Lula

(por e-mail de Graça Salgueiro)

 

COMPLETO   MPF DENUNCIA LULA CADA CRIME do “comandante máximo do esquema de corrupção na Lava Jato”

Publicado em 14 de set de 2016

Graça Salgueiro

10:04 (Há 1 hora)

COMPLETO MPF DENUNCIA LULA CADA CRIME do “comandante máximo do esquema de corrupção na Lava Jato”

Publicado em 14 de set de 2016
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EM CARTA,LULA DENUNCIA GOLPE A LÍDERES MUNDIAIS // Luiz Inácio Lula da Silva

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Que o senhor lula é um grande mentiroso, além de ser notória a sua responsabilidade nos grandiosos casos de apropriação de dinheiro público a começar pelo conhecido “MENSALÃO” e, mais recentemente, o “PETROLÃO”, destinados a enriquecimentos ilícitos de companheiros e ao fortalecimento de “CAIXA 2” (dinheiro não contabilizado) do seu partido e de outros aliados, o país inteiro sabe, em especial o Poder Judiciário e vários presídios que abrigam criminosos.

Recentemente ele foi denunciado pelo Ministério Público por alguns dos crimes que cometeu, fato que imaginou nunca acontecer, levando-o à uma denúncia de perseguição política por meio de um canal de televisão, oportunidade em que proferiu a seguinte joia típica do seu caráter: “A profissão mais honesta que existe é a do político, sabe por quê? Porque por mais ladrão que ele seja, de 4 em 4 anos ele está lá suando e pedindo voto, o concursado não! O concursado faz a faculdade, passa num concurso e tem o seu emprego pelo resto da vida, sem precisar se preocupar.”

A carta mentirosa por ele remetida a diversos Chefes de Estado, conforme noticiado, é trabalho para o nosso Itamaraty repor a verdade já que no Brasil só serve para um pouco de consolo aos seus cúmplices.

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De: Flávio Souza
Enviada em: sexta-feira, 16 de setembro de 2016 12:55
Para: brasilparavaler@googlegroups.com
Assunto:  EM CARTA,LULA DENUNCIA GOLPE A LÍDERES MUNDIAIS // Luiz Inácio Lula da Silva

 

R  E  P  A  S  S  A  N  D  O  ……………….

Que cara de pau!!!!

 

Veja o que esse mentiroso safado é capaz de fazer para se fazer de vitima.

 

01 de Setembro de 2016

Em carta a lideres mundiais, Lula denuncia golpe 

Da Redação

Não haverá trégua. O ex-presidente Lula enviou aos presidentes dos principais países do mundo uma carta na qual alerta a origem ilegítima do governo de Michel Temer – instituído após o impeachment de Dilma Rousseff. Na carta, Lula fala sobre a perseguição política da qual ele e o PT são vítimas e faz uma pormenorizada narrativa da história do país a partir da sua ascensão. Leia aqui.

São Paulo, 25 de agosto de 2016.

Caro Presidente,

Dirijo-me ao senhor para informá-lo da gravíssima situação política e institucional que vive o Brasil, país que tive a honra de presidir de 2003 a 2010.

Tomo a liberdade de escrever-lhe em nome do respeito e da amizade que existe entre nós, pelos quais sou muito grato.

Orgulho-me de ter conseguido, apesar da complexidade inerente às grandes democracias e dos problemas crônicos do Brasil, unir o meu país em torno de um projeto de desenvolvimento econômico com inclusão social, que nos fez dar um verdadeiro salto histórico em termos de crescimento produtivo, geração de empregos, distribuição de renda, combate à pobreza e ampliação das oportunidades educacionais.

Por meios pacíficos e democráticos, fomos capazes de tirar o Brasil do mapa da fome no mundo elaborado pela ONU, libertamos da miséria mais de 35 milhões de pessoas, que viviam em condições desumanas, e elevamos outras 40 milhões a patamares médios de renda e consumo, no maior processo de mobilidade social da nossa história.

Em 2010, como se sabe, fui sucedido pela Presidenta Dilma Rousseff, também do Partido dos Trabalhadores, que havia dedicado sua vida à luta contra a ditadura militar, pela democracia e pelos direitos da população pobre do nosso país.

Mesmo enfrentando um cenário econômico internacional adverso, a Presidenta Dilma conseguiu manter o país no rumo do desenvolvimento e consolidar os programas sociais emancipadores, prosseguindo na redução das enormes desigualdades materiais e culturais ainda existentes na sociedade brasileira.

Em 2014, a Presidenta Dilma foi reeleita com 54 milhões de votos, derrotando uma poderosa coalizão de partidos, empresas e meios de comunicação que pregava o retrocesso histórico do país, com a redução de importantes programas de inclusão social, a supressão de direitos básicos das classes populares e a alienação do patrimônio público construído com o sacrifício de inúmeras gerações de brasileiros.

A coalizão adversária, vencida nas urnas em 2002, 2006, 2010 e 2014, não se conformou com a derrota e desde a proclamação do resultado procurou impugná-lo por todos os meios legais, sem alcançar nenhum êxito.

Esgotados os recursos legais, no entanto, em vez de acatar a decisão soberana do eleitorado, retomando o seu legítimo trabalho de oposição e preparando-se para disputar o próximo pleito presidencial – como o PT sempre fez nas eleições que perdeu -, os partidos derrotados e os grandes grupos de mídia insurgiram-se contra as próprias regras do regime democrático, passando a sabotar o governo e a conspirar para apossar-se do poder por meios ilegítimos.

Ao longo de todo o ano de 2015, torpedearam de modo sistemático os esforços do governo para redefinir a política econômica no sentido de resistir ao crescente impacto da crise internacional e recuperar o crescimento sustentável. Criaram um clima artificial de impasse político e institucional, com efeitos profundamente danosos sobre a vida do país, contaminando o ambiente de negócios, deixando inseguros produtores e consumidores, constrangendo as decisões de investimento. No afã de inviabilizar o governo, apostaram contra o país, chegando até mesmo a aprovar no parlamento um conjunto de medidas perdulárias e irresponsáveis destinadas a comprometer a estabilidade fiscal.

