UMA VIDA, MIL PERIGOS…

RECORDANDO UM ARTIGO QUE MUITO ME TOCOU PELA RESPOSTA DO GARIVALDO…

UMA VIDA – UM PERÍODO – MIL PERIGOS

4289Projeto Bruce Roberts 27′

Barco veleiro de nome Krum, do velejador Licio Maciel que percorreu de Bertioga até Natal, entrando em todos os melhores abrigos do nosso fantástico litoral, inclusive Abrolhos, Rocas e Noronha, num período de 30 anos, sem nenhum acidente grave.

Construído:

veleiroKRUM

AMAZONebook

Sua história está em http://www.clubedavela.com.br

Será que está na hora de esclarecer as causas da “onda tsunami” que o atingiu. querendo destruí-lo moralmente? As “coisas” atuais por aqui, afinal, merecem revelar mais um importante general também participante, fora as outras graves acusações que lhe imputaram, “nadando” na lama….

De tanto ver a imbecilidade humana, a extrema imbecilidade dos “filhos dos deuses gregos”, além de duvidar deles e Dele, criei ódio aos “cumunistas”. Hoje, eu levaria ao paredón todos eles… Não se perderia nada. Só assim ficaríamos livres desses vermes . São anos de uma lutas contra eles, contra a imbecilidade de quem é mais teimoso que um jegue lá das proximidades de Garanhuns… Na vida real sempre enfrentei firmemente os “cumunista”, sem as firulas dos pseudo-intelectuais de ambos os lados. Até mesmo no EB, enfrento até hoje os comunistas (melancias). Conheço cara no EB que sabe a vida de Gorki de cór; adora Marx, Engels e toda a corriola acéfala e é fã de Stalin, adora Putinho e o viado Che… Enfim, extrapolando, o cara que aceita uma nomeação dessa corja que aí está, é cumunista (ele, de tão comunista, dá até o rabo para os outros…) e sai tentando doutrinar os demais. Como bom leitor (meu pai era professor universitário e dono de Faculdade em Recife, tinha mais de um milheiro de livros em enormes estantes rústicas de madeira ao longo dos corredores de nossa grande residência, para abrigar uma família de mais de 10 pessoas na rua Gervásio Pires, em Recife (ou no Recife, como querem os mais apegados a Camões…). Desta casa, hoje, só resta o corredor principal, demolida que foi para o alargamento, até o Derby, da Rua Conde da Boa Vista, desde a Rua da Aurora que margeia o Capiberibe, ponte que liga a Conde da Boa Vista à Rua Nova. Eita cabra danado de enrolado para escrever… Entenda quem quiser. Eu lia desde livros didáticos, além dos de minha escola, de deveres, até os livros de sacanagem, inclusive os classificados homônimos, de medicina legal e os de Pitigrilli, hoje “infantis” no ramo, na TV, em cinemas de guri e peças da Xuxa, sem citar os gibis (Mandrake e o “negão” pianista que puxava o piano, Tocha-Humana, Tarzan (Edgar Rice Burougs(?), Carl May (Old Shure Hand), etc.etc.etc. Quando tinha uns 15 anos old mais ou menos, fim da II Grande Guerra, governo de Agamenon Magalhães, teleguiado de Getúlio Vargas, caiu em minhas mãos um exemplar da Intentona Comunista de 1935. Li com fleugma britânica da primeira vez. Antes de dormir, fiquei pensando no livro; no dia seguinte, primeira hora livre, comecei a examiná-lo acuradamente. Daí, então, comecei a ver quão filhos-das-putas eles eram e são. Mas, cada um prefere o destino que deseja (hoje vejo bem mais a sério o tal do destino). Nessa época, para vocês verem minhas atividades, eu tocava vários instrumentos de música: realejo (gaita de boca), ocarina, flauta, um pouco de trompete, acordeon e violão. Lembro isso, para mostrar um pouco de mim. Fiz concurso para o Instituto Tecnológico de Pernambuco e para a Escola Militar de Resende, em 1950, Passei nos dois e optei pela AMAN. No do ITEPE, passei na frente, inclusive, de alunos da Escola de Engenharia (eu acabara de completar o Científico). Três anos depois, já AspOf, fiz concurso para a Escola de Paraquedismo do EB e fui pra lá, num dos períodos mais felizes de minha carreira militar, ultrapassada apenas pelos quase três anos de CMBW, em Washington, onde pude frequentar inúmeros cursos técnicos e náuticos, onde eu e minha família fomos por demais felizes, preparando o projeto, no papel, de meu barco de oceano (projeto Bruce Roberts 27’, de fibra de vidro – 8 metros de comprimento).

