrarão o setor. Dilma não tem nada a ver com isso.

De Erenice a Rosemary, o governo do PT é repleto de parasitas por um acidente natural, uma espécie de Furacão Sandy do fisiologismo. A República só não desmorona porque o Brasil tem Dilma, vassoura, pano de chão e memória de protozoário.
31 DE MARÇO NA CABEÇA !!!
Contagem regressiva, 22 de março de 2013: Faltam 9 dias.
Vamos comemorar a efemérides com pompa e circunstância!
José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB
Decisão!
Os agentes do Estado corajosamente saíram em campo e enfrentaram um inimigo motivado ideologicamente, preparado para a luta clandestina; disposto a vencer todos os obstáculo e chegar triunfante no final da batalha. Mas não bastou técnica e determinação. Faltou patriotismo, a mola mestre de qualquer ação de guerra.
Defender a pátria não tem obstáculo que detenha a ação de um soldado! Esse o grande diferencial entre os agentes do Estado e os militantes da luta armada. Para estes últimos a pátria não era a terra que pisavam, e os abrigaram ao vir ao mundo. Seu sentimento de pátria não era embalado pelo amor, o respeito ao próximo, o carinho pelos familiares. Os militantes da luta armada pisariam no pescoço da própria mãe para alcançar o seu objetivo. Eles com seu ódio esmagando o coração, traíram a pátria e seus familiares! É por isso e outras que não tenho compaixão pelos militantes da luta armada, expressos também pelos adjetivos que melhor os têm caracterizado: terroristas e guerrilheiros! Indivíduos maus que justiçavam seus próprios companheiros, caso fossem levantadas suspeitas ou ameaças de se desligar do grupo.
E aqui pergunto: Quem levou a melhor nessa batalha, os que foram derrotados ou os vencedores? Os perdedores foram anistiados. Os exilados regressaram ao país triunfantes. Muitos que se mantinham na clandestinidade puderam mostrar a cara. E todos estão muito bem, obrigado! Ocupam cargos em repartições públicas, estão bem situados na política; e são indenizados por terem traído o seu país.
Quem saiu perdendo, realmente, no final, foram os que ganharam a batalha. Ganharam mas não souberam sustentar a vitória. Abriram as pernas, e na suposição que uma anistia proclamada geral ampla e irrestrita apaziguaria a nação, vêem-se hoje execrados pelos chefes militares, que de uma maneira covarde os têm deixado entregues aos leões. Esses chefes militares não honram a decisão de seus antecessores. Tiram o corpo fora e declaram de viva voz: “O Exército não vai fazer nada!” Em outras palavras entregam numa bandeja de prata os seus companheiros de farda ao inimigo. Outros chefes militares declaram que não vão se importar se os ‘militares do passado’ forem convocados para depor na Comissão Nacional da Verdade, mais conhecida como ‘COMISSÃO DA CALÚNIA’.
Os agentes do Estado deixaram de ter referência como soldados, são apenas alguma coisa que pertenceu ao passado!
Pouca indignidade? Não. Os ‘militares do presente’, usando o mesmo linguajar chulo dos comandantes militares, tratam com desprezo os seus companheiros de farda que com o seu sangue derramado e muitos com a perda da própria vida, permitiram que o país continuasse a sua trajetória de nação livre e soberana, não caindo na armadilha de ser transformada numa republiqueta do proletariado, onde hoje muitos desses falsos companheiros de farda, estariam em maus lençóis. Os cubanos que sirvam de exemplo. Talvez a falta de leitura, na época em que cultura é ler textos curtos, onde não ultrapassem cento e quarenta caracteres, tenha deixado os novos militares tapados, não apenas dos olhos, mas da mente e coração.
Quando li o comentário de um companheiro que esteve presente no Clube Militar, dia 14 último, para assistir o painel ‘A Luta Armada no Brasil e o Dever do Estado’, senti o sentimento de insegurança que passou a reinar em qualquer evento em que o tema seja a discussão sobre a luta armada e sua data magna, o DIA 31 DE MARÇO DE 1964!