E, finalmente, não hesitaram em deflagrar um processo de impeachment inconstitucional e completamente arbitrário contra a Presidenta da República.

Dilma Rousseff é uma mulher íntegra, cuja honestidade pessoal e pública é reconhecida até pelos seus adversários mais ferrenhos. Nunca foi nem está sendo acusada de nenhum ato de corrupção. Nada em sua ação governamental pode justificar, sequer remotamente, um processo de cassação do mandato que o povo brasileiro livremente lhe conferiu.

A Constituição brasileira é categórica a esse respeito: sem a existência de crime de responsabilidade, não pode haver impeachment. E não há nenhum – absolutamente nenhum – ato da Presidenta Dilma que possa ser caracterizado como crime de responsabilidade. Os procedimentos contábeis utilizados como pretexto para a destituição da Presidenta são idênticos aos adotados por todos os governos anteriores e pelo próprio vice-presidente Michel Temer nas ocasiões em que este substituiu a Presidenta por razão de viagem. E nunca foram motivo de punição aos governantes, muito menos justificativa para derrubá-los. Trata-se, portanto, de um processo estritamente político, o que fere frontalmente a Constituição e as regras do sistema presidencialista, no qual é o povo que escolhe diretamente o Chefe de Estado e de Governo a cada quatro anos.

As forças conservadoras querem obter por meios escusos aquilo que não conseguiram democraticamente: impedir a continuidade e o avanço do projeto de desenvolvimento e inclusão social liderado pelo PT, impondo ao país o programa político e econômico derrotado nas urnas. Querem a todo custo comandar o Estado para apossar-se do patrimônio nacional – como já começa a acontecer com as reservas petrolíferas em águas profundas – e desmontar a rede de proteção aos trabalhadores e aos pobres que foi ampliada e consolidada nos últimos treze anos.

As mesmas forças que tentam arbitrariamente derrubar a Presidenta Dilma, e implantar a sua agenda antipopular, querem também criminalizar os movimentos sociais e, sobretudo, um dos maiores partidos de esquerda democrática da América Latina, que é o PT. E não se trata de mera retórica autoritária: o PSDB, principal partido de oposição, já apresentou formalmente uma proposta de cancelamento do registro do PT, com vistas a proibi-lo de existir. Temem que, em 2018, em eleições livres, o povo brasileiro volte a me eleger Presidente da República, para resgatar o projeto democrático e popular .

A luta contra a corrupção, que é uma mazela secular do Brasil e de tantos outros países, e deve ser combatida de modo permanente por todos os governos, foi distorcida e transformada em uma implacável perseguição midiática e política ao PT. Denúncias contra líderes de partidos conservadores são sistematicamente abafadas e arquivadas enquanto acusações semelhantes a qualquer personalidade do PT tornam-se de imediato, à revelia do devido processo legal, condenação irrevogável na maior parte dos meios de comunicação.

A verdade é que o combate à corrupção no Brasil passou a ser muito mais vigoroso e eficaz a partir dos governos do PT, com o respeito, que antes não existia, à plena autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal no exercício de suas atribuições; a ampliação do orçamento, do quadro de funcionários e a modernização tecnológica dessas instituições e dos demais órgãos de controle; a nova lei de acesso à informação e a divulgação das contas públicas na internet; os acordos de cooperação internacional no enfrentamento da corrupção; e o estabelecimento de punições muito mais rigorosas para corruptos e membros de organizações criminosas.

Todos nós, democratas, interessados no aperfeiçoamento institucional do país, apoiamos o combate à corrupção. As pessoas que comprovadamente tiverem cometido crimes, devem pagar por eles, dentro da lei. Mas os juízes, promotores e policiais também estão obrigados a cumprir a lei e não podem abusar do seu poder contra os direitos dos cidadãos. As pessoas não podem ser publicamente condenadas (e terem a sua reputação destruída) antes da conclusão do devido processo legal, e menos ainda por meio do vazamento deliberado de informações praticado pelas próprias autoridades com fins políticos. Uma justiça discriminatória e partidarizada será fatalmente uma justiça injusta.

Eu, pessoalmente, não temo nenhuma investigação. Desde que iniciei a minha trajetória política e, particularmente nos últimos dois anos, tive toda a minha vida pública e familiar devassada – viagens, telefonemas, sigilo fiscal e bancário -, fui alvo de todo o tipo de insinuações, mentiras e ataques publicados como verdade absoluta pela grande mídia, sem que tenha sido encontrado qualquer desvio na minha conduta ou prova de envolvimento em qualquer ato irregular. Se a justiça for imparcial, as acusações contra mim jamais prosperarão. O que não posso aceitar são os atos de flagrante ilegalidade e parcialidade praticados contra mim e meus familiares por autoridades policiais e judiciárias. É inadmissível a divulgação na tv de conversas telefônicas sem nenhum conteúdo político, a coação de presos para fazerem denúncias mentirosas contra mim em troca da liberdade, ou a condução forçada, completamente ilegal, ocorrida em março último, para prestar depoimento do qual eu sequer tinha sido notificado.

Por isso, meus advogados entraram com uma representação no Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, relatando os abusos cometidos por algumas autoridades judiciais que querem a todo custo me eliminar da vida política do país.

A minha trajetória de mais de 40 anos de militância democrática, que começou na resistência sindical durante os anos sombrios da ditadura, prosseguiu no esforço cotidiano de conscientizar e organizar a sociedade brasileira pela base, até ser eleito como o primeiro Presidente da República de origem operária, é o meu maior patrimônio e a ele ninguém me fará renunciar. Os vínculos de fraternidade que construí com os brasileiros e brasileiras na cidade e no campo, nas favelas e nas fábricas, nas igrejas, nas escolas e universidades, e que levaram a maioria do nosso povo a apoiar o vitorioso projeto de inclusão social e promoção da dignidade humana, não serão cancelados por nenhum tipo de arbitrariedade. Da mesma forma, nada me fará abrir mão, como sabem as lideranças de todo o mundo com as quais trabalhei em harmonia e estreita cooperação – antes, durante e depois dos meus mandatos presidenciais – do compromisso de vida com a construção de um mundo sem guerras, sem fome, com mais prosperidade e justiça para todos.