Este detalhe, náutico, abre uma lembrança importante em minha carreira: um general altamente enquistado em alto cargo do governo, impedido diretamente por mim de roubar desbragadamente, por meio de um irmão “laranja”, já que o meu chefe imediato não tinha coragem de enfrentar a tal “otoridade”, virou baterias sobre um simples e humilde TCel da reserva, que tinha sido “obrigado” a pedir transferência do serviço ativo por perseguição de um grupo de “melancias” mais graduados, enquistados alhures nos altos escalões do EB… (deixa pra lá – foi o início da “vingativa”, por cagaço dos generais de altos comandos, com outros interesses, ou similares). Queria “destruir” o meu esporte predileto, desde a infância. Tentou “inventar” um barco de $30 milhões, 30 metros de comprimento, que até hoje, depois de 40 anos, nunca apareceu. Distribuíu toda a mentira asquerosa pelos generais “machões” da época, que logo acreditaram (foram os únicos que aceitaram, mesmo sabendo da mentira deslavada, fácil de constatar de imediato – onde estaria o tal barco? Nunca apareceu até hoje…). Logo depois, começa a onda vergonhosa do revanchismo, incentivada por FHC, o filho imbecil de um general que assim o bem declarava e definia (se Lula, Collor, Sarney enganaram, imagine…). Com a malta de generais “machões furta-cor” promovidos a começar por Collor, etc. (exceto Itamar), o assunto “pegou” em uma esfera sempre suspeita  e o pobre tenente coronel da reserva não teve oportunidade de se defender… Como eu prossegui velejando indiferente ao plano deles, em longos percursos, de graça pois o vento sopra e não depende da Petrobras, hoje saqueada pelo grupo de comunistas/larápios, em grandes percursos desde Bertioga até Natal  passando pelos melhores abrigos até Noronha” inclusive alguns trechos e períodos com a família, deixei pra lá, até que o Parmezão do SNI publicou um livro altamente mentiroso, dando meu nome completo, num dos combates mais conhecidos de todos os interessados nos assuntos da luta armada (o do combate com o grupamento A, descrito no Relatório Arroyo, quando a guerrilheira Sonia me acertou gravemente, em 23/Out/73 – que descrevi (e citei testemunhas) no Araguaia” publicado um ano depois do Carcamano ter mencionado meu nome completo numa história inventada por ele, deturpada desde os tempos do João Cheiro de Cavalo…). O tal general passou esses últimos 40 anos ruminando o ódio contra mim (quem não deve não teme) enquanto eu velejava no meu pequeno (quase diminuto mas incrível)veleiro de fibra de vidro… mas o irmão dele me odiou muito mais, até morrer, pois não deixei que eles, os dois, assaltassem, como hoje Zé Dirceu, Genoíno e etc etc etc. fazem e ninguém os fuzila (é só colocar o País em estado de guerra, prendê-los sob ferros pelos crimes cometidos e aplicá-los a pena de fuzilamento com munição trazida de Cuba… fácil, fácil). Mais uma vez, o cagaço dos generais impede o País de voltar aos trilhos. Culpam hoje os serviços de inteligência, pela inteligência cagacitiva…(que faz parte, naturalmente, de um planejamento lógico, inteligente – até Dercy Gonçalves revelou isto…). Pergunto eu, que tal tomar as medidas saneadoras das que envergonham o Brasil, antes do cagaço??? Antes de esperar por políticos ainda mais gatunos…??? Como diz um conhecido cantor popular: morre um político e nascem dez… Cagaço, meu chapa, é cagaço, aqui ou na China. Veja porque nem mesmo as “merdalhas” distribuídas e abonadas por eles valem merdas nenhuma… muitos devolveram e eu joguei a minha, com palma e tudo mais, fora (a minha “patroa”, quem mais sofreu na ocasião, retirou-a do lixo, sem me avisar e a salvou…só revelando o fato quando um “comuna de carteirinha”, sem princípios ou ética, quis ver a tal medalha…). Cagaço até de cumprir a Lei…

Que detalhe pequeno, hein? Faltou dizer que o tal general poderoso vai morrer muito primeiro que eu… o irmão já se foi…felizmente, ambos com consciências pesadas….

