O FILHO DO CAPITÃO CHANDLER PERGUNTA : “POR QUE FIZERAM ISSO COM MEU PAI, COM MINHA FAMÍLIA?”

O FILHO DO CAPITÃO CHANDLER pergunta!

TODD CHANDLER  toddcchandler@uol.com

Há algum tempo, recebi um e-mail do Todd Chandler, até hoje angustiado, nos seguintes termos:

“Por que fizeram isto com o meu pai, com a minha família?”.

Ele tinha lido no meu espaço http://fotolog.terra.com.br/navprog  referências sobre o triste e revoltante destino do pai no Brasil.

Trocamos alguns e-mails e depois ele silenciou, não respondeu mais. Assumi o compromisso com ele, de levá-lo à presença dos assassinos  ainda vivos, em São Paulo – Campinas (Quartim de Morais – professor) e em Porto Alegre (Diógenes de Carvalho – funcionário do governo estadual), além de apresentá-lo a Dulce de Souza Maia. Até hoje, tenho tentado, em vão, uma nova comunicação com o “garoto”: se ele tinha 9 anos de idade em 1968, hoje deve estar com seus 44 anos, idade do meu filho mais novo.

Meus e-mails relatavam mais ou menos os fatos tenebrosos a seguir.

Em 12 de outubro de 1968, foi assassinado, friamente, na frente da família, quando saía de casa, em São Paulo, o Capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler, vítima de sua cidadania (ver relato completo no ORVIL – Tentativas de Tomada do Poder – Edição Comemorativa do 48º Aniversário da Contrarrevolução de 31 de Março de 1964, págs. 285, 306,308, 309, 310, 311 e 312).

Charles Rodney Chandler cursava a Escola de Sociologia e Política da Fundação Álvares Penteado, foi morto na porta de sua residência, no Sumaré, na frente da esposa e de um filho de 9 anos, a tiros de metralhadora, por Marco Antonio Brás de Carvalho, Pedro Lobo de Oliveira e Diógenes José Carvalho de Oliveira, todos da VPR.

Marco Antonio Braz de Carvalho, o “Marquito”, era o homem de confiança de Marighella, que dirigia o Agrupamento Comunista de São Paulo e que fazia ligação com a VPR. Em setembro, levou para Onofre Pinto, então coordenador-geral da VPR, a possibilidade de ser realizada essa ação, no “justiçamento” do Capitão do Exército dos Estados Unidos da América, Charles Rodney Chandler, aluno bolsista da Escola de Sociologia e Política, da Fundação Alvares Penteado, e que morava em São Paulo com a esposa e dois filhos pequenos. Entretanto, segundo os “guerrilheiros”, Chandler era um “agente da CIA” e “encontrava-se no Brasil com a missão de assessorar a ditadura militar na repressão”.

No início de outubro, um “tribunal revolucionário”, integrado por três dirigentes da VPR, ou seja, Onofre Pinto, como presidente, João Carlos Kfouri Quartim de Morais e Ladislas Dowbor, como membros, condenou o Capitão Chandler à morte. Graças a levantamentos realizados por Dulce de Souza Maia, sobre a vítima apurou-se os horários habituais de entrada e saída de casa, costumes, roupas que costumava usar, aspectos da personalidade, dados sobre os familiares e sobre o local em que residia, na casa da Rua Petrópolis no 375, no tranquilo bairro do Sumaré, em São Paulo.

Escolhido o “grupo de execução”, integrado por Pedro Lobo de Oliveira, Diógenes José Carvalho de Oliveira e Marco Antonio Braz de Carvalho, nada é mais convincente, para demonstrar a frieza do assassinato do que transcrever trechos do depoimento de Pedro Lobo de Oliveira, um dos criminosos, publicado no livro “A Esquerda Armada no Brasil”189:

“Como já relatei, o grupo executor ficou integrado por três companheiros:

um deles levaria uma pistola-metralhadora INA, com três carregadores de trinta balas cada um; o outro, um revólver; e eu, que seria o motorista, uma granada e outro revólver. Além disso, no carro, estaria também uma carabina M-2, a ser utilizada se fôssemos perseguidos pela força repressiva do regime. Consideramos desnecessária cobertura armada para aquela ação.

Tratava-se de uma ação simples. Três combatentes revolucionários decididos são suficientes para realizar uma ação de ‘justiçamento’ nessas condições.

Considerando o nível em que se encontrava a repressão, naquela

altura, entendemos que não era necessária a cobertura armada”.