Parece um estigma. Comparecer a um desses locais é correr o risco de ser atacado por um bando de desajustados pago pelo Partido dos Trabalhadores. O partido está sintonizado com o governo e seu grande objetivo é desestabilizar as FFAA, amedrontando os seus componentes, à semelhança do que acontecia com as brigadas da Gestapo nazista e outras similares da Rússia comunista. Resumindo: Na reunião do Clube Militar faltaram presenças de militares e sobejou o medo! Quem salvou a palestra foram os alunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, que atenderam ao apelo da diretoria do clube. Uma boa iniciativa, pois se pretende com ações deste tipo, aproximar os jovens, esclarecendo-os e livrando-os das informações capciosas que são amplamente divulgadas e ensinadas por aí.
A maioria dos que freqüentam o clube são cidadãos já no ocaso da vida. Os jovens parecem que desconhecem a sede do Clube na Cinelândia, centro da cidade do Rio de Janeiro. Seu mundo são as festas de embalo, longe do ambiente asséptico do clube, onde há uma separação bem clara entre as classes que formam o círculo dos militares. Essa falta de interação talvez seja a razão da pouca freqüência dos jovens oficiais.
O elemento estando na reserva ou reformado deveria deixar de lado um pouco de sua vaidade. Afinal o Clube Militar é um local de confraternização. Um oficial jovem não contamina a mesa se sentar ao lado de um general reformado. Essa distinção é adotada nos quartéis, onde a hierarquia tem os seus segredos que a própria razão desconhece. Já vi essa distinção num quartel no bairro do Rocha. O coronel comandante da unidade sentava-se só em uma mesa, enquanto o subcomandante, um tenente coronel, do mesmo círculo do comandante, ficava em outra mesa ao lado de outros tenentes coronéis e majores! Nunca achei esta distinção normal.
Feito este reparo lembro aos militantes da ‘Comissão da Calúnia’, se querem realmente colocar em uma cela um ‘militar do passado’ têm que correr contra o tempo. Os velhinhos estão se despedindo dessa para uma melhor; sua única preocupação é que o mundo termine numa rede e uma jarra de refresco ao lado. Nada de reminiscências do passado. Querem paz e amor! Se realmente o objetivo da comissão não é esclarecer coisa alguma, pois que limitou por conta própria o período dos esclarecimentos, que seria de 46 a 88, cingindo-se a apenas os governos militares, enfocando as investigações sobre as ações dos agentes do Estado, livrando por consequência a ação dos militantes da luta armada, que repitam a operação feita em Porto Alegre, quando assassinaram o ex-comandante do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio de Janeiro, coronel aposentado do Exército Júlio Miguel Molinas Dias, de 78 anos. Cerquem as casas dos velhos guerreiros e sirvam-se à vontade. O banquete é livre! Não haverá reação. Os familiares não dão tanta importância aos velhos guerreiros e a instituição militar os quer ver pelas costas. O lema dos atuais chefes militares é: Acabou de usar, descarta. É como a camisinha: Acabou de trepar, joga-a fora porque está cheia de esperma!
Sou um pouco diferente dos agentes do Estado. Não tenho a mesma coragem que eles têm, ou tiveram; ajo por impulso, como o animal que é pisado e ataca. Se me sinto ofendido, não perdôo, menos ainda se me sentir traído. Eles perdoam, apenas ficam ressentidos com aqueles que por dever de ofício deveriam os proteger, mostrando que estão ao seu lado. São homens valentes, daí se explicar a vitória escorchante contra os militantes da luta armada. Os agentes do Estado são uns heróis!