Agradeço desde já a generosa atenção que o senhor dedicou a esta mensagem e coloco-me à disposição, como sempre estive, para qualquer esclarecimento ou reflexão de interesse comum.

Reiterando o meu respeito e amizade, despeço-me fraternalmente.

Luiz Inácio Lula da Silva

 

O IDEÓLOGO FHC

04/09/2016

www.nivaldocordeiro.org

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em tudo que escreve não se esquece de sua veia de ideólogo socialista, razão porque elegeu como inimigo de verdade o grupo conservador, não apenas na sua representação política, mas na sua condição existencial. FHC nunca faz esse combate com idêntica energia quando se refere aos liberais doutrinários, pois sabe ele que o berço de ambas as ideologias, socialista e lieral, é o mesmo. FHC aceita o liberalismo, sobretudo na sua versão norte-americana, mas também na clássica. Descobriu governando, ao implantar o Plano Cruzado, que a ciência econômica digna do nome é a liberal. Seu “neoliberalismo” consiste na conciliação do Estado grande com as ideias centrais do liberalismo clássico, ao menos no que se refere à busca do equilíbrio econômico e na boa administração da moeda.

 

No artigo publicado hoje (Triste Fim, comentando o ocaso político de Dilma Rousseff), lamentou pelo PT e proclamou:

O atual amálgama dos ultraconservadores em matéria comportamental com os oportunistas, clientelistas etc., forma o que eu denomino de “o atraso””. 

 

O que FHC chama de ultraconservadores são os cristãos e os que são contra o socialismo. Aqueles que lutam contra a prática do aborto enquanto instituição do Estado, os que lutam contra o gaysismo como facção política que quer moldar a moralidade coletiva, os que lutam contra o patrocínio estatal ao uso cotidiano de estupefacientes, com destaque para a maconha. É toda a agenda globalista que ele empunha. FHC se esquece que, antes que os gramscianos grassassem por aqui, os conservadores já estavam e que a população brasileira é majoritariamente conservadora. Na verdade, finge esquecer, pois sabe que o campo de batalha é contra essa gente, intrinsecamente reconhecendo a sua importância política.

 

Vejam que FHC não está preocupado com as eleições do dia (ou do ano), mas com a ocupação do aparelho do Estado de forma a patrocinar sua política socialista e revolucionária no longo prazo. Não é uma luta meramente eleitoral, a dele, é uma luta transformadora. No discurso de FHC não há lugar para reconhecer a legitimidade da existência do conservadorismo, que equipara aos oportunistas e clientelistas, o atraso(expressão cunhada por Sérgio Buarque de Holanda). Desde que se tornou um h0mem adulto FHC fez-se um agente revolucionário eficaz nos termos gramscianos, tão eficaz que ele próprio se tornou presidente da República e fez o seu próprio sucessor, Lula e o PT, obra máxima de sua engenharia política.

 

[A ironia política é que FHC e o PSDB tiveram que apoiar a destituição do PT dentro da ordem, abrindo espaço para a emergência das forças conservadoras. O socialismo radicalizado do PT mostrou-se incompatível com a realidade, levando o país à mais grave crise econômica de sua história. Talvez contra a vontade íntima de FHC o PSDB teve que apoiar o levante parlamentar bem sucedido, que colocou nos ombros do PT a responsabilidade do resgate histórico daqueles que praticamente estavam excluídos do debate político nacional. O próprio FHC e o PT governando é que deram força e se aliaram aosoportunistas e clientelistas.]

 

FHC sabe que a derrota do PT foi um passo atrás no rumo da revolução que ele tanto acalentou e pela qual tanto lutou. Pena que o PT colocou os burros n’água e impôs a sua ejeção do poder, sob pena de destruir a economia nacional. Seu lamento é ostensivo: “o atraso passou a comandar as ações políticas, tendo Eduardo Cunha como figura exponencial”. Lembremos que Eduardo Cunha arquivou a agenda da revolução dos costumes, tão cara a FHC, tento chegado lá por pura inabilidade de Dilma Rousseff na eleição para a presidência da Câmara de Deputados. Desde que Eduardo Cunha assumiu, a agenda abortista, gaysista e de liberação da maconha foi esquecida, para desespero de FHC.

 

FHC sabe bem o tamanho do retrocesso que é a derrota do PT no âmbito do processo revolucionário, mas as besteiras do Partido dos Trabalhadores foram tantas que não houve outro jeito que não assistir ao ressurgir fortalecido das forças conservadoras, tão detestadas por ele próprio.

 

A contrarrevolução está em marcha e as eleições deste ano poderão fazer surgir novas lideranças conservadoras.

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Lula – o que mesmo…..?

Faltou muita coisa.

dellagnolrodolfobuherlaimagemfotoarenafolha

VARIG, Celso Daniel, O Escritório em SP+amante, negociata em Portugal, etc…….

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O GOLPE BAIXO DE LULITO

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Enc: Novo golpe do capo

Entrada
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/ PR/Paiva

12:29 (Há 4 horas)

LULA  ESTÁ COMPRANSO UM ATESTADO MÉDICO PARA LIVRÁ-LO DA VADEIA.9543e-lula-triste

a


    MUITO GRAVE! REPASSEM!