Mas, voltando ao fio da meada, em cujo interim remoto, meio anterior, houve a guerrilha do PCdoB, onde constatei mais de perto a imbecilidade dos filhos de Adão e Ivo (eu estou fora, pois um tal de Darwin, que só podia ser inglês, pela persistência de propósitos , descobriu o real fio-da-meada…), no que resultou no nome do meu veleiro: Krum (de Kromagnon) com 30 anos de velejadas por esses brasis afora, nunca sofreu um acidente sério.

Por hoje chega, pois catar milho com pouca enxerguesa, não é mole. Fica para uma próxima vez. Bom proveito nas memórias de um idoso, jamais velho…

WANDA5

 

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DETERMINAÇÃO DA POSIÇÃO ASTRONÔMICA- lembrai – vos da Amazônia…

Há processos mais fáceis e mais rápidos. Usamos um sextante Davis e um cronômetro.

O próprio manual do sextante Davis fornece um resumo dos dados anuais, que não necessita do almanaque náutico.

Há também programação para facilitar o emprego.

Quem se interessar, informe para liciomaciel@gmail.com ou visite http://www.liciomaciel.wordpress.com

Eles podem entrar na Amazônia. Mas sair, só mortos… (candiru neles, tiranabóia, ou chumbo grosso, etc).

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BOLSONAROS

Vamos com calma!!! Quem suportou o PT por tanto tempo, não irá afobar por resquícios,… Bolsonaro colocará o Brasil nos eixos quer queiram quer não… Afinal o país dos “adevogados” exixte desde Caminha…


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OS VALENTES GUERRILHEIROS DO ARAGUAIA

OS VALENTES GUERRILHEIROS DO ARAGUAIA PENSARAM FAZER PIC-NICK  POR LÁ…

 

Estudantes não sabiam que iriam participar da guerrilha

Reprodução

No livro ‘Borboletas e Lobisomens’, o historiador e jornalista Hugo Studart traz algumas conclusões inéditas sobre a Guerrilha do Araguaia. A obra tem sido alvo tanto de críticas quanto de elogios ao reconstituir o movimento de luta armada formado pelo PCdoB às margens do Araguaia no início da década de 70 para combater o regime militar.

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Uma das conclusões do autor, após quase uma década de pesquisa e análise de documetos inéditos e de entrevistas com sobreviventes, é que a maior parte dos jovens estudantes recrutados pelo partido para formar a guerrilha na região não sabia que iria para o interior do Brasil para pegar em armas e enfrentar o regime.

— Colhi depoimentos orais dos guerrilheiros sobreviventes, que disseram que sabiam que estavam indo para o trabalho político no campo, mas não sabiam onde nem o que era por questões de segurança. Apenas cinco membros da executiva do partido sabiam. Alguns até imaginavam, mas outros pensavam que iriam fazer trabalho social. Eles, portanto não eram informados explicitamente da luta armada.

Ao longo das cerca de 600 páginas, Studart narra como a guerrilha foi dizimada pelo Exército. E relata que no final do conflito os jovens que ainda estavam na mata ficaram em situação de extrema vulnerabilidade, sem comida, doentes e magros, lutando pela sobrevivência e querendo sair dali. Outra polêmica é que o autor chama três comandantes de ‘desertores’.

— Três comandantes desertaram, e eu uso a palavra desertar. O primeiro foi João Amazonas, que foi tratar os dentes e não voltou. Nas conclusões eu digo que foi um ato de covardia. A ordem era: ou traz a bandeira da vitória ou deixa os ossos por lá. Mas quando os militares chegaram ele foi embora para São Paulo, cortou as linhas de abastecimento e as linhas de comunicação, e nunca deu notícia. As cartas chegavam do Araguaia para São Paulo, mas não de São Paulo para o Araguaia. A Elza Monnerat também saiu correndo quando chegaram os militares para avisar João Amazonas e não voltou para ajudar os garotos. E o Angelo Arroyo, que com a morte do Maurício Grabois seria o comandante em chefe, mas ele foge. Isso não é conclusão minha. Está nos  documentos do próprios guerrilheiros, que o chamaram de traidor, de desertor, como a carta da guerrilheira Tina, a Dinalva, chegou ao partido, um relato de desespero. Este documento estava em arquivos do partido que foram apreendidos na chacina na Lapa de 1976, e estavam nos arquivos do Dops em São Paulo.