A data escolhida para o crime foi o dia 8 de outubro, que assinalava o primeiro aniversário da morte de Guevara. Entretanto, nesse dia, Chandler não saiu de casa, e os três terroristas decidiram suspender a ação. Quatro dias depois,

em 12 de outubro de 1968, chegaram ao local às 7 horas. Às 8 horas e 15 minutos, Chandler dirigiu-se para a garagem e retirou o seu carro, em macha à ré. Enquanto seu filho, de 9 anos, abria o portão, sua esposa aguardava na porta da casa, para dar-lhe adeus. Não sabia que seria o último.

Os terroristas avançaram com o Volkswagen, roubado antes, e bloquearam o caminho do carro de Chandler. No relato de Pedro Lobo, “nesse instante, um de meus companheiros saltou do Volks, revólver na mão, e disparou contra Chandler”. Era Diógenes José Carvalho de Oliveira, que descarregava, à queima

roupa, os seis tiros do seu Taurus de calibre .38.

E prossegue Pedro Lobo, que dirigia o carro:

“Quando o primeiro companheiro deixou de disparar, o outro aproximou-se com a metralhadora INA e desferiu uma rajada. A décima quinta não deflagrou, e o mecanismo automático da metralhadora engasgou (deixou de funcionar).

Não havia necessidade de continuar disparando. Chandler já estava morto.

Quando recebeu a rajada de metralhadora, emitiu uma espécie de ronco, um estertor, e então demos conta de que estava morto”.

Quem portava a metralhadora era Marco Antonio Braz de Carvalho.

A esposa e o filho de Chandler gritaram. Diógenes apontou o revólver para o menino que, apavorado, fugiu correndo para a casa da vizinha. Após Pedro Lobo ter lançado os panfletos, nos quais era dito que o assassinato fora cometido em nome da revolução brasileira, os três terroristas fugiram no Volks,

em desabalada carreira.

É interessante observarmos o destino dos sete envolvidos no crime:

Marco Antonio Braz de Carvalho (“Marquito”), que deu a rajada de metralhadora,

viria a falecer, em 26 de janeiro de 1969, após troca de tiros com a polícia.

Onofre Pinto, o presidente do “tribunal revolucionário” que condenou

Chandler à morte, ex-sargento do Exército, foi preso em 2 de março de 1969

e banido para o México, em 5 de setembro, trocado pelo Embaixador dos Estados

Unidos, que havia sido sequestrado. Em outubro, foi a Cuba onde ficou quase dois anos, tendo feito cursos de guerrilha. Em junho de 1971, foi para o Chile, com cerca de 20 mil dólares. Em maio de 1973, foi expulso da VPR, tendo sido acusado de “conivência com a infiltração policial no nordeste”, com referência às quedas dessa organização em dezembro de 1972. Temendo ser “justiçado” pela VPR, fugiu para a Argentina onde desapareceu, misteriosamente,

em meados de 1974.

João Carlos Kfouri Quartim de Morais, um dos membros do “tribunal revolucionário”, foi expulso da VPR, em janeiro de 1969, alguns meses depois, fugiu do Brasil, com dinheiro da organização. Radicou-se em Paris, onde foi um dos fundadores da revista “Debate”. Professor universitário e jornalista, ele regressou a São Paulo após a anistia, sendo um dos diretores da sucursal da

Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Em 1983, foi nomeado Secretário de Imprensa do Governo de Franco Montoro, em São Paulo.

Ladislas Dowbor (“Jamil”), também membro do “tribunal”, foi preso, em 21 de abril de 1970, e banido, em 15 de junho, para a Argélia, em troca do Embaixador alemão, outro sequestrado. No exterior, casou-se com Maria de Fátima da Costa Freire, filha do educador comunista Paulo Freire. Após passar por vários países, dentre os quais, Suíça, Itália, Polônia, Chile, Portugal, Cuba

e Guiné-Bissau, retornou ao Brasil, após a anistia, e aqui leciona Economia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade de Campinas.

Dulce de Souza Maia, que realizou os levantamentos sobre Chandler, foi presa, em 27 de janeiro de 1969, e banida para a Argélia, em 15 de junho. Tem curso em Cuba e percorreu diversos países, tais como, Chile, México, Itália e Guiné-Bissau, onde passou a trabalhar para o seu governo. Retornou a São

Paulo em agosto de 1979, passando a desenvolver atividades em movimentos pacifistas, tendo sido eleita, em 1980, presidente do “Comitê de Solidariedade aos Povos do Cone Sul”.