Boas fontes confirmam que Lula tenta aplicar o golpe da doença. Ele sondou um importante hospital de São Paulo. Saiba o que ele quer e como pretende mais uma…

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Em Sábado, 13 de Agosto de 2016 2:18, MANOEL < escreveu:
    MUITO GRAVE! REPASSEM!
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DILMA, A TERRORISTA

 *

Terrorista

comunismo

DilmaFidelJan2014

PORaquiNaoPassarão

<molettajp@gmail.com>

 

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———- Mensagem encaminhada ———-

Data: 11 de agosto de 2016 13:34
Assunto: A falta que ela não nos fará
Para:

PAULO CASTELO BRANCO

A FALTA QUE ELA NÃO NOS FARÁ

O mestre Fernando Sabino, em crônica publicada no jornal “O Tempo”,  nos idos de 2007, relatou a sua angústia quando resolveu dar um mês de férias à sua auxiliar do lar – antiga “empregada”, como a ela se referiu na obra intitulada  “A falta que ela me faz”.

Sabino descreve a satisfação que teve nos primeiros dias de liberdade total dentro de casa. Podia andar só de chinelos, trocava de roupas com a porta aberta e falava sozinho sem passar por maluco. Ao longo dos dias percebeu que sua vida havia se transformado numa bagunça sem fim.

A crônica de Sabino nos faz olhar com um pouco de humor a situação da quase ex-presidente. Dilma foi escolhida para ser serviçal do Partido dos Trabalhadores na Presidência da República, sob o comando de Lula que, hoje,  é decadente político que se sustenta na mídia como investigado por crimes diversos.

O brasileiro, ao aceitar Dilma, acreditou que ela seria uma gerente eficiente do país que estava no caminho certo para se consolidar como grande potência econômica e democrata. A herança recebida do governo Fernando Henrique e  a midiática administração Lula facilitava a missão.

A promessa de Dilma de limpar a casa como se fosse a “empregada” de Sabino, ao retornar das férias, fracassou de forma retumbante e acabou  como a carne assada no forno do fogão. A limpeza esbarrou no poder político de Lula e seus companheiros, e a sujeira aumentou com a descoberta dos ilícitos praticados, tanto no “mensalão”, quanto  no “petrolão”.

A decisão do Senado Federal que aceitou o julgamento da presidente afastada pelo plenário da casa com uma margem de votos capaz de retirá-la do poder deixou a situação insustentável. Dilma está fora!

O debate entre o senador Antonio Anastasia e o advogado Eduardo Cardozo se tornou uma cansativa demonstração de intolerância dos adeptos do Partido dos Trabalhadores e aula de moderação e conhecimento jurídico-administrativo do senador. O desempenho de Anastasia o coloca como alternativa do PSDB na disputa presidencial de 2018.

A queda de Aécio nas pesquisas eleitorais e a sua discreta participação no processo de ‘impeachment” indicam  o desalento do senador com a possibilidade de disputar a eleição; por outro lado, o chanceler José Serra optou por acreditar que o raio poderá cair no mesmo local e sumiu do debate político, imaginando que poderá inventar um novo “Plano Real”, seguindo o caminho de FHC. O sorriso hoje estampado em seu rosto não apaga a imagem de antipatia que sugere aos seus interlocutores.

Por fim, a posse definitiva de Michel Temer e a sua afirmação de não concorrer à reeleição abrem caminho para novos nomes na disputa que se destacaram ao longo desses meses no exame do retorno da “empregada” de Lula.

Sabino, antevendo os dias de hoje, encerrou a sua crônica dizendo:

“Até que um dia, como uma projeção do estado de sinistro abandono em que me via atirado, comecei a sentir no ar um vago mau cheiro. Intrigado, olhei as solas dos sapatos, para ver se havia pisado em alguma coisa lá na rua.

Depois saí farejando o ar aqui e ali como um perdigueiro, e acabei sendo conduzido à cozinha, onde ultimamente já não ousava entrar. No que abri a porta, o mau cheiro me atingiu como uma bofetada. Vinha do fogão, certamente.

Aproximei-me, protegendo o nariz com uma das mãos, enquanto me curvava e com a outra abria o forno. ” Oh não! ” recuei horrorizado.

Na panela, a carne assada, que a empregada gentilmente deixara preparada para mim antes de partir, se decompunha num asqueroso caldo putrefato, onde pequenas formas brancas se agitavam. Mudei-me no mesmo dia para um hotel.”

Dilma, que nos deixa tal qual a casa do cronista, após a reunião com investigado Lula, deve renunciar para não continuar prejudicando a imagem do Brasil neste instante em que somos observados por bilhões de pessoas. Deve, sim, mudar de vez para o hotel onde se hospedam seus companheiros. Não sentiremos saudades!

P

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FANTÁSTICO DISCURSO NO SENADO

Vídeo – Magno Malta pede meio minuto de silêncio pelo sepultamento do PT

“Vocês cresceram, viraram professores de corrupção e passaram Maluf muitas vezes”

Por: Felipe Moura Brasil 09/08/2016 às 23:13

Em mais um show de pronunciamento durante a discussão do relatório pró-impeachment de Dilma Rousseff no plenário do Senado na noite desta terça-feira (9), Magno Malta (PR-ES) pediu que a TV Senado filmasse Ricardo Lewandowski com o objetivo de mostrar que a presença do presidente do STF no comando da sessão comprova o exercício pleno da democracia brasileira ao contrário do que dizem os dilmistas com suas acusações de “golpe”.

O senador também ironizou a “paixão enrustida” do PT por Eduardo Cunha, a falta de mea culpa de Dilma Rousseff e as alegações hipócritas da Bancada da Chupeta sobre a citação de Michel Temer pelo mesmo Marcelo Odebrecht que “deu dinheiro para Dilma” e “irrigou o Instituto Lula”.

Malta afirmou ainda que o PT é como árvore de tamargueira: casca e podridão por dentro; e que os petistas viraram professores de corrupção, ultrapassando de longe Paulo Maluf – político que agora assistirá também ao sepultamento do PT, pelo qual o senador pediu 30 segundos de silêncio ao fim do discurso, arrancando risos, como de costume.