Para o autor, a explicação de que a morte de um dos dirigentes em São Paulo, justamente o que era responsável pela comunicação e abastecimento da guerrilha, não justifica o corte de contato com a guerrilha.

— Danielli [dirigente responsável em São Paulo pela comunicação] foi preso em 1971 e morto e não foi colocado ninguém no lugar dele para fazer contato com a guerrilha. A guerrilha foi exterminada em 1974. O Exército chegou em 1972. O João Amazonas desertou em abril 1972, o Angelo Arroyo desertou em 1974 e nunca se colocou ninguém no lugar. Nas conclusões eu escrevo que eles ficaram sem linhas de abastecimento, sem comida, sem remédio, sem dinheiro, sem comunicação, sem rota de fuga, sem planos, apenas com determinação de trazer a bandeira da vitória ou deixar os ossos por lá. Você tem 53 garotos que deixaram os ossos lá.

Studart rebate as críticas que tem recebido de estar manchando a memória dos guerrilheiros.

— Eu descrevo as vidas, os sonhos e as mortes dos guerrilheiros. Ninguém foi tão fundo contando a vida, o sangue e as mortes.

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O Cérebro no mundo digital

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O cérebro no mundo digital: Os desafios da leitura na nossa era (Português) Capa Comum – 29 mai 2019

Nunca se leu tanto como hoje. Com alguns toques no smartphone, temos na palma da mão um universo de informações. Mas será que estamos lendo de verdade, apreendendo esses dados, analisando-os criticamente, ampliando nossos conhecimentos a partir deles, transformando tudo isso em sabedoria? A professora Maryanne Wolf responde a essas perguntas, mostrando neste livro os efeitos da leitura nas mídias digitais para o cérebro leitor, principalmente dos jovens. A partir das pesquisas mais modernas, muitos exemplos literários e de sua própria experiência como pesquisadora e mãe, a autora apresenta uma discussão impressionante sobre o impacto da tecnologia para a maneira como estamos lendo, consequentemente, para a nossa cognição, e o que isso pode acarretar para o futuro da humanidade. Surpreendente e necessária para os tempos de hoje, esta obra é, acima de tudo, uma defesa da leitura.

O cérebro no mundo digital é escrito por uma neurocientista em forma de cartas ao leitor

A pesquisadora Maryanne Wolf trata do impacto da atenção que se dedica a um texto na capacidade de pensamento crítico

 por Estado de Minas 07/07/2019 09:32
 

Maurenilson Freire/CB/D.A Press
(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press )

Quem lê com atenção a passagem do romance Anna Karenina, de Leon Tolstoi, em que a protagonista comete suicídio, não passa incólume por essa experiência. “Os mesmos neurônios que você utiliza quando mexe as pernas e o tronco são ativados também quando você lê que Anna se jogou na frente do trem”, descreve a neurocientista cognitiva e pesquisadora da leitura Maryanne Wolf, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, em seu livro O cérebro no mundo digital, lançado no Brasil pela editora Contexto.