Pedro Lobo de Oliveira, o motorista da ação criminosa, foi preso em 23 de janeiro de 1969, quando pintava um caminhão com as cores do Exército, para o assalto ao quartel do 4o Regimento de Infantaria de Quitaúna. Em 15 de julho de 1970, foi banido para a Argélia, em troca do Embaixador alemão.

Em fins desse ano, foi para Cuba, onde fez curso de guerrilha. Após passar por vários países, dentre os quais Chile, Peru, Portugal e República Democrática alemã, ele voltou a São Paulo, em novembro de 1980, indo trabalhar como gerente de um sítio em Pariquera-Açú, de propriedade da família de Luiz Eduardo

Greenhalgh, advogado de subversivos e um dos dirigentes nacionais do Partido dos Trabalhadores.

Finalmente, Diógenes José Carvalho de Oliveira (“Luiz”), que descarregou o seu revólver em Chandler, foi preso em 30 de janeiro de 1969, quando desenvolvia um trabalho de campo em Paranaíba, em Mato Grosso. Em 14 de março, foi banido para o México, trocado pelo Cônsul japonês (mais um dos diplomatas estrangeiros sequestrados), indo, logo após, para Cuba. Em junho

de 1971, radicou-se no Chile. Com a queda de Allende, em setembro de 1973, foi para o México e, daí para a Itália, Bélgica e Portugal. Em 1976, passou a trabalhar para o governo da Guiné-Bissau, junto com Dulce de Souza Maia, sua amásia. Após a anistia, retornou ao Brasil, indo residir em Porto Alegre,

onde vive com a advogada Marilinda Fernandes. Trabalhou como assessor do vereador do Partido Democrático Trabalhista, Valneri Neves Antunes, antigo companheiro de militância da VPR, até outubro de 1986, quando este faleceu, vítima de acidente de auto.

Nota de Rodapé 189. Caso, A: “A Esquerda Armada no Brasil”, Moraes Editores, Lisboa-Portugal, 1976, depoimento de Diógenes de Oliveira, a partir da pág. 159.

POR QUE A TAL COMISSÃO DEVERIA TER OUTRO NOME?

Boa pergunta ao Capitão Pimentel!
Como muitos só “ouvem um lado da história”, que hoje sejam “honestos” e leiam essa resposta primorosa, nada “ofensiva nem defensiva” mas clara, mostrando uma realidade de uma época que, por força de uma propaganda enganosa e por conveniência, é distorcida pelos que têm interesse de desinformar  os jovens de hoje que estão sendo enganados por uma política esquerdista criminosa e aproveitadora. Lembro ainda que não existe “comunista” democrata…
 
A resposta de Eduardo Vieira

 Comissão da (in)Verdade e (des)informação

Recentemente, o jornal Correio Braziliense publicou uma série de reportagens a respeito dos esforços dos governos militares em combater a subversão e a guerrilha no Brasil. O foco das reportagens foi Brasília, especialmente a UnB. Como sói acontecer nos tempos orwellianos em que vivemos, os militares foram representados como monstros insensíveis, enquanto os militantes da esquerda eram santificados como guerreiros da liberdade.

No dia 10 de abril, a jornalista Denise Rothenburg, co-autora das reportagens, publicou a seguinte coluna no jornal:

Hora da verdade

Se há algo que todos devem persistir quando se trata especialmente da história de um país é a verdade. E, geralmente, só conseguimos chegar a esse estado das coisas quando confrontamos diversas fontes e verdades de cada segmento envolvido num determinado fato. Por isso, ninguém entende por que dentro do governo a demora em instalar a Comissão da Verdade.

Do jeito que a coisa vai, a ela parece ter sido votada apenas para “inglês ver”, como se diz por aí. Houve muita pressa em aprová-la, para que a presidente pudesse chegar à Conferência Anual das Nações Unidas, ainda no ano passado, levando o texto na bagagem. Não foi possível, mas, assim que ela regressou de Nova York, não demorou muito e os congressistas lhe entregaram o que o governo parecia querer tanto: a Comissão da Verdade.

Lá se vão quatro meses da criação da Comissão e ela continua no papel. O golpe de 1964 fez mais um aniversário, completou 48 anos, e aqui estamos nós, esperando… O documento divulgado no último domingo com exclusividade pelo Correio mostra que o país precisa da Comissão da Verdade e logo — enquanto alguns personagens ainda vivem com saúde para contarem o que sabem. A desculpa de que não há mais nada a investigar, ou que os documentos já são todos conhecidos, não cola. Prova disso foi a peça divulgada no último domingo.