Digo sinceramente. A atitude que tivesse de tomar contra os bandidos que estão travestidos de autoridades e humilham os militares, – membros de comissões da calúnia, e promotores públicos mancomunados com os comuno-petistas, – eu a repetiria contra os que me abandonassem no campo de batalha. Não cuspiria no rosto, não chutaria o traseiro; mas os perseguiria até o fim do mundo, e os levaria comigo para as profundezas do inferno.
Os atuais chefes militares, em especial os que comandam as Forças Armadas, não honram as decisões dos seus antecessores; deixam os companheiros de lado, confundindo covardia com disciplina militar. Na realidade justifica-se o alheamento desses chefes militares, afinal, eles têm quase, ou nenhuma, influência na cadeia de comando das Forças, pois foram deslocados da posição de ministros para a condição subalterna de comandantes militares, e agora surgiu um novo personagem de mando, um chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), que intermedia os comandantes militares e o ministro da Defesa. Esta situação colocou os comandantes militares mais distantes das decisões do poder. Nada passa pelas suas mãos em termos de discussão. Só cumprem ordens. Desempenham um papel semelhante ao dos ‘office boys’ (meninos de recado) que repassam as ordens vindas de seu imediato, o chefe do EMCFA, que por sua vez cumpre as ordens do ministro da Defesa. O senhor ministro da Defesa é um elemento da cúpula do Partido dos Trabalhadores, muito bem afinado com o ex presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Um exímio marqueteiro, que fez a cabeça do seu guru, fazendo-o acreditar que é um ‘estadista’. O pobre do ex torneiro mecânico se julga realmente um grande homem, e compara-se a personalidades como Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek, e até Jesus Cristo. Só esquece de lembrar-se que é um ex agitador de porta de fabricas, considerado por muitos de seus aliados como um perigoso gângster, capaz de mandar matar quem atravessar o seu caminho. Se o mafioso Al Capone estivesse vivo, estaria comendo em suas mãos.
No cerimonial da Presidência da República observa-se muito bem essa distinção na hierarquia presidencial. Em qualquer aparição pública os comandantes militares estão sempre dois passos atrás da presidente da república. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI / PR) tem ascendência funcional sobre os comandantes militares, ficando à direita da presidente da república, que tem a sua esquerda o ministro da Defesa. Em desfiles militares, quando outras autoridades aparecem no mesmo palanque presidencial, os comandantes militares são deslocados para outro palanque. Viajar num mesmo elevador que a presidente da república, nem o ministro do GSI/PR.
Esperar que os comandantes militares tomassem qualquer atitude em relação ao dia 31 de março, é querer fazer chover no molhado. Eles repassam as ordens que vêem de cima. Os ex terroristas e ex guerrilheiros comandam a nação. Não quereriam que se fizessem quaisquer tipos de homenagens à data em que no passado foram fragorosamente derrotados. A ordem é expressa: “Esqueçam o dia 31 de março de 64!” Para quem é disciplinado, contrariar esta ordem é correr o risco de ser exonerado do cargo. E o que mais prezam na vida os comandantes militares, é a manutenção do cargo. Em tempos de vacas magras, um pró-labore de comandante de Força reforça o orçamento familiar. Que a honra vá para o espaço! Mais uma ou menos uma desonra não irá melhorar o seu currículo. E estão sob a proteção do cargo, usufruindo de foro privilegiado, longe das garras do Ministério Público Militar que quer pegar, por exemplo, o comandante do Exército. Sua passagem pelo Departamento de Engenharia e Construção (DEC) e Instituto Militar de Engenharia (IME) o condena.
Mas nem tudo está perdido. As FFAA têm em seus quadros grandes oficiais que honrariam qualquer exército do mundo. Não vai ser uma meia dúzia de oportunistas que deslustrarão a instituição militar. Tenho certeza absoluta que a data de 31 de março não será passada em branco.
Rio de Janeiro, 21 de março de 2013.
Veja o Especial “31 de MARÇO DE 1964”
http://www.jgpimentel.com.br

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