saiba mais

  • Em livro, neurocientista defende que sonhos ajudam a tomar decisões
“Uma grande parte de seu cérebro foi ativada tanto pela empatia ante o desespero visceral da personagem quanto pela ação motora de neurônios-espelho interpretando esse desespero. Quem leu essa passagem no romance de Tolstoi também se jogou.” No entanto, Wolf argumenta que somente quem leu atentamente passou por esse processo mental – e EM Cultura estamos perdendo a capacidade de imergir dessa forma nos livros.
Seres humanos não nasceram para ler. Diferente da linguagem, que é inata, a leitura é uma das aquisições mais importantes do Homo sapiens, característica única na natureza, que implicou um processo de mudança da estrutura e das conexões do cérebro. Tanto que, em analfabetos, “a maior parte dos grupos de trabalho neuronais que usamos hoje para as letras e palavras são amplamente associados a tarefas visualmente semelhantes, mas funcionalmente diferentes, como a identificação de objetos ou rostos”, de acordo com Wolf.
A primeira carta de O cérebro no mundo digital (o livro é dividido em epístolas e escrito com a linguagem intimista de um diálogo da autora com o leitor) se dedica a explicar didaticamente como funciona o circuito da leitura no cérebro para, nas outras cartas, detalhar como a leitura em telas de computadores, celulares, tablets – e até mesmo e-readers projetados especificamente para isso – vem perturbando esse processo intrincado e reduzindo nossa capacidade cognitiva de imergir em um texto.
“A qualidade de nossa leitura não é somente um índice da qualidade de nosso pensamento, é o melhor meio que conhecemos para abrir novos caminhos na evolução cerebral de nossa espécie. Há muito em jogo no desenvolvimento do cérebro leitor e nas rápidas mudanças que caracterizam atualmente suas sucessivas evoluções.”
A escrita – e, portanto, a leitura – é uma das mais poderosas ferramentas que a humanidade já concebeu. No também recente O mundo da escrita, o crítico Martin Puchner mostra como ela foi sinônimo de poder ao longo dos milênios: “Os sacerdotes indianos se recusavam a escrever as histórias sagradas por medo de perder o controle sobre elas, sentimento compartilhado pelos bardos da África Ocidental, que viveram 2 mil anos depois, quase do outro lado do mundo. Os escribas egípcios adotaram a escrita, mas tentaram mantê-la em segredo, com a esperança de reservar o poder da literatura para si mesmos.” Ele perpassa a história da civilização para evidenciar como a escrita transformou o mundo irremediavelmente – até chegar à era da internet.
Os livros de Puchner e Wolf revelam, juntos, um amplo panorama do passado e um assombroso prognóstico do futuro da leitura. E ambos compartilham uma preocupação em comum: que essa ferramenta tão valiosa esteja em risco graças ao progresso tecnológico. Não que as pessoas não estejam lendo. Wolf mostra que um americano médio lê, por dia, uma quantidade de palavras equivalente à de um romance curto. “Infelizmente, é raro que essa leitura seja contínua, constante ou concentrada”, lamenta.
As telas digitais, de acordo com Wolf, oferecem obstáculos muito mais severos que o papel para alcançar a concentração, como a iluminação, a disputa pela atenção do usuário e a poluição sinestésica. E não são apenas os leitores em formação que sofrem: ao se submeter aos próprios testes, ela identificou em si mesma uma perda na capacidade de imersão.
A autora relaciona, por meio de outros estudos, essa defasagem na qualidade da leitura à perda da capacidade de interpretação de texto e, por conseguinte, ao empobrecimento do pensamento crítico e até à redução coletiva da empatia. As sequelas para a sociedade, segundo ela, vão muito além de crises no mercado editorial, tendo efeitos práticos – e políticos – preocupantes. Leia a seguir entrevista com a neurocientista Maryanne Wolf .
Como a leitura desatenta pode afetar fisicamente a formação do cérebro a longo prazo?
A atenção inicia o resto do que acontecerá no circuito leitor. Se você está parcialmente atento, o circuito não funciona de modo ideal. Por exemplo, há uma relação entre atenção e memória. Quando você não está atento, não consolida a informação de modo que a lembre. Se não há essa consolidação, você não tem como fazer analogias, porque o cérebro está sempre comparando o que já sabe com informações novas. Se você lê com atenção parcial, não será capaz de inferir o que é verdade e fica mais vulnerável às informações falsas, menos capaz de ler crítica e analiticamente.
 
Um leitor experiente também pode perder sua habilidade com o tempo?
Testei a mim mesma e foi realmente frustrante descobrir que eu estava me tornando cognitivamente impaciente, e com essa impaciência eu não conseguia ficar tão facilmente imersa em minha leitura. Então temos de tomar cuidado.
 
O que mais impacta a qualidade da leitura: a mídia em que se lê ou o ambiente ao redor?
O principal impacto é o que você está conscientemente optando por fazer. Seja em um café lotado ou no conforto da sua casa, se seu propósito é realmente ir o mais profundo que puder, essa será sua prioridade. Mas nossa atenção pode ser facilmente distraída. Quando você está em um ônibus ou no metrô, pode mergulhar numa leitura profunda, mas é menos fácil de fazê-lo.
 