Vem a calhar a comissão a ser instalada hoje dentro do Congresso Nacional, com o intuito de começar o trabalho que já deveria estar em curso pela Comissão da Verdade. Assim, quem sabe, ajuda a diluir resistências para que o trabalho seja feito de forma natural, dando a todos a verdadeira história. Pelo menos, não custa nada tentar.

 No mesmo dia, o leitor Eduardo Vieira, militar da reserva, enviou resposta à jornalista a respeito da coluna e das reportagens publicadas. Reproduzimo-la abaixo (grifos e imagens adicionados por nós).

 Sra. Denise,

Bom dia.

 Sou assinante do Correio Braziliense – CB, militar da reserva, e insistente perseguidor de análises isentas de fatos relevantes do nosso cotidiano social e político. De antemão me posto como um cidadão político, mas apartidário, que procura fugir da dialética pobre e simplista das posições “direita” e “esquerda” ou qualquer coisa que se assemelhe a isso.

Leio com atenção os artigos e colunas do primeiro caderno do CB e tenho acompanhado a série de reportagens, principalmente a partir de domingo passado, com referências à Contra-revolução de 1964 e foco em “perseguição a professores e reitores da UnB por agentes da repressão” durante o período militar. Essas reportagens, das quais a senhora é co-autora, culminam na sua coluna de hoje (10/04) onde a mensagem central é a morosidade do Governo na efetiva instalação da Comissão da Verdade, que segundo a sua análise deve ser agilizada para tomar o depoimento de militares que participaram à época e que ainda se encontram vivos.

Lançamento da Comissão da Verdade.

Analisando de forma conjunta essas reportagens e colunas, pude perceber um viés de militância política que não condiz com a boa prática jornalística de bem informar e sempre apresentar todos os ângulos possíveis de uma questão, deixando no conjunto dos dados qualificados a última análise sempre ao leitor. Vocês tentam induzir o raciocínio para um lado, desde as chamadas de reportagem até o texto final.

Não se pode analisar um fato importante da vida nacional, como a Contra-revolução de 1964, apenas com noticias tendenciosas e distorcidas que tem o objetivo de fazer acreditar ao povo, que não vivenciou aquele período histórico, que tudo se resumiu em tortura e perseguição a pessoas inocentes. E não foi. Pode ter havido erros, desvios e até alguns absurdos por parte de agentes governamentais que não entenderam sua real missão, mas essa não foi a tônica e nem era política de governo.

A senhora se esquece de citar, ou se omite de forma proposital, que a guerrilha daquela época, impetrada por grupos assassinos como ALN, Var-Palmares, MR-8 e outros tinha como objetivo implantar no Brasil uma ditadura comunista aos moldes de Cuba, Albânia e União Soviética (vide artigos do jornalista carioca Daniel Aarão Reis, que militou na ALN na década de 1970). Aquela turba de delinquentes e assassinos de pessoas inocentes nunca lutou por democracia e sim pela chamada ditadura do proletariado. Seus métodos eram sanguinários e covardes. Sequestravam inocentes, assaltavam bancos e matavam os clientes da hora, explodiam repartições públicas matando pessoas a esmo. Mataram adidos militares, incendiaram residências de pessoas que supostamente pensavam como os “capitalistas yankees”, sequestraram o embaixador dos EUA para trocá-lo por presos delinquentes, que se autodenominavam “presos políticos”, mataram de todas as formas e por vários métodos bárbaros agentes de estado encarregados de combatê-los, como fez Lamarca no Vale da Ribeira com um tenente da PM paulista e Franklin Martins ao arquitetar o atentado que culminou na morte do soldado Kozel em São Paulo, uma simples sentinela de um quartel do Exército, cumprindo o seu serviço militar obrigatório.

Já que a senhora está escrevendo sobre aquele período, gostaria de saber se tem o conhecimento de que muitos dos “desaparecidos” foram justiçados pela própria guerrilha? E o porquê? Apenas porque desejaram se desligar da guerrilha e seguir outros caminhos. O lema era: entrou não sai. A guerrilha do Araguaia também foi exemplo de desaparecimento endógeno. Lá os guerrilheiros não usavam seus nomes de batismo e sim codinomes. A maioria com documentos de identidade falsos. Essas pessoas não existiam oficialmente e quando morriam, no combate da selva ou fora de lá não podiam ser identificados. Nada disso a senhora levou em consideração ao falar em comissão da verdade. É por essas omissões que os militares a chamam de comissão da mentira. Ninguém nas Forças Armadas tem medo da verdade, desde que os eventos sejam apurados em todos os seus aspectos.