O PT, de fato, não merece um minuto completo.

Assista.

PS: Incurável, Bancada da Chupeta tentou adiar votação do relatório para quarta-feira, mas senadores que evitaram discursar para dar celeridade ao processo alegaram que não havia razão para isso nem consenso entre os líderes dos partidos sobre a necessidade de adiamento, de modo que Lewandowski decidiu pela continuidade da sessão pela madrugada adentro. Chora, PT.

* Relembre também:
– Felipe Moura Brasil entrevista Magno Malta: “Petistas têm complexo de cachorro. Morrem com o dono”
(Entrevista também disponível no Youtube: AQUI.)

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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ALMIRANTE OTHON – UM EXTRANHO CASO

O estranho caso do ALMIRANTE

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Florimar Ferreira Coutinho

08:47 (Há 46 minutos)
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Aliança pelo Brasil

 

As duas histórias do Almirante Othon

 

  1. Carlos de Assis*

 

Há duas formas de contar a história do almirante Othon Luiz Pereira da Silva, o herói do programa nuclear brasileiro condenado a 43 anos de prisão por um juiz entreguista e vaidoso cujo nome não vale a pena mencionar. A primeira é simples e direta: o Almirante, segundo o juiz, é um cleptomaníaco pervertido que não suportou a tentação de pegar uma propina da Andrade Gutierrez, construtora de Angra 3, no valor divulgado de 4,5milhões de reais. Assim, por esse ato de corrupção explícita, atirou no lixo os registros de uma notável carreira militar e de uma carreira científica ainda mais destacada, relatadas com inigualável acuidade pelos jornalistas Mauro Santayana e Luís Nassif em vários sites na internet.

A outra história é a seguinte. O Brasil, país ainda em desenvolvimento, se meteu, à revelia e contra as imposições  dos Estados Unidos, a desenvolver um programa nuclear de primeiro mundo do qual resultou uma tecnologia de ponta em centrífugas para gerar urânio enriquecido, um produto nuclear ultrasensível. Para o comando dessa tarefa designou o Almirante Othon, por sua notória especialização na área. Ele saiu-se maravilhosamente bem. Os americanos, através da Agência Internacional de Energia Atômica, quiseram bisbilhotar as centrífugas já que, com todo o potencial científico que tem, dispõem de uma tecnologia de enriquecimento menos eficiente. O Brasil recusou-se a abrir a exibir a tecnologia das centrífugas e os norte-americanos, pacientes como são, decidiram ficar de tocaia.

Com os recursos do seu poderoso sistema de informação, a espionagem norte-americana, que há muito vinha seguindo, sem sucesso, a trilha do Almirante Othon no mercado negro de peças e equipamentos da indústria nuclear, necessários para o desenvolvimento do programa nuclear brasileiro, obviamente só possíveis de serem compradas com caixa 2,encontrou no Judiciário do país um sócio perfeito para revelá-la. De fato, a Lava Jato não tem nada a ver com Angra 3, e a extensão das investigações a esta última só foi possível porque informações paralelas de Curitiba foram vazadas para ela. E, claro, tudo isso tinha uma rede básica de informação a partir da espionagem norte-americana: os “amiguinhos” do juiz Sérgio Moro, que frequentemente o cumulam de honrarias.

Qual desses dois roteiros é mais plausível? Esse último, conforme os italianos,si non é vero é bene trovatto! Pessoalmente, rejeito a primeira hipótese, a de corrupção. Não se encaixa na biografia do Almirante. E estou convencido de que, caso o Almirante tenha pedido “propina” às empresas construtoras de Angra 3, seu objetivo era formar com esse dinheiro um caixa 2 para comprar para as centrífugas equipamentos nucleares no mercado negro, já que os países monopolistas da tecnologia nuclear não os vendem de forma regular. Claro que o Almirante não poderia dizer isso aos empresários que estava fazendo um caixa 2 para ajudar o Brasil a desenvolver a tecnologia nuclear. Estaria revelando um segredo de Estado. E não pode revelar também para o juiz porque não se revela esse tipo de segredo a ninguém inconfiável.

O lado ainda inexplicável dessa história é o papel desempenhado pela Marinha e as outras Forças Armadas. Elas deveriam ter levantado imediatamente a bandeira do segredo militar quando o Almirante foi preso pela primeira vez. A conclusão é que ou estão todos comprometidos com segurança para os norte-americanos, ou são desatentos  com a Defesa brasileira. A propósito, o contra-golpe na Turquia, que interpretei corretamente aqui antes que qualquer outro comentarista, revelou a estreita cumplicidade do sistema judiciário turco com a CIA e o Pentágono. Não sei se é também nosso caso. Entretanto, os caminhos perseguidos pela Lava Jato e pelo processo de Angra, com a agressividade da condenação dos que não fazem delação premiada (ou revelam segredos de Estado), nos deixam em profunda suspeição.

 

P.S. Um criminoso de guerra a serviço dos nazistas, Werner Von Braun, recebeu total cobertura do governo norte-americano para escapar da Alemanha e da forca, nos últimos dias da guerra, pelo simples fato de ser um cientistas de primeira linha e não obstante milhares de vítimas de suas V1 e V2 lançadas sobre Londres. Nos EUA, chefiou o programa de mísseis que, na parte civil, levou o homem à lua. Tornou-se herói nacional. É assim que os EUA fazem com os homens de ciência que servem ao interesse nacional. Aqui, recompensam-nos com 43 anos de prisão!

 

*Economista, professor, doutor pela Coppe/UFRJ.

 

 

A Lava Jato e o Vice-Almirante. Por Mauro Santayana

04 de agosto de 2016 Carlos Eduardo

por Mauro Santayana, em seu blog

Em uma sentença que chama a atenção pela severidade e a ausência de proporcionalidade, o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi condenado, ontem, por um juiz do Rio de Janeiro – com uma decisão que atingiu também a sua filha – a 43 anos de prisão por crimes supostamente cometidos durante as obras da usina nuclear de Angra 3.