Quando a sra. afirma que a leitura profunda é mais difícil de ser alcançada por meio de telas, também se refere a dispositivos específicos para leitura, como o Kindle e outros e-readers?
Qualquer mídia tem suas vantagens e desvantagens, mas mesmo dentro do mesmo tipo há diferenças. Por exemplo, é diferente ler em uma página da internet, em um Kindle ou em seu celular. A realidade é que mesmo em um Kindle ainda há uma desvantagem em relação ao livro físico, para além dos aspectos sinestésico e tátil do papel. Dito isso, o Kindle é preferível a uma tela comum, no sentido de não oferecer a mesma competição pela atenção, o que aumenta a qualidade da concentração. As pesquisas ainda são incipientes com o e-reader, mas mostram que ele chega muito mais próximo do tipo de leitura profunda que queremos para os leitores. Porém há menos compreensão sobre a sequência das informações. Mas independentemente da mídia em que se lê, nós temos a habilidade de ler profundamente se esse for nosso propósito.
Como podemos usar a tecnologia para melhorar nossa leitura, já que não é possível regredir?
Muitas pessoas estão compreendendo que não podemos voltar atrás no progresso tecnológico. Então eu acredito que precisamos educar nossas crianças para que elas aprendam a ler profundamente em papel, mas que sejam ensinadas a ler conscientemente em telas com o máximo de propósito. Creio que possamos fazer isso. E acredito que há aspectos da tela que sejam muito benéficos. Trabalho com dislexia, e é maravilhoso que algumas de nossas crianças disléxicas possam usar as características das telas para ajudá-las a ler, aumentando as fontes ou o espaçamento entre as palavras. Há também empresas de tecnologia que estão tentando usar o conhecimento de pesquisadores como eu para aprimorar suas telas. Todos nós estamos em um momento de transição. Se eu puder aconselhar as pessoas, diria para ler o máximo possível em papel até que apareçam telas que permitam mais facilmente a leitura profunda. Independentemente do quão dominantes as telas sejam em nossas vidas, não deixe que elas sejam tudo. (Estadão Conteúdo)
 
O cérebro no mundo digital – Os desafios da leitura na nossa era
• Maryanne Wolf
• Editora Contexto (256 págs.)
• R$ 59,90
bre o autoritarismo brasileiro por Lilia Moritz Schwarcz 
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MICROSOFT WINDOWS 10 (definitivo?….)

 

Microsoft lançou mais uma atualização cumulativa do Windows 10 na tentativa de solucionar alguns dos vários problemas da versão de maio deste ano. Parece que, desta vez, ela conseguiu.

A atualização leva o código KB4522355 e já está disponível tanto no site da empresa, quanto na aba de updates do Windows. Uma das principais soluções era um problema que desativava a barra de menu iniciar, a de busca da Cortana e os ícones da barra de tarefa do sistema operacional.

Outra questão direcionada aqui era um problema que impedia a utilização de VPNs, além de outros, que criavam telas travadas ou pretas no momento de iniciar uma sessão no Windows.

Além disso, foram arrumados também problemas menores, como alto uso de consumo de CPU no gestor de tarefas, protocolo de controle remoto e com aplicativos de fotos. Com isso a expectativa é de que a Microsoft não solte tantos updates nos próximos meses como tem feito nos últimos tempos.

Caso seu computador não esteja com as atualizações desligadas automaticamente, é preciso ir nas definições, buscar por atualização e segurança e pedir para o computador instalar a nova versão.

Fonte: Windows

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O PERIGO NãO TERMINOU !!!