Senhora Denise, ninguém na guerrilha era santo ou puro de propósito. Eram foras da lei. A maioria era de vertente ditatorial comunista. Os que não eram assim eram aproveitadores.

Quer alguns exemplos? Todos daquela turma de guerrilheiros que ainda estão vivos idolatram o regime de Cuba. Visitam aquele país e usufruem das benesses oferecidas em Varadero pelo ditador sanguinário Fidel Castro. José Dirceu, Genoíno, Chico Buarque, Gil e outros menos conhecidos dessa claque fazem viagens constantes para um beija-mão ao ditador. Ou seria Fidel um democrata? Para mim não é. E além de ditador é um assassino em massa que já extirpou a vida de mais de 170.000 cubanos que discordaram do seu regime, nos famosos paredões. Deveria ser levado em vida ao Tribunal Internacional de Haia. Barbariza muito mais do que fez Milosevic na Sérvia. Onde estão as eleições, os direitos humanos, as liberdades individuais, o livre arbítrio e a liberdade de ir e vir em Cuba? E tudo isso há mais de 60 anos da revolução deles, ocorrida em 1959. Será que ainda não deu tempo para uma transição pacífica do regime para uma democracia? E sobre essa trupe de delinquentes mundiais a senhora não fala nada? Quer outro exemplo? Pois vamos lá: Ziraldo é um jornalista e cartunista que se deliciou nos anos da ditadura militar. Ficou rico na época e se divertiu muito com as edições e charges do jornal Pasquim. Juntamente com Henfil, Millôr, Jaguar e outros, criticaram e zombaram do regime do jeito que quiseram. Algumas vezes foram chamados a prestar esclarecimentos, mas nunca ficaram presos por muito tempo. E a cada episódio desses o jornal aumentava a tiragem. Ficaram ricos. As pautas eram feitas num boteco do Leblon, inspirados pela brisa do mar e alimentados por chopinhos gelados. Recentemente Ziraldo foi indenizado com vultosa quantia em dinheiro por perseguição política e ganhou uma aposentadoria vitalícia. Sempre que convidado a falar sobre o assunto se esquiva de prestar qualquer informação e às vezes se irrita com algum jornalista menos “pautado” pela canalha do poder. Com o término do regime militar o jornal Pasquim faliu.

Poderia redigir varias páginas citando exemplos de absurdos e distorções que a pretensa Comissão da (in)Verdade quer omitir ou fingir que não existiram, mas vou ficar por aqui. Gostaria apenas de lembrar que nenhum general presidente da república enriqueceu ou se locupletou do poder, como estamos cansados de ver nos tempos pós-regime. E a evolução em todos os sentidos a que foi elevado o País nos anos de regime militar? Não vou perder tempo em repetir o que acho que a senhora sabe ou deveria saber.

Essa serie de reportagens desse tablóide sensacionalista é um lixo, digna da imprensa marrom que a senhora tão bem representa. Aquela imprensa que não informa, não instrui e na maioria das vezes distorce os fatos. Posso entender que isso seja feito por desinformação, ignorância, maldade, incompetência ou medo de não alinhar com a tendência geral dessa imprensa dita “de esquerda”. Falta de coragem moral de escrever a verdade e de apresentar o fato por todos os ângulos e visões possíveis.

Mas quero aqui me desculpar com a senhora.

Talvez esteja a esperar posturas de isenção, imparcialidade e correção que a senhora não tem a mínima condição de apresentar.

Seus outros artigos publicados alternadamente na coluna do 1º caderno há muito não estava lendo. Estavam se tornando cada vez mais desinteressantes pela sua confusão de raciocínio e falta de clareza do seu texto. Sem falar na falta de prioridade de alguns temas. Suas previsões e apostas sempre a contrariavam.

A senhora é uma jornalista fraca, de texto confuso e sem marca pessoal que a identifique, a não ser o limbo e a pasmaceira dos medíocres.

Isso tudo se tornou pior quando se arvora a escrever sobre o que não conhece e com deficiência cognitiva sobre a realidade dos fatos.

Por isso as minhas desculpas.

Não podia lhe exigir nada mais do que toda essa mediocridade que a senhora nos oferece.

 Saudações,

 Eduardo Vieira

DESSA FORMA, O CAPITÃO PIMENTEL DEVERIA DECLARAR NO IPM VERGONHOSO ABERTO NA 1ª RM QUE O NOME DA TAL COMISSÃO DEVERIA SER “COMISSÃO DA PUTARIA”, ABERTA POR ORDEM DO PEDERASTA CONFESSO.

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