O vice-almirante Othon é um dos maiores cientistas brasileiros, um dos principais responsáveis pelo programa de enriquecimento de urânio da Marinha, que levou o Brasil, há 15 dias, a fazer a sua primeira venda desse elemento químico – usado como combustível para reatores nucleares – para o exterior, para uma empresa pertencente ao governo argentino.

Em qualquer nação do mundo, principalmente nos EUA – país que, justamente por ser brasileiro, e não norte-americano, o teria espionado, “plantando” um homem da CIA ao lado do seu apartamento – o vice-almirante Othon  estaria sendo homenageado, provavelmente com uma medalha do Congresso ou da Casa Branca, por serviços de caráter estratégico prestados ao fortalecimento da Nação e ao seu desenvolvimento.

No Brasil de Itamar Franco – um homem íntegro e nacionalista, que cometeu a besteira de confiar em quem não devia e abriu a Caixa de Pandora da tragédia neoliberal dos anos 1990, ao apoiar para sua sucessão  um cidadão em cujo governo, segundo o Banco Mundial, o PIB e a renda per capita recuaram e a dívida pública duplicou, deixando ainda um papagaio, com o FMI,  de 40 bilhões de dólares – o Almirante Othon recebeu, em 1994,  da Presidência da República, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.

Ele também é Comendador da Ordem do Mérito Naval; da Ordem do Mérito Militar; da Ordem do Mérito Aeronáutico; da Ordem do Mérito das Forças Armadas; da Medalha do Mérito Tamandaré; e recebeu, além disso, a Medalha do Pacificador, a Medalha do Mérito Santos-Dumont e a Medalha Militar de Ouro.

No Brasil kafquianamente imbecilizado, midiotizado, manipulado, plutocratizado, deturpado, moralmente, da atualidade, que caminha a passos largos para a instalação de um governo  – de fato – de exceção e fascista – e, ainda por cima, entreguista e anti-nacional – a partir de 2018,  ele está sendo condenado por uma justiça em que muitos membros recebem acima do teto constitucional, perseguem jornais que os denunciam, e podem fazer palestras remuneradas sem ter que declarar quanto estão recebendo, conforme resolução do CNJ divulgada no início deste mês de julho.

Com uma maioria de patriotas, nacionalistas, legalistas, constitucionalistas,  os militares brasileiros tem suportado em silêncio digno a interrupção e as ameaças que pairam, como aves de rapina, sobre numerosos projetos de defesa que tiveram início na última década e sobre as empresas responsáveis por eles, como o dos submergíveis convencionais e o do submarino atômico – de cujo desenvolvimento do reator já participou o próprio Almirante Othon – sob responsabilidade da Odebrecht,  um dos grupos mais prejudicados e perseguidos pela Operação Lava-Jato, que já teve que demitir mais de 120.000 pessoas no último ano; também encarregada, por meio da Mectron, da construção, em conjunto com a Denel sul-africana, do míssil A-Darter que irá armar os novos caças Gripen NG-BR, que estão sendo – também por iniciativa dos dois últimos governos – desenvolvidos com a Suécia por intermédio da SAAB.

Tudo isso, em nome de um pseudo combate à corrupção hipócrita, ególatra, espetaculoso e burro, em que, para descobrir supostos desvios de um ou dois por cento em programas estratégicos de bilhões de dólares, condena-se ao sucateamento, atraso ou interrupção – como era o caso, há anos, das obras de Angra 3 antes de sua retomada justamente pelo Vice-Almirante Othon –  os outros 97%  dos projetos, sem nenhuma consideração pela aritmética, a lógica, o bom senso, a estratégia nacional, o fortalecimento ou o desenvolvimento brasileiros.

Isso, ainda, para vender, falsa e mendazmente, com a  cumplicidade de uma parcela da mídia irresponsável, apátrida, estúpida e venal, a tese de que se estaria “consertando” o país,  quando o que se está fazendo é jogar o bebê pela janela junto com a água do banho, e matando a boiada inteira para exterminar meia dúzia de carrapatos, no contexto de um projeto de endeusamento de um personagem constantemente incensado por uma potência estrangeira – justamente aquela que espionou o próprio Almirante Othon – quando se sabe que para prender corruptos não era preciso arrebentar com as maiores companhias de engenharia do país, como se está arrebentando, nem com os principais projetos bélicos e de infraestrutura em andamento, ou com a Estratégia Nacional de Defesa, árduamente erguida nos últimos anos, ou com um conjunto de programas do qual toma parte, ainda, o Astros 2020 da Avibras; a nova família de fuzis de assalto IA-2, da IMBEL; o Cargueiro  Militar multipropósito KC-390 da Embraer;  a nova linha de radares SABER;   os 1050 novos tanques Guarani, desenhados pelo Departamento de Engenharia do Exército, até algum tempo atrás – ao que se saiba – ainda em construção pela IVECO;   os novos navios de superfície da Marinha; ou o novo satélite de comunicações que atenderá às Forças Armadas.

Os alegados 4 milhões de reais em “propina”  eventualmente pagos em consultoria ao Almirante Othon – uma das razões de sua condenação a mais de 40 anos de prisão – seriam, caso sejam comprovados, uma migalha diante do que ele mereceria receber, em um país mais patriótico e menos hipócrita, como cientista e como compatriota, e uma quantia irrisória, se formos considerar, por exemplo, o preço de um apartamento de quatro quartos em Higienópolis, em São Paulo – há os que são vendidos a preço de “ocasião” – ou o fato de ratos como Eduardo Cunha, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, com dezenas de milhões de dólares na Suíça, terem sido soltos pelo Juiz Sérgio Moro e, tranquilos, estarem em casa neste momento.

Só no Brasil, também, um cientista desse porte é enxovalhado,  como o Vice-almirante Othon está sendo, nas redes sociais, por um bando de energúmenos, ignorantes, preconceituosos e estúpidos que não tem a menor ideia do que está ocorrendo no país, e que pensam mais com o intestino do que com a cabeça.