omingo, 27 de outubro de 2019

A Nova Arremetida da Esquerda na América Latina

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O texto abaixo se refere à Colômbia, mas serve de alerta a todos os países da América Latina que julgávamos livres do flagelo marxista, particularmente o Brasil.
Sublevações sob motivos medíocres, são conduzidas criminosamente para se tornarem violentas, provocando as Forças de Segurança, a fim de produzirem vítimas e, assim, colocarem a população em franca oposição aos governos democráticos.
Não devemos nos espantar se fatos semelhantes começarem a surgir no Brasil, em atendimento às diretrizes do Foro de São Paulo, agora disfarçado de “Grupo de Puebla“, a nova denominação da quadrilha.
Foto:  Grupo de Lima
COLÔMBIA DIANTE DE VÁRIOS ESPELHOS
Equador, Chile e Peru: nosso país deve captar os sinais dos países vizinhos. Nem todas as causas são transferíveis, mas há elementos comuns. O caso do Chile é muito relevante.
Foi dito na terça-feira passada que a Colômbia e seu governo devem observar com mais atenção o que está acontecendo no Chile, bem como os fatos recentes no Equador. E acrescentaríamos, ainda, os do final do mês passado no Peru.
Equador, pela ampla mobilização de protestos contra as medidas de ajuste econômico e pela opção, finalmente atendida pelo governo, de revogar a medida de acabar com os subsídios estatais à gasolina, o que havia tornado os preços mais caros para os usuários.
Peru, devido à situação fronteiriça de ingovernabilidade em que o confronto sem saída entre o Poder Executivo e o Congresso levou ao encerramento da legislatura deste e à convocação de eleições legislativas antecipadas.
Chile, em função do que hoje já é uma mobilização de caráter nacional, e que desde seu início extrapolou o protesto pelo aumento de passagens do metrô da capital, Santiago. O governo de Sebastián Piñera, acuado, socorreu-se nos militares e nos últimos dias, tenta recompor pela via politica um grande acordo nacional, junto com o controle da ordem pública, social e econômica.
A autocrítica, com um pedido de perdão incluído, expresso por Piñera em um discurso televisivo nacional, superou até o que os partidos de oposição mais radicais esperavam. Paradoxalmente, depois de ouvi-lo e receber o convite para participar das rodadas de um acordo nacional, as forças de esquerda preferiram marginalizar-se e concentrar seus esforços no incentivo à mobilização nas ruas.
Que não conseguira entender o que se movia sob o descontentamento, e a promessa de iniciar uma reviravolta em toda política econômica e social, foi o mea culpa de Piñera, mas não foi suficiente para tranquilizar o país. A questão de saber se o mesmo poderia acontecer por aqui não é simples alarmismo ou especulação caprichosa.
As circunstâncias são muito específicas para cada país, mas existem correntes de opinião facilmente inflamáveis. Na Colômbia, como no Chile, havia uma opinião especializada que coincidia com a versão segundo a qual as bases macroeconômicas eram tão firmes que não havia riscos, pelo menos iminentes, de instabilidade política e institucional.
Na Colômbia, existe um governo moderado e democrático, mas sujeito a assédio político de vários lados, incluindo aliados parlamentares. A campanha diária e permanente dos adversários é incitar a mobilização social, “sair às ruas” sob qualquer pretexto. Isso ficou explícito em marchas como as dos movimentos estudantis. As imagens do Equador e do Chile produzem entusiasmo inquestionável nos políticos colombianos que gostariam da mesma coisa ocorrendo por aqui.
Ao apelo persistente à responsabilidade dos líderes, políticos ou de opinião, para que não exacerbem o ódio, deve-se unir um mais forte aos dirigentes e àqueles que têm responsabilidades institucionais, para que cumpram os princípios e políticas da boa governança, da luta contra a corrupção, que gerem e não freiem o desenvolvimento, que visem revitalizar a criação de empregos e a formalização do trabalho. Mais que tudo: políticas melhores e mais eficazes de igualdade e equidade social.
Uma população da qual são exigidas contribuições cada vez maiores, enquanto por outro lado, grandes setores são informados de que tudo devem esperar do Estado sem que lhes peçam maiores contribuições para sustentar essas obrigações, unem lado a lado os motivos crescentes de inconformismo. Não devemos antecipar eventos ou gerar pessimismo, mas devemos ouvir sinais que nem os líderes nem a sociedade devem ignorar.
Fonte: tradução livre de El Colombiano
COMENTO: se no Chile e na Colômbia a situação politico econômica pode ser qualificada como estável, o mesmo não se pode dizer do Brasil. A “herança maldita” herdada do petismo ainda se faz muito presente nesta parte inicial do governo de Jair Bolsonaro.

Não podemos esquecer dos que, ao se depararem com um país estável graças ao “Plano Real” do esquecido Itamar Franco — não contentes em roubar o máximo possível —, se dedicaram a manterem-se no poder pela compra do “lúmpen proletariado” por meio da criação de direitos e mais direitos, particularmente financeiros, sem a preocupação de sustentar a estabilidade encontrada. E esses meliantes ainda estão agindo ativamente na sabotagem ao atual governante — contando com a cumplicidade de muitos sedizentes aliados, que somente visam colher benefícios políticos enquanto puderem, exibindo suas faces velhacas logo que tais benefícios possam ser obtidos na oposição.

Ao mau indício advindo da renovação do insidioso Foro de São Paulo sob a nova denominação de “Grupo de Puebla“, soma-se o novo período de governo obtido por Evo Morales na vizinha Bolívia.
Não se pode desprezar, ainda, a crítica de outro analista colombiano à hesitação de Sebastián Piñera não reprimindo de pronto as primeiras manifestações tresloucadas e, também, ao não ataque aos gastos públicos — leia-se à maquina burocrática ainda dominada por esquerdistas nela encravados. Tudo muito igual a um outro reino “deitado em berço esplêndido” que conhecemos.
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