Só não dá para dizer que dá vergonha de ser brasileiro porque o Brasil é maior que esta corja tosca, anti-nacional, vira-lata, manipulada e ignara, e  porque mesmo que os cães ladrem a caravana irá passar, finalmente, um dia, altaneira e impávida.

Como diria Cazuza, o tempo não pára.

Aos que estão arrebentando com a Pátria – e com as suas armas, seus heróis e seus exemplos – sacrificando-os no altar de suas inconfessáveis, imediatistas e rasteiras ambições,  sobrará o  inexorável e implacável julgamento da História.

Sérgio Moro faz escola: Almirante Othon é condenado a 43 anos de prisão. Penas longas e condições degradantes nos presídios diminuem a criminalidade?

04 de agosto de 2016 Pedro Lorenzi Breier

por Pedro Breier, correspondente policial do Cafezinho

O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, foi condenado a 43 anos de prisão pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas.

Em depoimento, no mês de abril, Othon admitiu que recebeu dinheiro da construtora Andrade Gutierrez através de contratos de fachada, como pagamento para a realização de um estudo sobre a importância de Angra 3 para o país, mas negou que tenha concedido ou obtido vantagens ilegais por conta disso.

O ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, também foi condenado, mas com a redução da pena concedida por conta do acordo de delação premiada, cumprirá 7 anos e 4 meses de detenção.

Diante da idade do almirante (77 anos), na verdade sua pena será de prisão perpétua, caso seja confirmada pelos tribunais.

Já o corruptor cumprirá uma pena quase 5 vezes menor porque resolveu delatar. A discrepância e consequente injustiça é flagrante.

Essa pena de mais de 40 anos de prisão a um senhor de 77 anos demonstra o quanto estamos atrasados.

Ela é fruto da ilusão de que penas mais duras geram o efeito de diminuição da criminalidade, quando na verdade os países com melhores resultados foram os que seguiram as sugestões de Beccaria, autor de Dos delitos e das penas, cuja síntese, segundo o jurista Luiz Flávio Gomes, é a seguinte: a pena não precisa ser necessariamente severa, mas sim justa e infalível. Vejam esse trecho de artigo do jurista:

É muito mais importante para o controle do crime a certeza do castigo que o volume intenso do castigo previsto na lei (que se sabe que raramente é aplicada). De outro lado, paralelamente à certeza do castigo é preciso cuidar da educação assim como das reformas socioeconômicas (isso se chama prevenção primária).

Os países escandinavos (Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Islândia) assim como vários outros (Canadá, Alemanha, Espanha, Itália, Áustria, Nova Zelândia, Holanda etc.) que vivenciaram o Estado de Bem-Estar social (sobretudo nos 30 anos gloriosos: 1945-1975) e seguiram o padrão de Beccaria (prevenção primária + certeza do castigo) contam com menos de 1 assassinato para cada 100 mil pessoas. A combinação de educação forte + certeza do castigo acontece em vários países orientais (Japão, Coreia do Sul, Cingapura, Taiwan, Hong Kong etc.): eles contam com menos de 2 assassinatos por 100 mil habitantes.

Enquanto a Noruega reabilita para a vida em sociedade 80% de seus presos, no Brasil as prisões são amplamente conhecidas como escolas do crime: as condições degradantes dos presídios facilitam o domínio das organizações criminosas, as quais não têm dificuldade de cooptar os novatos.

Milhares de pessoas são presas no Brasil por tráfico de drogas, por exemplo, sem que tenham cometido crime violento ou tenham sido flagradas portando arma.

Prender réus primários não violentos significa colocá-los em contato com organizações criminosas e afastá-los da reinserção social. Como diz o juiz Marcelo Semer neste artigo: “Afinal, se todos querem um funcionário ficha limpa, quem vai empregar os egressos? E o que farão depois, sem chance de trabalho?”

Enquanto a Noruega condenou o assassino de 77 pessoas a 21 anos de prisão o Brasil condena um senhor de 77 anos, que não cometeu crime violento, a 43 anos de prisão.

Enquanto na Noruega as prisões são pensadas para reabilitar os condenados, no Brasil quanto mais sub-humano o tratamento ao preso, melhor.

Vejam como são tratados os presos de Sérgio Moro, o representante mor do medievalismo em matéria penal, descritas pela filha de Mônica Moura, esposa de João Santana, emresposta a uma matéria canalha de O Globo sobre o sorriso de Mônica ao sair da cadeia:

Ela sorri. Ela sorri sempre. Ela ri até quando chora. Ela sorriu desmedidamente até no dia que eu fui visitar ela numa penitenciária de segurança máxima, onde ela ficou 45 dias. Me deixaram vê-la depois de 30 dias que ela passou em período de “triagem”, onde só podia tomar banho de sol 3 vezes por semana, passava todo o resto do tempo trancada numa cela de 2 metros. Ficou as primeiras 48 horas seguidas nessa mesma cela, sem luz nenhuma. Sem saber que horas eram, sem poder pedir pra que os seus advogados trouxessem uma lâmpada, afinal, eram regras do presídio. Sem acesso a uma caneta pra escrever uma carta pros filhos dela. Com as costelas machucadas porque estava dormindo num colchão fino que fazia com que ralasse as costas a noite toda. Ah, ela estava na ala das prisioneiras do PCC, umas das mais perigosas do país.

Não, ela não tinha sido condenada.. Sequer julgada.. Mas aí estava. Cada vez que ela tinha que ver um advogado, o que acontecia diariamente, ela precisava fazer aquela revista humilhante, sem roupa alguma.. Mas sabe o que ela fez nessas 3 horas que permitiram que eu ficasse com ela? Ela sorriu. Riu, deu gargalhada de cada história que contei. Sorriu com a alma mesmo, riu de chorar.

Isso que Mônica Moura não é negra nem pobre, para os quais o sistema penal costuma reservar sua face mais autoritária e desumana.

E ela não foi nem julgada! Meses presa preventivamente para Moro libertá-la afirmando que a responsabilidade criminal dela “enconta-se em um nível talvez inferior da de corruptores, corrompidos e profissionais do crime”.

Ora, ficou meses sendo torturada pelo Estado brasileiro por que, então?

Alguém indenizará esse tempo de vida em liberdade arrancado da pessoa?

Mesmo que houvesse indenização, é possível medir em dinheiro o valor da liberdade e o tempo de vida perdidos? Lógico que não!

Brasil ou Nourega: alguém está errado nessa história. Não é difícil perceber quem.

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Livro GUERRILHA DO ARAGUAIA – NOVA TIRAGEM

 

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[Prefácio de Jarbas Gonçalves Passarinho]

PEDIDOS para liciomaciel@gmail.com ou 21 22596817

Remessa pelo CORREIO.

NOTA : Esta capa (Javali – Asdrúbal – Cid) foi adotada para demonstrar que não apenas estamos orgulhosos da tremenda vitória sobre os bandidos do PCOMUNISTAdoB nas selvas brasileiras em apenas dois meses e alguns poucos dias, bem como avisar que estaremos sempre aguardando que criem coragem para uma outra tentativa.  Cursar terrorismo em Cuba,  na Rússia e na China, de nada adianta…

CONTRACAPA do livro:

Historicamente, a organização de uma nação começou a ser desafiada com o Iluminismo europeu, sob inspiração de Rousseau, culminando nos ideais da Revolução Francesa e, a partir de 1848, nos diversos programas revolucionários inspirados na ideologia socialista. Rousseau foi o precursor intelectual do totalitarismo dos séculos XIX e XX, cuja expressão mais fiel encontra em Marx e Engels seus mais lídimos representantes. Ambos se sentiam desde o começo atraídos pela versão jacobina do terror de Robespierre, Blanqui, Fourier e Proudhon.  Robert Service assinala em sua historia do          comunismo mundial (Difel, Rio, 2015) que a proposta de Blanqui era a de uma revolução violenta “para destituir do poder as classes governantes e estabelecer um regime ditatorial que promovesse o avanço do socialismo”. É esse DNA radical que vai contaminar toda a obra de  Marx e Engels, tanto no mundo das ideias quanto – e principalmente – no campo do ativismo político, situando-os em franca oposição à tradição democrática.

Aristóteles, quando se refere à violência revolucionária, afirma que as rebeliões são levadas a efeito de dois modos: pela força ou pela fraude.

Isso nos leva imediatamente a indagar qual desses caminhos prevaleceu entre nós nesse episódio trágico de nossa história recente ao qual se convencionou chamar de Guerrilha do Araguaia.

Mesmo a mais despretensiosa análise do resultado que se seguiu a mais essa arremetida da esquerda no sentido de instalar no Brasil um regime nos moldes das ditaduras socialistas (a primeira tentativa armada foi a chamada Intentona Comunista de novembro de 1935), revela que, no final das contas, tudo não passou de mais uma fraude bisonha – a história se repetindo como uma farsa, como diria o próprio Marx.

O fato é que a fraude permeou todo o movimento de esquerda que de há muito já havia traído os seus fundamentos históricos, hauridos nas assembléias heroicas da Revolução Francesa: o comprometimento com as chamadas classes oprimidas e com a revolução que haveria um dia de melhorar a sua condição. Sob o disfarce de um discurso que elevava a utopia esquerdista à categoria de verdadeiro sucedâneo da religião cristã, o que havia mesmo era um projeto de poder totalmente alheio aos ideais democráticos da Constituição do estado brasileiro. Mas a máscara não poderia se sustentar indefinidamente. Lá fora, era o fracasso e a dissolução da União Soviética e todo o bloco de países comunistas, a queda do muro de Berlin e a extinção da Alemanha Oriental. Aqui no Brasil, o descalabro inevitável desses doze anos de experiência de governo do PT e o veneno mortal da crise ética e moral que se abateu sobre o corpo político brasileiro.

Jarbas Maciel

Casa Forte, outubro de 2015

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Relutei bastante em tornar público este texto.

A insistência dos amigos para que eu mesmo escrevesse sobre mi- nhas experiências, desde que inseri na Internet um relato sumário sobre o assunto, principalmente para corrigir os fatos vergonhosamente de- turpados e difundidos pela imprensa mentirosa, comprada e descarada- mente revanchista (eles não queriam me dizer:“Escreve, Asdrúbal velho de guerra, enquanto está vivo…”).

Mantive silêncio durante todos esses anos, mesmo no meio militar, principalmente por ser assunto classificado de secreto pelo Exército. No entanto, aqueles que tinham a obrigação de oficialmente rebater os ata- ques à Instituição, não o fizeram. Acovardaram-se. Esqueceram o prin- cipal, que a disciplina e a hierarquia não têm apenas um sentido. Assim, fui impelido naturalmente a entrar nesta“nova” luta, que eu tinha deixa- do já ganha, há muito,“na esfera de minhas atribuições”.

Antes de cursar o IME (Instituto Militar de Engenharia), eu já era Paraquedista, tendo realizado todos os cursos, inclusive o curso pioneiro de Forças Especiais, onde fui aluno-instrutor de comunicações. O IME foi para mim, além de um acalentado e antigo sonho de adolescente, um “carro de fogo”, uma prova inesquecível; foram quatro anos de estudos com professores de elevadíssimo nível intelectual, a maioria com doutorado no exterior, principalmente no MIT (Massachussets Institute of Technology) e na França. As comunicações, com a evolução tecnológica, passou a se denominar telecomunicações e, acoplada à informática, passou a ser a Telemática. Nenhuma célula de combate prescindirá de um eficiente sistema de comunicação…

 

SOLDAD~19

Livro com 298 páginas,  figuras em p&b

 

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